Mostrando postagens com marcador Magazine Luiza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Magazine Luiza. Mostrar todas as postagens

SBT, Pantene, 99 e outras marcas surfam no hype do BBB

 


Atual "galinha dos ovos de ouro" da Globo em termos de audiência e faturamento, o BBB também se tornou uma grande oportunidade para marcas. Para se ter uma ideia, na edição passada, os patrocinadores chegaram a investir aproximadamente 78 milhões de taokeys e bateram recordes de engajamento. No total, foram mais de 530 ações, como conteúdos patrocinados e ativações nas redes sociais do reality de maior repercussão no mundo. 

Para o BBB22, a emissora garantiu um recorde histórico de marcas patrocinadoras e mais de 600 milhões de faturamento com cotas vendidas para empresas, como Americanas, Avon e PicPay [cotas Big, as mais valiosas, R$ 91,9 milhões cada]; C&A, Heineken [com a marca Amstel], P&G e Seara [cotas Anjo, segunda linha de patrocínio, R$ 69,4 milhões cada]; e Above, Engov, McDonald's e QuintoAndar.[cotas Brother, última categoria de investimento, R$ 11,8 milhões cada].

Um verdadeiro Super Bowl do mercado publicitário brasileiro, pode se dizer. A comparação com a partida final do campeonato de futebol americano, famosa por ter o intervalo mais caro da publicidade mundial, cai como uma luva em relação a visibilidade para as marcas, a diferença é que o BBB dura mais de três meses e não apenas uma noite.

Até então, estamos falando de patrocínios oficiais. Se formos considerar as marcas que tiram casquinha por fora da popularidade do reality, números e valores são ainda mais expressivos. Para entrar no hype, estas empresas precisam respeitar os direitos de propriedade intelectual, como não patrocinam o BBB, não podem se associar diretamente a ele - ou seja, está liberado falar sobre o que acontece no programa, mas não podem citá-lo nominalmente.

Ocorre o mesmo em grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas. São temas que dominam o debate nas redes, mas por serem marcas registradas, não podem ser citadas por outras marcas, exceto pelas empresas patrocinadoras. Qualquer marca pode, entretanto, entrar nas conversas que estão rolando e gerar engajamento, desde que não mencione as palavras "Copa" e "Olimpíadas".

SBT, Pantene e 99 estão entre as empresas que aproveitaram o BBB, o assunto mais hitado do momento, para interagir com seus seguidores e gerar engajamento. 

Confira algumas iniciativas.


Antes mesmo do início do BBB, a marca líder de entrega de comida na América Latina aproveitou o dia de divulgação da lista oficial de participantes pela Globo. Numa publi em seu perfil oficial no Instagram escreveu: "Participantes confirmados aqui em casa hoje". Ao arrastar a imagem para o lado, é possível visualizar várias bebidas que podem ser compradas pelo serviço de delivery.



Magalu

A rede de varejo aproveitou o buzz em torno do participante Pedro Scooby e de sua ex-mulher, a atriz Luana Piovani. Nas redes, surgiram vários memes brincando sobre a situação dos dois e dos filhos do casal, após uma publicação de Luana onde ela diz não saber que Pedro havia entrado para o BBB e também que se recusa a assistir e comentar o reality sem receber um cachê para isso.

Atenta ao que bomba nas timelines, a Magalu divulgou por alguns dias a ação #Luanatemquever. 



A ação incluiu um stories de Luana no Instagram agradecendo uns recebidos da Magalu e convidando os seguidores para assistir a live que faria no perfil da empresa, quando revelaria o que de fato a Lu tanto queria que ela visse. A interação entre a assistente virtual que representa a marca e a atriz não fez qualquer menção ao BBB. 

Foi só na live que rolou durante o primeiro paredão que Luana fez abertamente uma ação de marketing divulgando ofertas do SuperApp da Magalu e distribuindo cupons de desconto.



A live da atriz durante a eliminação, no perfil do Magalu no Instagram, foi assistida por 1,4 milhão de pessoas e rendeu mais de 260 mil interações nas redes sociais.


99

Durante almoço do Anjo, patrocinado pela 99, o participante Rodrigo convidou brothers para pegarem um... Uber! Fuén-fuén-fuén.



A 99 fez do limão limonada e manejou a situação com bom humor. "Quando você chega junto, leva o boy pra almoçar e ele te chama pelo nome da outra.", brincou no Twitter.



