Dublês criam Desafio da Luta e vídeos bombam na web. Conheça o Fight Challenge


Lancei a braba, vamo geral sair no soco?

Calma! É de brincadeirinha.

Na bad da quarentena, um grupo de dublês afastados dos treinos e dos sets por causa do coronga resolveu partir pro mano a mano virtualmente. Com tempo de sobra e físico de atleta, manos e minas que lutam pra caramba criaram uma sequência de golpes que é o puro suco da adrenalina. Seguindo uma linguagem Tik Tok, em alta no momento, a edição do vídeo ficou sensacional - o trecho do álcool gel, então, impagável.

O desafio #CUCchallenge foi criado por uma instituição de formação de dublês na França, chamada Campus Univers Cascade, e rapidamente se espalhou pela internet com a hashtag #FightChallenge, como a brincadeira ficou mais conhecida.

vídeo publicada no Facebook da CUC bateu 44 mil reações e 94 mil compartilhamentos. Bota aí na conta mais 568.313 visualizações no YouTube.

Mete o dedo no play:



Logo em seguida, outra escola de dublês, a SASA, entrou na brincadeira:



A coisa explodiu mesmo quando famosos, como Margot Robbie, Cameron Diaz e Scarlett Johansson fizeram o desafio.


Na versão publicada por Zoë Bell, a atriz de "Era Uma Vez… Em Hollywood" reclama que está entediada. "Eu só queria poder me divertir com as minhas amigas", diz ao iniciar a porradaria seguida por dublês e outras atrizes.

O vídeo já conquistou 2,6 milhões de visualizações. Assista:



Virou uma febre na gringa:



Pega essa versão caprichada nos efeitos especiais:



E essa edição só com dublês mulheres:



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Vidas Negras Importam: Nike, Netflix e outras marcas se posicionam na luta contra o racismo. Consciência ou Oportunismo?


O recente assassinato de George Floyd, um homem negro sufocado por um policial branco que se ajoelhou sobre seu pescoço enquanto ele estava algemado e deitado de bruços, gerou comoção e vem provocando uma onda de intensos protestos nos EUA. A revolta está repercutindo além do território norte-americano. No Brasil, a pauta racial se uniu às manifestações antifascistas contra Jair Bolsonaro. Apesar da pandemia, as operações policiais têm continuado e feito mais jovens negros vítimas da violência policial.

Diante de tal cenário, o movimento internacional Black Lives Matter [Vidas Negras Importam] ganhou mais força e várias marcas vêm se posicionando. A Nike foi uma delas.


Pela primeira vez a marca de artigos esportivos subverte seu emblemático slogan "Just Do It" transformando-o em "Don't Do It". "Desta vez, não faça. Não finja que não há um problema", diz em um vídeo em que toma posição e convida as pessoas a fazerem o mesmo.

O filme é assinado pelo Wieden+Kennedy, de Portland. Assista:



A Nike já havia tomado claramente um posicionamento ao apoiar em 2018 o jogador de futebol-americano Colin Kaepernick. O atleta ficou famoso ao se ajoelhar durante o hino nacional dos EUA para protestar contra o racismo, gesto que se tornou emblemático.

Outras marcas também se manifestaram. Entre elas, Adidas, Netflix, GloboPlay e Amazon.

A Adidas endossou a postura da sua maior rival retuitando a Nike:



O perfil brasileiro da Netflix refletiu o posicionamento global, ajustando apropriadamente o discurso para o contexto local. A Netflix BR chegou, inclusive, a lembrar de pessoas pretas assassinadas pela polícia no país.





Alguns usuários questionaram o nível de comprometimento da plataforma de streaming:



A GloboPlay se inspirou na Adidas e também mencionou os concorrentes ao se posicionar.



Já a Amazon declarou seu apoio ao movimento afirmando que a violência com que o povo preto é tratado nos EUA precisa acabar.



O perfil brasileiro da Amazon compartilhou o tweet da Netflix e afirmou: "ficar em silêncio é ser cúmplice".



Marcas devem se posicionar publicamente sobre o racismo? 

Sim. Quando o assunto são causas sociais, grandes empresas têm um papel importante por fazerem parte do processo de formação de opinião de seus consumidores. Mais do que nunca, é preciso que todos os segmentos da sociedade se manifestem.

