Após várias
tretas e críticas por objetificação do
corpo da
mulher, falta de representatividade e até
racismo, a
Globo resolveu fazer algo de diferente e, pela primeira vez na história desse país, botou a Globeleza
bela, recatada e do lar.
A musa apareceu no
início dos anos 90. As produções assinadas por Hans Donner mostravam uma passista sambando
peladona coberta apenas por pintura corporal.
A vinheta da emissora para o
Carnaval 2017 traz a Globeleza e outros dançarinos em
trajes que lembram ritmos
Brasil afora. Além do
samba, tem frevo, maracatu, axé e bumba meu boi - bela ode à cultura brasileira.
"Apostamos na regionalidade, nos diferentes carnavais e em nossa cultura para enriquecer a vinheta com os ritmos que compõem o nosso carnaval. Fomos a cada região buscar um pouco de cada ritmo, um pouco de cada lugar, para fazer a nossa mistura", conta Alexandre Romano, diretor de arte da Comunicação da Globo, responsável pela concepção do filme.
A mudança do posicionamento estratégico veio no encalço dos novos tempos, marcados por temas como diversidade, igualdade de gêneros e também mais caretas.
A Globeleza vestida surpreendeu o público e rendeu comentários nas
redes sociais, a maioria positivos. De acordo com o site
TelePadi, da jornalista especializada em TV Cristina Padiglione, a divulgação no
Fantástico motivou 10,5 mil depoimentos no
Twitter.
O termo
Globeleza entrou 93 vezes nos TTs Brasil, foi registrado no
Moments e também bombou como um dos
assuntos mais pesquisados no
Google.
No posto desde 2015, Erika Moura, de 23 anos, estreou na avenida em 2009. Nascida e criada na comunidade de Jardim Colombo, em Paraisópolis,
São Paulo, a modelo trabalhou como recepcionista e deu aulas de
dança antes de ser escolhida pela Globo, com direito a
conta no Twitter.
Era assim:
Ficou assim:
Confira o
making of [
aqui].
Depois de décadas vendo a Globeleza pelada, os BRs não sabem o que dizer, só sentir.
Se liga nas melhores reações:
Atualização 10.01.2017