[Atualização 4.2.2018: o curta foi retirado do YouTube, mas pode ser assistido no link disponibilizado no final do post]
Fujam para as colinas, ATAQUE ZUMBI!... Não, pera!
Quem nunca pagou mico por se distrair com o smartphone atire o primeiro emoji. Tudo bem uma olhadinha aqui outra ali, mas tudo em excesso dá ruim.
Smartphone Zombie Society é uma divertida crítica aos viciados no gadget.
Carregada de ironia, sarcasmo e caos, a animação mostra personagens completamente alheios ao que acontece ao redor, tomados por valores tão deformados quanto seus corpos pelo uso excessivo do celular - a ponto de fazer selfies de acidentados em vez de ajudá-los.
O curta chama atenção para o fato de que a evolução da tecnologia nem sempre significa evolução da sociedade.
Belo puxão de orelha ~toque~ do estudante Xie Chenglin da Academia Central de Belas Artes da China.
[Atualização 4.2.2018: assista ao curta Smartphone Zombie Societyneste link]
Após trilhões de críticas por propagar um ideal de beleza feminina quase impossível, a Mattel, fabricante da Barbie, resolveu se posicionar, ou melhor, se reposicionar.
Em vez de dar de ombros, parou para ouvir as críticas e percebeu que o mundo havia mudado. O que empresa fez? Mudou com ele.
Tá tendo Barbie e se reclamar vai ter mais
Em julho do ano passado, a Mattel criou a campanha Imagine The Possibilities [Imagine as Possibilidades] com o objetivo de alertar as meninas de que elas podem ser o que quiserem, da forma que quiserem.
A ideia é se livrar dos estereótipos criados anteriormente pela própria marca, como o de meninas brincarem apenas de "casinha".
No vídeo, as garotas aparecem em diversos papéis: professora, médica, executiva e até juíza de futebol. Curiosidade bacana: foram as meninas que escolheram o que queriam interpretar.
Criação da BBDO de São Francisco e produção da Slim Pictures Inc.
Dá o play lá em cima.
Outro estereótipo que a empresa fez subir para o telhado foi o de que meninos não podem brincar com bonecas.
Pela 1ª vez, a Mattel colocou um garoto em um comercial. No filme em parceria com a Moschino, o menino aparece se divertindo com os brinquedos que ganharam roupas e acessórios da grife.
A Mattel não ficou só no mimimi. Além da publicidade, as mudanças envolveram toda a empresa, inclusive a linha de produção.
Os dias de exclusivamente magra, branca e loira da boneca estavam contados. A marca lançou novos tons de pele, etnias e cabelo.
Na linha Barbie Fashionista, com 23 modelos, ela também pode ser oriental, morena ou negra e os cabelos, pretos ruivos, lisos ou crespos.
Trocando em miúdos, o aumento na diversidade da marca englobava oito tons de pele diferentes, 14 rostos, 22 tipos de cabelo, 23 cores de cabelo, 18 cores de olhos e Barbies mais parecidas com mulheres de verdade.
Mais: os calcanhares da boneca se tornaram flexíveis. Que importância tem isso? Muita gente se incomodava com o pé da moça sempre pronto para receber salto alto. "E se eu não quiser usar salto?", se perguntavam.
Ficou faltando apenas o corpo. Ela continuava muito magra e as pernas mega, blaster longas.
Agora não falta mais. Confira:
A Mattel acaba de anunciar três novos formatos de corpo para a Barbie. Uma grande mudança - a maior e mais esperada de todos os tempos ever em 57 anos da boneca.
Além do shape "original", agora há o curvy, mais baixo e "cheio" nos braços, pernas e cintura; o petite, baixa, e o tall, alta.
O filme acima que apresentou os novos modelos de corpo é uma mega celebração das diferenças. Lembra a importância da produção de bonecas que representem as mulheres em toda a sua diversidade.
Estrelado por meninas de variadas raças e caraterísticas, The Evolution of Barbie explica como se deu o processo de criação das novas Barbies e mostra porque a novidade é tão importante por meio de comentários de suas principais consumidoras, as crianças.
Sob a assinatura "A imaginação vem em todas as formas e tamanhos", o comercial é o 1º dirigido por Rory Kennedy, aclamada documentarista indicada ao Oscar por Last Days of Vietnam.
Criação da BBDO de San Francisco e produção da Nonfiction Unlimited.
Com novos formatos mais próximos da realidade, a marca pretende deixar para trás os tempos de vidraça pelo padrão de beleza fantasioso da boneca original.
Os lançamentos atendem à uma nova dinâmica da sociedade, cada vez mais atenta a temas como diversidade, feminismo e inclusão.