Em se tratando de uma marca, o posicionamento deve ser feito com jeito para que não se de margem para a postura ser mal-interpretada, como se quisesse se passar por boazinha. Importante dizer: apropriar-se de uma causa não deve ser nunca de modo pontual, mas respaldado por realizações concretas ao longo do tempo.

Consciência X Oportunismo

Agora que o debate sobre racismo está em evidência, marcas não podem simplesmente posar de apoiadoras do movimento negro, postando hashtag ou mudando seu avatar. O posicionamento de marca deve ser um processo contínuo a partir do entendimento de seu papel social e que a questão racial é algo de extrema relevância.

O Claraboia destaca a seguir alguns pontos que empresas devem levar em consideração para não serem acusadas de oportunistas.

Antes de mais nada, a mudança deve ser de dentro para fora. A empresa deve assumir um compromisso interno, no combate ao racismo em sua estrutura, no incentivo a lideranças e na
contratação de pessoas negras, entre outras iniciativas.

Ao desenvolver uma política de promoção de igualdade social, a marca deve envolver a comunidade negra na tomada de decisões. Sentar, conversar, ouvir e incluí-las. Uma boa estratégia é associar-se ou apoiar projetos que já existem, nascidos nas próprias comunidades.

Caso vá criar campanhas que contenham alguma questão racial, a marca deve optar por uma equipe ou assessoria com profissionais negros. Já na hora da divulgação nas redes, a marca fará uma boa escolha se priorizar influenciadores negros.

Cumprido o dever de casa, a marca poderá se posicionar com propriedade e pertinência. Basicamente, é agir mais do que reagir.

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'Vamos passar por essa juntos?': Coca-Cola retoma campanhas e mostra que há razões para acreditar



Tempos de crise também podem ser vistos como oportunidades. As lives explodiram, a generosidade aumentou, pais e filhos estão convivendo por mais tempo. Vamos juntos superar esse momento de dificuldades. Apesar do coronavírus, há esperança.

Eis a mensagem da nova campanha global de Coca-Cola. Após uma pausa anunciada em março, a marca retorna aos comerciais resgatando o lema "Existem razões para acreditar", de campanhas anteriores, com a intenção de inspirar todos a manterem o otimismo:


Embalado pela vibrante "Superheroes", da banda irlandesa The Script, o filme "For The Human Race" procura mostrar que para cada ponto negativo da pandemia há um aprendizado ou algo positivo a partir de cenas reais de pessoas do mundo todo em situações emocionantes, como profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19 e idosos em isolamento social. "Vamos passar por essa juntos?", convida.

O comercial é uma ode à capacidade das pessoas de se reinventarem para superar os obstáculos. Uma bela mensagem de positividade e resiliência, sem dúvida.

Confira o filme adaptado para o Brasil pela Wunderman Thompson no player do início do post e assista à versão global abaixo. A seguir saiba mais sobre a campanha.



"For The Human Race" estreou neste domingo, 31, no intervalo do Fantástico, na TV Globo, o comercial marca o fim do jejum publicitário da Coca-Cola no país. A pausa iniciada há mais de dois meses foi adotada em quase todos os mercados da companhia para que seus esforços focassem nas ações ligadas à pandemia.

"Coca-Cola sempre trouxe mensagens de otimismo e união em suas campanhas. Por isso voltamos para dizer que, embora sejam tempos difíceis, com o esforço de todos, vamos superar mais essa juntos", afirma.Poliana Sousa, vice-presidente de marketing da empresa no Brasil.

O comercial será veiculado por dez dia em TV aberta e durante três semanas nos canais digitais da marca.

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Pixar lança seu primeiro curta com protagonista gay



"Basta olhar nos olhos deles e dizer., mãe, pai, sou...", ensaia Greg com seu doguinho como revelar que namora um outro cara, Manuel, quando é surpreendido pela companhia da porta.

Eram seus pais.



Assim começa o trailer de "Out", o primeiro curta da Pixar com um personagem abertamente gay como protagonista. A animação faz parte da iniciativa Sparkshorts que dá espaço para jovens talentos explorarem novas narrativas em formato curta-metragem e cuja temática contribua para ampliar a representatividade das produções do estúdio.



