Caiu! Habib's usa impeachment para se promover em anúncio de oportunidade



*O dono do Habib's liga pra agência, eufórico:

- Tenho uma ideia genial pro comercial!!!

- Mas mudar tudo agora...

O "Sr. Habib's" interrompe:

- Vai ser o seguinte: um cidadão de bem recebe uma ligação e sem entender direito pergunta "Caiu?", de repente todo mundo vestido de verde e amarelo começa a comemorar: Caiu! Caiu! Caiu!

Entre surpreso e puto pela possibilidade de perder o trabalho de semanas inteiras, o dono da agência tenta ponderar:

- Mas "Seu Habib's", o golpe, digo, o impeachment não foi votado ainda. Aproveitar pra se promover em cima do impedimento pode pegar mal...

Interrompendo mais uma vez:

- Não importa, não podemos perder essa oportunidade. Quem é a favor não se importa com esses meros detalhes e pra agradar quem é contra o impeachment a gente vai criar um novo sabor: esfirra de mortadela!

-  Isso vai onerar a produção e não vai convencer os que defendem a democracia.

- Hum... mais custos de jeito nenhum. Pode dizer que o preço da esfirra caiu. Todas não, só a de frango. Quase ninguém compra mesmo! O povão adora uma promoção.

O dono da agência tenta argumentar mais uma vez:

- Lembra daquela conversa que tivemos? Sobre os riscos de marcas se meterem em assuntos que não tem nada a ver com o universo onde atuam. Principalmente uma disputa que está dividindo o país. Isso não vai ser bom para a rede...

- Diz, então, que o Habib's uniu o Brasil e bota uns atores vestidos de vermelho! Vai ser um comercial histórico! Faz o que eu to mandando, o Cunha me garantiu, não há o que TEMER!

*O diálogo acima é fruto da imaginação do blogueiro.


Numa situação de crise, contrariando o que dizem os especialistas de branding, a marca assumiu publicamente uma postura, chegando a convocar a população para manifestações pró-impeachment - o que esfirras tem a ver com política? A ação foi arriscada. Ainda mais levando em conta a profunda divisão dos brasileiros sobre o impedimento.


Agora o Habib's volta a se promover em cima do impeachment. Embora o filme aborde o tema de forma mais amena - será que alguém tentou alertar a marca? - o contexto faz clara referência ao impeachment da presidente Dilma.

Assista ao comercial criado pela Publicis para a rede no alto do post.

Nas redes sociais, a reação da maioria ao filme foi altamente negativa. E você o que achou? Oportunista ou os fins justificam os meios?


Veja também:

Do Epic Shit: inspiração libertadora num pôster lindão pra sua casa



Vai enfiar o pé na jaca? Enfie os dois de uma vez. Em bom português, se vai fazer merd*, faça com gosto ;)


Boa sexta-feira! ;)

Curtiu os pôsteres? Dá pra comprar aqui.

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Impeachment de Dilma vira joguinho


Não é novidade pra ninguém que tem muita gente querendo a cabeça da Dilma. O impitman da presidente foi transformado em game 8-bit.

Ajude Dilma a escapar do Cunha, Temer, William Bonner, Japonês da Federal, Sergio Moro, Aécio, Cerveró, além de manifestantes, fotógrafos e coxinhas - o salgado -, através de cenários como Esplanada dos Ministérios, Avenida Paulista e até o triplex que a Globo diz ser do Lula, com direito ao pato que a FIESP não pagou.

Mas ela não está sozinha. Existem bônus pelo caminho, como Bolsa-Família, Minha Casa Minha Vida, PACs e grampos telefônicos.


Ao jogar Super Impeachment Rampage, use as teclas B e N para correr e espaço pra pular.

O joguinho foi criado por Black Hole e Nebulosa, os mesmos responsáveis pelo jogo em que Leonardo DiCaprio corre atrás do Oscar [bem aqui].


Os criadores deixam claro que: “Este jogo é concebido como sátira. Não é patrocinado, apoiado ou afiliado a nenhum outro órgão ou figura pública. Não reflete a opinião dos desenvolvedores, além de não ser revertido, de forma alguma, em capital ou monetização.”

Entre na página do jogo, faça o download para o seu smartphone e divirta-se.

Veja também:

Carreta Furacão vira game
Senhora Volta Aqui vira jogo para smartphone
Nintendo cria jogo que permite caçar Pokémons na vida real
Porque o Pac Man saiu do Twitter

BMW faz 100 anos e ganha parabéns com direito a cutucada da Mercedes. A diferença entre uma provocação e concorrência desleal


No centenário da BMW, a Mercedes-Benz aproveitou pra tirar uma casquinhas dos holofotes.


A empresa publicou uma mensagem de aniversário num jornal alemão que dizia: "Parabéns pelos 100 anos de competência. Os 39 anos anteriores foram um pouco chatos".

Simplesmente brilhante. A Mercedes parabeniza o centenário da concorrente, reconhecendo suas qualidades e, de quebra, lembra que está no mercado há três décadas a mais que a BMW. Provoca a arquirrival sem ser ofensiva.