Segundo a Time, que lascou a Barbie na capa da revista, o projeto de rebranding era tão secreto que durante seu desenvolvimento foi batizado de Project Dawn [Projeto Amanhecer], para que nem os familiares dos funcionários desconfiassem da novidade.
Apesar de querer atender às demandas de uma nova geração, a Mattel espera receber muitas críticas e poréns, especialmente pelos limitados termos curvy, petite e tall.
A empresa tem consciência de que apenas três novos formatos não refletem a variedade de corpos e belezas.
Por conta disso, criou um canal por telefone, somente para receber críticas e comentários sobre as novas bonecas.
Elas estão à venda no Barbie.com e nas lojas físicas em breve.
A iniciativa da Mattel pode parecer pouco significativa para os machistas-de-plantão, afinal "são apenas bonecas", mas têm alto impacto no público feminino, especialmente o infanto-juvenil.
O abraço à diversidade, além bem-vindo, pode ser a solução para a empresa que percebeu uma queda nas vendas da Barbie nos últimos tempos. Como líder de mercado, em breve deverá ser seguida por outros fabricantes.
No Twitter, internautas comemoraram e elogiaram a mudança. Aqui de boas, vendo o que vai ter de mulher querendo comprar um modelo que se pareça com ela própria.
Deixa as minas. Realizar um sonho de infância não tem preço ;)
No Rio, o ator Rodrigo de Bonis seguiu a sugestão da amiga Maria Thalita de Paula, entrou na pele de Vicent Vega, personagem de Pulp Fiction aka meme John Travolta Confuso, e foi ver a banda passar.
Pra tentar responder as perguntas acima, o pessoal da agência OpusMúltipla foi perguntar aos seus fornecedores.
Veja o que a moça do pastel da esquina, o entregador de pizza e o taxista têm a dizer. Dá o play lá em cima.
Já pessoal do Break and Make fez uma homenagem em forma de gif que brinca com os clichês que rondam nossa atividade:
Tá, tudo bem. É até verdade que a gente se enche de pizza e vira a noite pra cumprir os jobs mais cascudos, mas isso tá longe de ser o jeito certo de se trabalhar explicar o que é ser publicitário.
Título: 'Caldo de cana destilado Garrafa translúcida Rótulo amarelo Surgiu em 1951' Lettering assume a forma da garrafa da famosa aguardente 51. Texto: 'Fazer Publicidade é muito mais que descrever um produto. É fazer você comprar uma ideia.'
Se bom humor e sabedoria viessem em pílulas, as ilustrações de Marc Johns deveriam ser ministradas em dose diária.
O artista é mestre em tiradas divertidas e sábias que substituem sem contra-indicação aquelas verdades que a gente precisa ouvir, mas normalmente são chatas demais pra se prestar atenção.
Ora criando situações absurdas por meio de combinações inusitadas, ora imaginando o que objetos diriam se pudessem falar, os desenhos do cara são simples e ricos de significados. Já apareceram na National Geographic, Google, Newsweek, Cosmopolitan, Tommy Hilfiger e em livros lançados por ele, como I Made These Drawings for You... e também em alguns corpos por aí, tatuados por quem curte a arte do cara.
Você pode até não gostar da Rihanna - ela está cagando se lixando pra isso, acredite! - só não dá pra negar que RiRi é umas personalidades mais influentes do mundo pop. Sempre consegue se renovar e se reinventar.
A moça que já foi dona de marca de guarda-chuvas, a Rihanna Umbrellas, capitalizando o blaster suce$$o do primeiro single, agora está com novo empreendimento.
Rihanna está lançando uma marca de maconha nos Estados Unidos. Inicialmente, no Colorado, onde a erva é legalizada. Em seguida, a ideia é expandir os negócios para outras áreas onde o ~boldo~ é permitido.
A melhor parte da história é o nome da marca: MaRihanna. Trocadilho safado, misto de marijuana com o nome da cantora. Abusada, não?
O beck da Rihanna poderá ser encontrado em diferentes tipos, de acordo com a colheita e a concentração, como a Jamaica High Grade, Haitian Haze e Karibbean Kush.
RiRi que é chegada num baseado defende a cria: "Esta é a primeira marca de maconha verdadeiramente mainstream no mundo e eu estou orgulhosa”.
Pelo visto, MaRihanna virá com algo diferente do que se vê até agora no mercado legal da cannabis, marcas, usualmente, apostando nos apelos naturais ou ~recreativos~ da erva, vide a maconha do Bob Marley.
Será que vai seguir a linha de Bitch Better Have My Moneye aproveitar o charme dos fora-da-lei e desajustados para vender bagulho para playboys? Quem viver verá.
De lambuja, trouxe o clipe que abusa da estética do sexo e da violência. Tarantino curtiu isso.