A ex-BBB Lumena tentou reanimar a pobi da 99.



A Buser também fez o mesmo:



Enquanto isso, a Uber não perdeu a oportunidade de ter sido citada e postou a seguinte mensagem para aproveitar o buzz: "Dei uma espiada por aqui e fiquei sabendo que alguém me chamou?".



A empresa, porém, precisou lidar com a crise de imagem na publicação ."Chamaram só que o motorista como sempre cancelou", respondeu um usuário. A invertida, inclusive, superou o número de curtidas da mensagem original.


SBT

Pelo Twitter, a emissora comemorou a liderança de Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos, no BBB22. O perfil do SBT, que já havia trocado alfinetadas com a Avon, aproveitou para promover as atrações da emissora, com direito à marcação do perfil oficial do reality.

"AVISA QUE É ELE!!! @TiagoAbravanel é o novo líder do @bbb e nós estamos como? AMANDO! Será que essa Carinha de Anjo vai transformar o jogo em um verdadeiro Casos de Família?", diz a mensagem.



O perfil da TV Globo não se fez de rogado e respondeu no mesmo tom a brincadeira. "Pode deixar que esse menino Fantástico já É de Casa! Agora é esperar o Caldeirão ferver e ver quem ele vai indicar no Domingão!".

Confira: 



Quem ganha com a interação entre as emissoras, que travam há anos uma briga histórica pela audiência, é o público.


Pantene

Outra marca atenta às oportunidades que o reality pode gerar, a Pantene aproveitou a reação das pessoas ao casal formado pelos participantes Eslovênia e Lucas para vender o seu peixe, digo, shampoo. "Não é porque não tem química que não precisa de cuidado", brinca a publicação.


"O estagiário subiu de cargo depois desse Tweet", respondeu um usuário. A mensagem coleciona milhares de curtidas.


Oportunidade de milhões

De todas essas marcas, apenas iFood, 99 e Pantene fazem parte do time de patrocinadores do BBB22 e podem se promover oficialmente com o reality, assim como fez McDonald's e Avon. As outras estão surfando no buzz e aproveitando a mídia espontânea sem pagar um centavo por isso.

A Globo pode tentar proibir? Bom, até pode, mas o efeito potencialmente seria o inverso e acabaria ajudando a promover as ações ainda mais. O que a emissora pode proibir é a menção do nome BBB, mas tentar impedir marcas de entrar na conversa sobre o reality seria um tiro no próprio pé.

Veja também:

Magalu dá 100% de cashback para quem comprar livros de autores negros | Dia da Consciência Negra

 


Para marcar o Dia da Consciência Negra, que acontece nesse sábado, 20, Magazine Luiza oferece 100% de cashback - dinheiro de volta, em bom português, - para os felizes leitores que adquirirem, hoje, livros de escritores negros pelo app da loja.

Mais de 50 títulos foram selecionados para a ação, incluindo "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior, que conquistou o Prêmio Jabuti, em 2020, e os dois volumes de "Casa de Alvenaria", de Carolina Maria de Jesus. Além de livros de Djamila Ribeiro e Silvio Almeida.

"O objetivo da ação é dar visibilidade à vasta produção de autores negros nacionais", de acordo com Ana Luiza Herzog, gerente corporativa de Reputação e Sustentabilidade da Magalu, em nota.


A promoção dá direito a apenas um livro por pedido. O valor da obra integralmente retornado será depositado na carteira virtual do usuário no Magalu Pay, plataforma de pagamento digital da rede de varejo.

Quem adquirir o livro poderá usar o dinheiro 100% retornado em  novas aquisições no Magalu Pay, pagamento de contas, como água, luz e telefone, e transferências para outros usuários do aplicativo.

O cashback do Magalu é "garantido", afirma a rede, mesmo que o cliente não tenha a conta do Magalu Pay no momento da compra. O valor é depositado quando a conta é aberta, ficando disponível para uso no Magalu, sem a necessidade de baixar outro app.