Escrita e dirigida por Steven Clay Hunter que já trabalhou em Procurando Dory e Toy Story 4. "Out" é a sétima animação da série SparkShorts. A primeira foi "Purl", da diretora Kristen Lester, sobre um novelo de lã que enfrenta a falta de diversidade de gênero na empresa. "Smash and Grab" traz dois robôs que decidem lutar por sua liberdade e "Kitbull", indicado ao Oscar de melhor curta de animação em 2020, conta a história de amizade entre um gato e um cachorro.



Segundo presidente da estúdio, Jim Morris, no lançamento do projeto no ano passado, "Esses filmes são diferentes de tudo o que já fizemos na Pixar, oferecendo uma oportunidade para liberar o potencial de artistas individuais e suas abordagens inventivas em menor escala do que a nossa tarifa normal", explica.



A Pixar chegou a introduzir um personagem LGBTQ+ no recente "Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica". Porém, a forma como ele foi mostrado na produção gerou críticas, especialmente por ter sido um papel muito pequeno.

Pega a sinopse oficial de "Out": "em um dia normal, a vida de Greg está cheia de família, amor e um cachorrinho endiabrado; mas, apesar disso, Greg tem um segredo. Entretanto, hoje é diferente. Com a ajuda de seu cãozinho precoce e um pouco de magia, Greg poderia aprender que não tem nada a esconder".



O curta de animação estreou no Disney+ no dia 22 de maio e tem recebido uma maioria de críticas positivas até agora. Por enquanto a plataforma de streaming do grupo Disney não está disponível no Brasil.

Assista ao trailer no início do post.

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A culpa é de quem?


"The world will not be destroyed by those who do evil, but by those who watch them without doing anything", em livre tradução, "O mundo não será destruído por quem faz o mal, mas por quem os assiste sem fazer nada".

Para mais frases instigantes e pensamentos inspiradores, clique aqui e aqui.

Lady Gaga derrota Bolsonaro com chá de cloroquina: animação faz sucesso na web


Sextou com o lançamento do novo álbum de Lady Gaga: Chromatica.



Mega aguardado pelos fãs, sexto disco de estúdio da cantora retoma as suas origens pop e vem regado de participações especiais, como BLACKPINK, Ariana Grande e Elton John.



Sucesso de público e de crítica, "Chromatica" é uma explosão pop com muita eurodance.



Pra entrar no clima, o Claraboia traz um curta de animação em que Lady Gaga surge como uma anti-heroína e que vem bombando na internet.

Atual fetiche de Bolsonaro, a cloroquina é o elemento-chave da história que mistura crítica política com cultura pop. Na trama, Gaga uso o medicamento cuja eficácia contra Covid-19 ainda não foi comprovada para acabar com a raça de Jair.

"Sempre gosto de fazer essa mistura, de brincar com isso. O start veio com o clipe da música 'Paparazzi', da Lady Gaga. Sempre acontece assim comigo, do nada. Aí eu quis fazer uma crítica a tudo que está rolando no nosso cenário político, que engloba fascismo, a mistura de Deus e armas, a cloroquina e as fake news", afirma o designer Gibran Gomes, autor da animação, a Folha de S. Paulo.


A ideia de incluir Gaga foi justamente o lançamento de "Chromatica" nesta sexta, 29. "Eu queria também puxar engajamento para o meu vídeo, por isso usar a Lady Gaga bem nessa semana", revela o designer de 31 anos. "E esse frasco que ela deixa no final com a cura para o coronavírus tem o símbolo da tribo dos cientistas do planeta dela. Então misturei tudo isso pra fazer um conceito, não queria algo aleatório”, completa.

De fato, o vídeo é cheio de easter eggs do universo pop e da política, como a caneca com a imagem de Trump.

[O parágrafo seguinte contém spoilers]

Na animação, Bolsonaro usa um tapa olho e lê um jornal ironicamente chamado "The Fake Times". Uma mulher entra e serve a Jair um chá de cloroquina. Enquanto ele agoniza envenenado, a mulher assume sua verdadeira identidade: Lady Gaga. Além disso, até a ex-secretária de Cultura Regina Duarte faz uma ~ponta na história.

Assista ao vídeo no player abaixo e em seguida confira algumas músicas do novo álbum da artista.