A peça foi divulgada pela Merceds-Benz Espanha no Twitter. Veja:




A provocação é um plus na competição das marcas pela preferência do cliente. Mas tem que ver direito isso aí para o feitiço não virar contra o feiticeiro e a estratégia dar fail.

Na hora de provocar a concorrência, a marca deve ser cautelosa quanto ao limite tênue que separa o provocativo da falta de bom senso.

O McDonald's e o Burger King são exemplos de arquirrivais que já renderam putas ações publicitárias. A publicidade agradece.


Enquanto isso, no Brasil...

O CONAR tende a classificar esse tipo de estratégia como publicidade abusiva e concorrência desleal, normalmente, proibindo a citação do concorrente.

Além disso, não é incomum o público tomar as dores daquele que foi zoado. O brasileiro tende a ficar com pena. Trouxe um exemplo com o eterno garoto Bombril que, lá no ano de de 1989, protagonizou a disputa entre os amaciantes rivais Comfort e Mon Bijou.

Antes da censura:



Depois da censura:



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O melhor momento da #apuraçãoRJ
Micos homéricos com fones de ouvidos para enfrentar gigantes
Logo de Pepsi escondido na latinha de Coca
Cálice vs Copo

De que somos feitos? RIP Galeano


Ontem completou um ano da morte de Galeano.

Este post é uma homenagem ao escritor e jornalista uruguaio, autor da obra-prima As Veias Abertas da América Latina.

Agora que já sabe do que somos feitos, que histórias deixará para seus filhos e netos? ;)

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A Verdade sobre as Marcas Globais: o que os brasileiros pensam sobre marcas globalizadas


Afinal, o que nós, brasileiros, achamos das marcas globais?

Para responder esta e outras perguntas, a rede McCann ouviu mais de 30 mil pessoas em 29 países, 1500 delas no Brasil.

Segundo a pesquisa, os brasileiros são abertos às marcas globais, mas nossas expectativas quanto ao papel a ser desempenhado por elas ainda é muito elementar - basicamente, esperamos qualidade e que tenham responsabilidade ambiental.

Além disso, pode-se dizer que somos "globalizados de sofá". Nossa experimentação se dá, principalmente, pela internet, mostra o resultado do estudo divulgado em agosto passado.


Vamos aos dados mais significativos:

  • Apesar de 78,4% dos brasileiros se sentirem cidadãos globalizados e 58% confiarem mais em produtos e serviços importados, ainda viajamos pouco para o exterior em relação a outras nacionalidades: 63,5% declararam nunca ter viajado para fora e quase não falamos um segundo idioma - apenas 22% declararam falar fluentemente outra língua.

  • Apesar da receptividade local às marcas globais, o brasileiro ainda engatinha quanto ao que deseja e espera das marcas. 60,2% esperam produtos e serviços de qualidade, basicamente. 40,2% esperam que a marca apoie ações pró meio ambiente e 36% se importam se a marca é transparente sobre suas atividades e iniciativas.
“Isso não significa que as marcas podem se acomodar e apenas prover o básico, ou seja, ofertas de qualidade. Os brasileiros apreciam marcas imbuídas de missões maiores do que a venda, tanto que 71% deles acreditam que as marcas globais podem ter um impacto positivo no mundo. Os anunciantes que fizerem além do básico, certamente, sairão na frente em termos de preferência de marca”, explica Debora Nitta, vice-presidente de planejamento da WMcCann, responsável pela análise dos dados nacionais da pesquisa.

  • Embora sinta-se cidadão globalizado, o brasileiro vive essa sensação mais como consumidor de conteúdo/produtos. 61% se encaixam na categoria "globalizados de sofá", que experimentam referências de outras culturas através da internet [92,8%], filmes [88,1%], livros [86,8%], redes compartilhadas [86,2%] e programas de TV [85%]. 
  • Nas categorias tecnologia [81%] e automóveis [61%], a procedência internacional é mais relevante, já para serviços financeiros [92%], seguros [88%] e alimentação [78%], ser local favorece as marcas brasileiras.
E aí, concorda? Qual o seu sentimento em relação a marcas globais?

Liberte seu Beijo


Close up manda o papo reto nos cartazes da campanha Liberte seu beijo para celebrar o Dia Internacional do Beijo, comemorado hoje, 13 de Abril.

Fotos em close do fotógrafo Mário Daloia mostram rostos com a frase "Não julgue. Beije". Abusando de cores intensas, as imagens enfatizam a narrativa da marca sobre a liberdade do beijo.

A campanha, um manifesto a favor do beijo, leva a assinatura da F.biz.


“Closeup acredita que a intensidade de um beijo pode mudar tudo e tornar os momentos mais vivos. Por isso, a intenção foi criar uma campanha de grande impacto visual, retratando as relações diversas que existem hoje, e isso é o que realmente importa.” afirma Eduardo Campanella, diretor de marketing da Unilever.


Até o Facebook resolveu tirar uma casquinha da data num post de oportunidade:


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