Segura a lista completa de livros incluídos na ação, por Título - Autor - Editora:

  • 50 Contos de Machado de Assis - Machado de Assis - Companhia das Letras;
  • A Mulher que Pariu Um Peixe - Raí Soares - Editora Jandaíra;
  • Amoras - Emicida - Companhia das Letrinhas;
  • Apropriação Cultural - Rodney William - Editora Jandaíra;
  • Cartas Para Minha Avó - Djamila Ribeiro - Companhia das Letras;
  • Casa de Alvenaria - Volume 1: Osasco - Carolina Maria de Jesus - Companhia das Letras;
  • Casa de Alvenaria - Volume 2: Santana - Carolina Maria de Jesus - Companhia das Letras;
  • Da Favela Para o Mundo - Edu Lyra - Buzz Editora;
  • De Passinho em Passinho - Otávio Júnior - Companhia das Letrinhas;
  • Dom Casmurro - Machado de Assis - Penguin;
  • E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas - Emicida - Companhia das Letrinhas;
  • Empoderamento - Joice Berth - Editora Jandaíra;
  • Enterre seus Mortos - Ana Paula Maia - Companhia das Letras;
  • Escritos de Uma Vida - Sueli Carneiro - Editora Jandaíra;
  • Guardei no Armário (Nova edição) - Samuel Gomes - Paralela;
  • Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis - Jarid Arraes - Seguinte;
  • Interseccionalidade - Carla Akotirene - Editora Jandaíra;
  • Intolerância Religiosa - Sidnei Nogueira - Editora Jandaíra;
  • Justiça e Letalidade Policial - Poliana Ferreira Silva - Editora Jandaíra;
  • Kuami - Cidinha da Silva - Editora Jandaíra;
  • Lima Barreto: Obra Reunida (Box) - Lima Barreto - Nova Fronteira;
  • Lugar de Fala - Djamila Ribeiro - Editora Jandaíra;
  • Mais Forte - Luana Génot - Objetiva;
  • Meu Caminho Até a Cadeira Número 1 - Rachel Maia - Globo Livros;
  • Mocambos e Quilombos - Flávio dos Santos Gomes - Claro Enigma;
  • Na minha pele - Lázaro Ramos - Objetiva;
  • Não Pararei de Gritar - Carlos de Assumpção - Companhia das Letras;
  • O Alienista - Machado de Assis - Penguin;
  • O Amor como Revolução - Pastor Henrique Vieira - Objetiva;
  • O Avesso da Pele - Jeferson Tenório - Companhia das Letras;
  • O Catador de Sonhos - Geraldo Rufino - Gente;
  • O Enegrecer Psicopedagógico - Clarissa Brito - Editora Jandaíra;
  • O Monge e o Pastor - Pastor Henrique Vieira - Objetiva;
  • O Pequeno Príncipe Preto - Rodrigo França - Nova Fronteira;
  • O Sol na Cabeça - Geovani Martins - Companhia das Letras;
  • Olhos D'Água - Conceição Evaristo - Pallas;
  • Parem de Nos Matar - Cidinha da Silva - Editora Jandaíra;
  • Pedagoginga, autonomia e mocambagem - Allan da Rosa - Editora Jandaíra;
  • Pequeno manual antirracista - Djamila Ribeiro - Companhia das Letras;
  • Por um Feminismo Afro-latino-Americano - Lélia Gonzalez - Zahar;
  • Quem tem medo do feminismo negro? - Djamila Ribeiro - Companhia das Letras;
  • Querer, Poder, Vencer - Thelma Assis - Planeta;
  • Racismo Estrutural - Silvio Almeida - Editora Jandaíra;
  • Racismo Recreativo - Adilson Moreira - Editora Jandaíra;
  • Redemoinho em Dia Quente - Jarid Arraes - Alfaguara;
  • Sobre os Canibais - Caetano W. Galindo - Companhia das Letras;
  • Sobrevivendo no Inferno - Racionais MC's - Companhia das Letras;
  • Todas as Letras - Gilberto Gil - Companhia das Letras;
  • Torto Arado - Itamar Vieira Junior - Todavia;
  • Trabalho Doméstico - Juliana Teixeira - Editora Jandaíra;
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto - Penguin;
  • Tudo Nela é de se Amar - Luciene Nascimento - Estação Brasil;
  • Um Buraco Com Seu Nome (Nova edição) - Jarid Arraes - Alfaguara;
  • Uma História Feita Por Mãos Negras - Beatriz Nascimento - Zahar.
Veja também:

Marina Ruy Barbosa estrela campanha de papel higiênico preto. Ação cai na zoeira da web e provoca uma puta treta
Uma corrida valendo dinheiro e uma lição de vida comovente e necessária
Chega de fingir que é normal: experimento social expõe racismo no Brasil e repercute nas redes sociais
Dove é acusada de racismo e se desculpa após treta nas redes sociais
Metrô Rio é acusado de racismo em painel
Feliz Dia das Crianças: felicidade tem cor?
Temos mais em comum do que pensamos: em tempos de ódio, um vídeo emocionante e necessário
O tweet mais curtido da história: Barack Obama cita Nelson Mandela e mensagem bate recorde de likes
Tá No Ar gera polêmica com "comercial" que critica privilégio racial - Branco do Brasil
6 Homens são reunidos numa sala escura. O que acontece ao acender das luzes é surpreendente
Sobre bananas, preconceitos e internet | #SomosTodosMacacos
Meet Uncle Drew: Pepsi quebra paradigmas em campanha para divulgar novo sabor
Best haircut ever

Cannes Lions: no penúltimo dia, BR leva 14 Leões e vai a 59 - Africa e AKQA somam 29. Seis categorias entregam 9 GPs

 


A caça aos Leões chegou ao quarto e penúltimo dia em Cannes. O Brasil ganhou 14 Leões e vai a 59 no total - incluindo dois prêmios máximos. Duas agências se destacam: África e AKQA. Com 18 e 11 troféus, respectivamente, elas somam metade das conquistas brasileiras na edição 2021 do Festival Mundial de Criatividade.

Sete categorias anunciaram campeões nesta quinta-feira, 24: Mobile, Radio & Audio, Creative Business Transformation, Creative E-Commerce, Brand Experience & Activation, Innovation e Creative Effectiveness. Chega-se, assim, a 24 áreas com vencedores divulgados, de 28 que compõem o evento.

Das sete categorias, seis delas concederam nove Grand Prix

Vai, Brasil!

Até o momento, o Brasil abocanhou 59 Leões [2 GPs, 12 Ouros, 17 Pratas, 28 Bronzes]. O país estreou na segunda, 21, com 16 Leões [2 Ouros, 6 Pratas e 8 Bronzes]. Na terça, 22, conquistou mais 15 Leões [3 Ouros, 4 Pratas e 8 Bronzes], já na quarta, 23, foram 14 Leões [2 GPs, 2 Ouros, 3 Pratas e 7 Bronzes].

Nesta quinta-feira, 24, BR ganhou outros 14 Leões [5 Ouros, 4 Pratas, 5 Bronzes]. São eles: 5 Leões em Mobile [3 Ouros, 1 de Prata e 1 Bronze], 3 Leões em Radio & Audio [1 Ouro, 1 Prata e 1 Bronze], 1 Leão em Creative Business Transformation [Bronze], 1 Leão em Creative E-Commerce [Bronze] e 4 Leões em Brand Experience & Activation [1 Ouro, 2 Prata, 1 Bronze]. Nas categorias Innovation e Creative Effectiveness, deu ruim, ficamos sem Leões. 

O destaque do 4º dia de premiação foi mais uma vez a AKQA que abiscoitou cinco dos Leões brasileiros, 2 Ouros, 1 Prata e 1 Bronze em Mobile, além de Ouro e Prata em Radio & Audio.

Leões por categoria

MOBILE - 5 Leões para o Brasil [3 Ouro, 1 Prata, 1 Bronze]

O trabalho "Feed Parade", da GUT para o Mercado Livre, conquistou 1 Ouro. "Code of Conscience", da AKQA para o Instituto Raoni, ganhou 1 Ouro [Activation by Location] e 1 Bronze [Innovative Use of Tchnology] e "Stranger Antenna" [veja aqui], da AKQA para Netfllix, levou 1 Ouro [Innovative Use of Tchnology] e 1 Leão de Prata [Brand-led Mobile Apps].





RABIO & AUDIO - 3 Leões para o Brasil [1 Ouro, 1 Prata e 1 Bronze]

O Ouro e a Prata da área foi para o case "Beck’s Frenquenci", da AKQA para a Beck's Beer. Já o case "Alexa`s Burnout", da Africa para Associação Brasileira de Psiquiatria, garantiu o Bronze. A campanha chama atenção para um dos distúrbios que mais afetou os brasileiros nos últimos tempos: burnout. 




CREATIVE BUSINESS TRANSFORMATION - 1 Leão de Bronze para o Brasil

"Santander Ela", da VMLY&R para o banco Santander, único case brasileiro finalista na categoria, converteu em Leão. 