Tracklist bônus: lá no finalzinho da publicação rola todas as faixas no Spotify.











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Source | Fever The Ghost
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Bom find ;)

Fenômeno na web, Sleeping Giants expõe empresas que anunciam em sites de fake news e irrita Governo


Com apenas dez dias, o Sleeping Giants Brasil vem provocando um terremoto nas redes. O movimento que busca retirar anúncios de sites de desinformação mobilizou mais de 30 marcas e ganhou 200 mil seguidores em menos de uma semana. Agora já são 317,4 mil seguidores, montante que ultrapassa o da conta pioneira, nos EUA.

O objetivo do movimento é mostrar que grandes companhias têm financiado, por meio de anúncios, sites de notícias falsas associados à extrema direita. "Muitas empresas não sabem que isso acontece, é hora de informá-las", diz a descrição do perfil no Twitter que pretende, assim, impedir que tais sites monetizem através da publicidade.

Alertadas, marcas como Dell, Boticário, Submarino e Telecine bloquearam os anúncios em sistema de mídia programática no Jornal da Cidade Online, reconhecido portal de propagação de fake news. O que gerou reações até mesmo do alto escalão do governo de Jair.

Como surgiu o Sleeping Giants?

O movimento nasceu em 2016 nos EUA com o propósito de "tornar o fanatismo e o sexismo menos lucrativos". Seu criador, o publicitário Matt Rivitz, manteve-se anônimo pela própria segurança e a de sua família até o site conservador The Daily Caller tornar seu nome público.

A lógica é simples: avisar grandes empresas que seus anúncios estão aparecendo em sites extremistas. Diante do alerta, a maioria decide bloquear a publicidade nestas plataformas. Sem monetização, os sites acabam desmantelados por asfixia financeira.



Sim, nós temos Sleeping Giants

Inspirado no modelo norte-americano, um estudante que pesquisa sobre o fenômeno das fake news decidiu criar uma conta em português. O perfil adaptado ao contexto brasileiro pretende "impedir que sites preconceituosos ou de fake news monetizem através da publicidade". Assim como Rivitz, ele mantém o anonimato por motivos de segurança.

O primeiro alvo do perfil BR foi o Jornal da Cidade Online. Um dos maiores propagadores de notícias falsas no país, o JCO já foi acusado de práticas como produzir colunistas falsos com fotos modificadas para atacar políticos e juízes.



Procurando abrir um diálogo, as mensagens para as empresas são amigáveis e diretas.

Entre as marcas que já foram alertadas estão Telecine, Dell, Banco do Brasil, McDonald's, Samsung, TIM, Fast Shop, Caixa, Philips, Claro, Mercado Livre, Loft, Folha de SP, PicPay, Domestika, Zoom, Submarino, Americanas, e até o Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul.

O TCE-MS que mantinha um banner fixo no site determinou a retirada da publicidade.



O Telecine foi o primeiro anunciante no Brasil a apoiar publicamente a iniciativa e bloquear a publicidade no JCO.







Como anúncios de grandes empresas vão parar em sites extremistas?

A mídia programática, foco de atuação do Sleeping Giants, funciona de forma automática. Anunciantes compram espaços publicitários com base em dados de usuários por meio de plataformas como Google e Facebook. Parte dos anúncios são distribuídos com base em dados de usuários escolhidos pelos anunciantes e outra parte vai parar em sites de grande movimento escolhidos de forma automática pelo sistema das plataformas.

Tal dinâmica garante às empresas que seus anúncios serão visualizados por um grande público, em contrapartida, o site no qual a publicidade está hospedada ganha de acordo com número de visualizações e cliques nos anúncios. Embora haja filtros de controle para as companhias poderem escolher onde seus anúncios automáticos vão parar, nem sempre eles são ativados.

Sleeping Giants Brasil incomoda muita gente

Os efeitos provocados pelo movimento está gerando irritação no Governo de Jair e entre membros da extrema-direita.

O estopim foi a resposta do Banco do Brasil ao aviso do perfil. O banco foi uma das primeiras marcas a serem alertadas sobre a presença de seus banners publicitários no Jornal da Cidade Online.



Um dia depois, o BB informou a suspensão dos anúncios no site. "Repudiamos qualquer disseminação de fake news, disse.



