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Você sabe o que é Ativismo de Sofá?

O termo ganhou força nos últimos tempos. Compartilhar, espalhar, promover... tudo isso ficou muitooo mais fácil com o advento do Facebook e companhia. É, digamos, uma modalidade nova de fazer algo em prol de uma causa. Só dar um clique e pronto. Você já se sente bem por ter contribuído. Mas será que ajudou mesmo ou teve APENAS uma falsa impressão?


Claro, compartilhar nas redes sociais é um modo de manisfestar sua opinião a favor das causas que acredita - veja o exemplo do #VetaTudoDilma, quando a sociedade brasileira pode mostrar o quão descontente estava com a proposta do Código Florestal apresentada pelo Congresso - o problema é compartilhar por modismo, por desencargo de consciência ou, pior, porque pega bem passar a ideia de que é uma pessoa antenada.

Koni 2012 é exemplo recente de que sua boa intenção pode bater à porta de ações minimamente questionáveis. Fique atento.


Para ilustrar o que estou dizendo, ó só essa ação iradaaa que questiona: Você ajudaria a salvar um desconhecido sem ser através das redes sociais?


O Ativismo de Sofá tem vez e voz num mundo cada vez mais presente nas redes sociais. Só não se limite a ele. Levante-se daí e faça acontecer de verdade, nesse mundão nosso de cada dia.

Já imaginou Hitler cuidando do seu cachorrinho?

Best Film no Ads of the World agora em maio, Dream on traz um olhar diferente sobre ditadores e criminosos de guerra - com dosagem de humor na medida certa. 


Respeitando as peculiaridades de cada case, o final do vídeo me fez lembrar Kony 2012. Se quiser saber mais sobre projeto, clique aqui. Criação da TBWA Being, de Paris.

A continuação de Kony 2012 | Beyond Famous


Depois de se tornar o vídeo mais viralizado na web, com mais de 100 milhões de visualizações, acaba de ser lançado o que pode ser chamado de Kony 2. O novo documentário [longo como o primeiro] fala sobre os resultados obtidos com a primeira parte da campanha que, de fato, fizeram Joseph Kony famoso e chama a galera para transformar o barulho em ação, juntando-se a eles no Cover the Night - evento mundial que rola no dia 20 de Abril. Jason Russel, fundador da Invisible Children e protagonista de Kony 2012, ficou de fora, após ser encontrado nu pelas ruas de San Diego em um surto psicótico. Então, você vai?



Via

Sequência de Kony 2012 deve sair ainda esta semana


O vídeo mais viral da web, com mais de 100 milhões de visualizações, deve ganhar uma sequência ainda nesta semana. Segundo a Invisible Children, o novo vídeo trará mais detalhes sobre a situação em Uganda, dando mais voz às comunidades das regiões afetadas por Joseph Kony, e ainda irá apresentar mais informações sobre a manifestação de guerrilha da noite de 20 de abril, chamada de Cover Night.

Koni 2012 bombou em alguns dias e depois praticamente não se fala mais nele, acompanhe os gráficos. Será que o 2º vídeo terá o mesmo potencial viral? Conseguirá manter um sucesso mais duradouro que o anterior?



Via

Koni 2012 | Invisible Children



Koni 2012 é um filme impressionante. Produzido pela ONG Invisible Children com a intenção de fazer o mundo conhecer Joseph Kony, líder da guerrilha armada em Uganda, atingiu 32 milhões de views no YouTube em apenas 3 dias. Provavelmente, a maior velocidade viral já promovida pelas redes sociais.

Segundo a organização americana, o cara que está à frente do Lords Resistance Army [LRA] é responsável pelo sequestro e tortura de mais de 60 mil crianças no país durante os últimos 25 anos. Meninos são obrigados a converter-se em soldados enquanto meninas se tornam escravas sexuais.




Koni 2012 é um vídeo bem produzido sobre um tema sensível. Do tipo que te faz querer fazer parte de algo maior. Emotivo e polêmico. Tem sido tão criticado quanto amado. Natural que algo de tamanha repercussão encontre seus detratores [há, inclusive, um Tumblr que reúne as críticas contra ele]. Muitos desconfiam do estilo hollywoodiano e das proporções da campanha para uma ONG. Outros criticam o conteúdo da denúncia, que contém informações erradas: a localização de Kony, que nem em Uganda está, o suposto tamanho [exagerado] de seu exército e, principalmente, por retratar o país de maneira equivocada.

De acordo com a Foreign Affairs, a Invisible Children estaria gastando o [seu] dinheiro das doações para produzir filmes com fatos distorcidos e dados exagerados [após as acusações, a IC tratou de apresentar mais informações de pesquisa e inclusive um relatório financeiro]. Ainda há quem diga que a campanha não passa de ativismo de sofá, por transmitir a ideia de que apenas compartilhar, curtir no Facebook ou retuitar irá resolver o problema. Algo que de fato acontece em tempos de redes sociais.


O questionamento sobre as informações prestadas pela ONG e para onde vai o dinheiro das doações é válido. Entretanto, se confirmada a idoneidade da iniciativa, não há problema de o filme se parecer com roteiro e produção de Hollywood. Afinal, as ferramentas necessárias para gerar buzz e realizar uma campanha não são mais exclusivas de poucos e grandes. Qualquer um hoje com uma câmera e acesso a internet pode criar vídeos com mais audiência que produções profissionais. Seu principal erro, talvez, seja pretender assumir o status de documentário, quando sua produção soa tão maniqueísta.



Você pode se emocionar, concordar ou até duvidar das intenções de Jason Russel, o cara que deu início à coisa toda. Impossível é ficar indiferente a ele. Koni 2012, de fato, cumpre aquilo que se propõe, que é espalhar o conhecimento [mesmo utilizando dados questionáveis] e cobrar atitude dos líderes de outras nações - O sucesso como peça de comunicação é inegável. Não só pelo vídeo, mas pela integração com outras mídias, produtos etc. - Mais do que isso, o CEO e co-fundador da Invisible Children acaba de redesenhar o conceito de voluntariado e, principalmente, a maneira de mobilizar a mídia e as redes sociais em torno de um trabalho humanitário.


Por último, fica a dica: cuidado onde vai investir seu tempo e dinheiro. Para saber mais sobre o tema, clique aqui.


Atualizado em 20 de março de 2012.