Com o objetivo de falar sobre crédito programado para mulheres que desejam empreender, a campanha parte de pesquisas históricas de grandes mulheres que realizaram importantes feitos, mas não obtiveram o reconhecimento merecido.



CREATIVE E-COMMERCE - 1 Leão de Bronze para o Brasil

O único Leão concedido na categoria a uma agência brasileira foi para o trabalho "Shopping Inside", da Ogilvy para Magazine Luiza Musical Instrumental. A campanha, realizada em parceria com a Deezer, criou o Decifrei para a venda de instrumentos dentro da plataforma de streaming de música.

Assista ao comercial da campanha:


Assista ao videocase apresentado aos jurados do Festival:



BRAND EXPERIENCE & ACTIVATION - 4 Leões para o Brasil [1 Ouro, 2 Prata, 1 Bronze]

BR representou com quatro troféus na categoria. Destaque para o trabalho #GOEQUAL, da Africa para a Go Equal Movement, que garantiu o Ouro. A campanha lançou um movimento de combate a desigualdade de gênero a fim de que todas as pessoas sejam reconhecidas e incentivadas desde a infância à prática de esportes



O case também ganhou Prata na área, Leão que divide com I am Starbucks, da VMLY&R.




Já o Bronze foi para o trabalho "She Can", da Africa para o Guaraná Antártica.



CREATIVE E FFECTIVENESS - 0 Leões para o Brasil

INNOVATION - 0 Leões para  Brasil


9 GPs em 6 categorias

No penúltimo dia do evento, Cannes Lions entregou nove prêmios máximos distribuídos em seis categorias das sete anunciadas: Creative Effectiveness, Creative E-commerce, Creative Business Transformation, Brand Experience, Radio & Audio e Mobile.

Campanhas premiadas foram as dos clientes Nike, Abinbev, Burger King e Carrefour. Confira os GPs por categorias.

CREATIVE EFFECTIVENESS

"Nike Crazy Dreams", da W+K Portland para Nike



CREATIVE ECOMMERCE - 2 GPs

"Tienda Cerca", da Draftline, Colômbia, para Abinbev



"Raising Profiles", da FCB Londres para The Big Issue e LinkedIn



CREATIVE BUSINESS TRANSFORMATION

"Act for Food", da Marcel Paris para Carrefour



BRAND EXPERIENCE - 2 GPs

"Stevenage Challenge", da David Miami e David Madrid para Burger King


"True Name", da McCann Nova York para Mastercard



RADIO & AUDIO

"Sick Beats", da Area 23 para Woojer



MOBILE

"Naming the Invisible by Digital Birth Registration", da Telenor Paquistão e Ogilvy Paquistão para Telenor 4.0



Veja também:

Após Magalu, Bayer anuncia programa trainee exclusivo para negros. Iniciativa é reparação histórica, diz MPT

 


Após Magazine Luiza, Bayer também anunciou que aceitará somente candidatos negros em seu programa de trainee 2021. Segundo a empresa, o Programa Liderança Negra Bayer será o primeiro em dez anos que traz um recorte étnico-racial. 

"Acreditamos no papel que a inclusão e diversidade tem de impulsionar a transformação. Por isso há mais de 5 anos anos nossa área de Inclusão & Diversidade vem fazendo parte da nossa estratégia de negócio" afirma a Bayer em comunicado.

"Nossa maior ambição é sermos reconhecidos como uma empresa inclusiva e diversa que desafia o status quo, rompe barreiras e lidera mudanças importantes no mercado onde atuamos", continua a nota.


"Essa jornada também resultou em diversas iniciativas internas, sendo uma delas os grupos de afinidade – que são compostos por colaboradores voluntários – são eles: Blend (LGBTQ+), All In (igualdade de gênero), BayAfro (étnico-racial), Enable (pcd) e Infinite (diversas gerações), além do Programa Wiser, que tem como objetivo empoderar mulheres na área de Tecnologia e Ciência, finaliza.

Pessoal, fiquem atentos! O processo de seleção ocorrerá de setembro a dezembro deste ano, com início dos trabalhos em janeiro de 2021. Para participar, é preciso ter concluído a graduação [bacharelado ou tecnólogo] ou pós-graduação entre dezembro de 207 e dezembro de 2020. É preciso ainda ter disponibilidade para mudar de cidade. Conhecimento de inglês não é exigido. Saiba mais.

MPF: trainee para negros é reparação histórica

Dias atrás, o programa trainee da Magalu virou alvo de polêmica por ser reservado somente para candidatos negros. A iniciativa sofreu ataques de conservadores e bolsonaristas nas redes. Dois  deputados do PSL-RJ, Carlos Jordy e Daniel Silveira, entraram com ações judiciais contra a empresa, alegando um suposto racismo reverso [contra brancos].



Jordy e Silveira falharam miseravelmente. O Ministério Público do Trabalho em SP indeferiu na última semana onze denúncias recebidas contra a Magalu de discriminação pelo fato de o processo de seleção da empresa excluir pessoas não negras. O órgão concluiu que o caso não se trata de violação trabalhista, mas de uma ação de reparação histórica.

Segundo uma das denúncias, a prática de racismo estaria no impedimento a "pessoas que não tenham o tom de pele desejado pela empresa" de participarem do programa de seleção.

O MPT afirmou no indeferimento das denúncias que a política da companha é legítima, não existe ato ilícito no processo seletivo e a reserva de vagas à pessoas negras é plenamente válida e configura ação afirmativa, além de "elemento de reparação histórica da exclusão da população negra do mercado de trabalho digno". Tal exclusão se traduz na falta de oportunidades de acesso ao emprego, na desigualdade de remuneração e na dificuldade de ascensão profissional, quando se compara à situação de pessoas brancas, afirma o órgão.


"O que os empregadores não podem fazer é criar seleções em que haja reserva de vagas ou preferência a candidatos que não integram grupos historicamente vulneráveis", disse a coordenadora nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, procuradora Adriane Reis de Araujo.

Ações afirmativas como a da Magazine Luiza, salientou o MPT, possuem respaldo na Constituição Federal, no Estatuto da Igualdade Racial (lei 12.288/2010) e na Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial, da qual o Brasil é signatário. Tais ações são também objeto de atuação estratégica e prioritária do próprio MPT, por meio do Projeto Nacional de Inclusão Social de Jovens Negras e Negros no Mercado de Trabalho, consolidado em 2018 na Nota Técnica do Grupo de Trabalho de Raça.

O MPT citou, em nota, que uma pesquisa do Instituto Ehtos com as 500 empresas de maior faturamento no país alertou que profissionais negros correspondiam somente a 5,3% dos postos de gerências e apenas 4,7% do quadro executivo. O estudo de 2017 ilustra, segundo o MPT, que nas posições de liderança se refletem as desigualdades raciais que impedem a representatividade majoritária da população negra, configurando o racismo estrutural que inviabiliza a equidade no mercado de trabalho.



Com informações da Agência Brasil.

Veja também:

Seja exemplo: o presente especial de pai para filha em um comercial comovente
Andar com fé: Gilberto Gil faz live de aniversário e ganha homenagem de artistas | 78 anos
Bombril pede desculpas por racismo e desiste de vender esponja 'Krespinha'
Bombril é acusada de racismo após lançar esponja de aço chamada 'Krespinha'
Os gringos piram: nova tradução de 'Memórias Póstumas de Brás Cubas' de Machado de Assis esgota em um dia
'Rapaziada': após críticas por colocar brancos para falar sobre racismo, GloboNews faz painel só com jornalistas negros
Vidas Negras Importam: Nike, Netflix e outras marcas se posicionam na luta contra o racismo. Consciência ou Oportunismo?
A culpa é de quem?
Oscar 2020: curta sobre estereótipos em torno dos cabelos crespos leva estatueta. 'Love Hair' teve patrocínio da Dove

Magalu abre programa trainee exclusivo para negros e gera debate sobre 'racismo reverso'


A rede de varejo Magazine Luiza acaba de anunciar a abertura das inscrições para seu programa de trainee 2021. 

Em decisão inédita, a empresa aceitará exclusivamente pessoas negras como candidatas. 



A intenção, segundo a rede de varejo, é trazer mais equidade para os cargos de liderança da empresa. 



Além disso, Magalu pretende promover a inclusão racial de modo a "ampliar a voz da negritude no processo de digitalização no Brasil".



O programa de aquisição de novos talentos da empresa foi discutido e montado com a participação de entidades dedicadas à promoção da equidade racial no país.



Dona e proprietária do Magalu, Luiza Trajano está convocando a tropa:



O processo seletivo aceitará candidatos de todo o Brasil [é obrigatório se mudar para São Paulo, para os que sejam de fora, mediante auxílio-mudança], formados entre 12/2017 e 12/2020, em qualquer curso superior. Serão seis etapas de seleção, a última delas, uma entrevista com o CEO Frederico Trajano.

Para a consultora e professora de MBA na área de Recursos Humanos, Jorgete Lemos, a iniciativa vem em um momento no qual as diferenças sociais e raciais ficaram escancaradas, tanto em razão da pandemia quanto em virtude dos protestos antirracistas nos EUA.

A decisão da empresa de abrir um programa trainee apenas para negros está sendo bastante elogiada.







Em contrapartida, Magazine Luiza está sendo acusada de "racismo reverso" [contra brancos] por conservadores.






Felipe Neto mandou o papo reto:. O influenciador tentou explicar algo que boa parte da branquitude ainda faz confusão.





A empresa respondeu aos parlamentares:










Sempre bom lembrar que:







Saiba mais:















Confira outras reações




 












Ver essa foto no Instagram

Preciso bater um papo com você, meu irmão branco. Um papo reto aqui entre nós que não somos o topo da pirâmide, mas estamos bem distantes da base. A gente precisa conversar sobre um monstro horroroso que a humanidade inventou lá atrás e até hoje deixa correr solto por aí: o racismo estrutural. É triste, mas nossa sociedade é feita todinha em cima disso. Nossos antepassados, ávidos por dinheiro, poder e terra, dizimaram povos, escravizaram pessoas e criaram um sistema de enriquecimento baseado na exploração de vidas humanas. E por mais longínquo que pareça, nós, os brancos de hoje, ainda nos beneficiamos desse método, porque nenhuma reparação foi dada aos descendentes dos povos escravizadoa. Pelo contrário. Até o início do século passado, essas pessoas eram proibidas de ter educação, possuir coisas, ter suas culturas respeitadas... E a gente aqui em 2020 precisa olhar pra isso com autocrítica e, principalmente, ação. Essa semana uma rede de lojas anunciou que contratará apenas pessoas pretas em UM de seus próximos processos seletivos para treiné. Vejo muitos irmãos brancos revoltados com a notícia. Acusam a marca de praticar um “racismo reverso” e não percebem que essa coisinha se contorcendo por se sentir excluído de algo é apenas a grande ficha caindo: nós temos todas as oportunidades e nunca fizemos nadica de nada para quem não tem as bochechas rosadinhas como nós. Eu sei que todo mundo passa por dificuldades mas, muitas vezes, essa dificuldade é ainda maior por conta da cor da pele. Acesso à educação e ao primeiro emprego para pessoas pretas não é “racismo reverso”. Até porque isso sequer existe. É a compreensão de que algo precisa ser feito para a base da pirâmide avançar e assim possamos, efetivamente juntos, construir uma sociedade mais justa e solidária. Lembre-se sempre, meu irmão branco, o “racismo reverso” é uma lenda urbana. Mas o racismo estrutural é real e muitas vezes tiramos proveito disso sem nem perceber. E é nosso dever acabar com esse ciclo. Não podemos mais adiar!

Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) em




Veja também:

Band-Aid vai lançar versão para pele escura

Chadwick Boseman, o Pantera Negra, morre aos 43 anos. Luto e homenagens ao rei de Wakanda

Seja exemplo: o presente especial de pai para filha em um comercial comovente
Andar com fé: Gilberto Gil faz live de aniversário e ganha homenagem de artistas | 78 anos
Bombril pede desculpas por racismo e desiste de vender esponja 'Krespinha'
Bombril é acusada de racismo após lançar esponja de aço chamada 'Krespinha'
Os gringos piram: nova tradução de 'Memórias Póstumas de Brás Cubas' de Machado de Assis esgota em um dia
'Rapaziada': após críticas por colocar brancos para falar sobre racismo, GloboNews faz painel só com jornalistas negros
Vidas Negras Importam: Nike, Netflix e outras marcas se posicionam na luta contra o racismo. Consciência ou Oportunismo?
A culpa é de quem?
Oscar 2020: curta sobre estereótipos em torno dos cabelos crespos leva estatueta. 'Love Hair' teve patrocínio da Dove