Poucas horas após a resposta do Banco do Brasil, o vereador Carlos Bolsonaro [Republicanos-RJ] foi o primeiro a reagir publicamente. O filho do presidente reclamou da decisão do BB de vetar anúncios no JCO. Para Carluxo, a empresa agora "pisoteia em mídia alternativa que traz verdades omitidas".



Em seguida, o secretário de Comunicação do Planalto, Fábio Wajngarten afirmou que reverteria a situação a favor dos "veículos independentes". Após os protestos, o setor de marketing do banco, gerido pelo filho do vice-presidente Hamilton Mourão, voltou atrás e retirou a restrição de publicidade no JCO.

Nesta quarta, 27, o Tribunal de Contas da União retirou novamente os anúncios no portal. O TCU determinou que o Banco do Brasil suspenda parte de suas campanhas digitais em sites, blogs e redes sociais, atendendo a um pedido do Ministério Público de Contas para abertura de investigação sobre suposta interferência na entidade por parte de Wajngarten e de Carlos Bolsonaro.



Filho 03 de Jair, o deputado federal Eduardo Bolsonaro [sem partido-SP] também se incomodou com a atuação do Sleeping Giants Brasil a quem chamou de "a mais nova estratégia da esquerda para destruir blogs de cunho conservador" em vídeo publicado em seu canal no YouTube. Segundo o filho 02 de Jair, o movimento se trata de "milícia virtual" e "uma patrulha ideológica pré-ordenada", ele pediu ao empresariado que "não se curve ao politicamente correto” e aproveitou para divulgar dois perfis criados no Twitter com objetivo de contrapor o Sleeping Giants - um deles já saiu do ar por descumprir as regras da plataforma.

O contra-ataque bolsonarista

Contra a campanha iniciada pelo Sleeping Giants BR, Bolsonaristas defendem o boicote às empresas que vetaram os anúncios no JCO.

A hashtag #NaoCompreDell chegou a figurar entre os temas mais comentados do Twitter após a fabricante de computadores bloquear o site. Além da suspeita de ter sido inflada por robôs, a repercussão contra Dell virou motivo de deboche:



A deputada Carla Zambelli [PSL-SP] também se manifestou. Uma das mais ferrenhas apoiadoras de Jair, Zambelli criticou a Dell por ceder à "pressão de um perfil anônimo de esquerda", atitude que qualificou como "gesto de desprezo pela maioria conservadora da população brasileira". Zambelli é alvo da Polícia Federal em inquérito do STF que apura propagação de fake news.

O Jornal da Cidade Online, por sua vez, publicou um editorial se dizendo vítima de censura. O portal divulgou ainda notícia onde diz que os anunciantes que bloquearam publicidade no site estão perdendo clientes "de maneira avassaladora". Curiosamente, a matéria se baseia em mensagens de usuários do Twitter, sem nenhuma comprovação estatística - mais uma fake news para a conta.

Sleeping Giants BR ganha apoio de influenciadores e impressiona criadores do movimento

Na contramão da reação bolsonarista, a versão brasileira tem sido celebrada por personalidades como a atriz Patrícia Pillar e o influenciador Felipe Neto.



Os fundadores do Sleeping Giants festejam o sucesso meteórico do perfil BR que em cinco dias já  batia 200 mil seguidores, perto de alcançar os números do original em inglês. "O perfil gerou um movimento massivo em todo o Brasil, sendo comentado por todos, desde o maior youtuber do país até os filhos de seu presidente, teve grandes anunciantes que deixaram de apoiar um site que espalha desinformação e, em breve, será muito maior do que a nossa humilde e pequena conta", publicaram. O perfil norte-americano foi criado em 2016 e tem 270.000 seguidores.



O Brasil, como eu posso explicar o Brasil

A atuação do perfil brasileiro já rendeu situações curiosas. A Nubank, por exemplo, ao ser avisada sobre um anúncio, verificou que ele não integrava suas campanhas oficiais, mas se tratava na verdade de um golpe realizado por terceiros para atrair usuários com promessas falsas na aprovação de cartão de crédito.

Algumas empresas, como a Mercedes-Benz, mesmo avisadas, se recusaram a bloquear seus anúncios no portal de fake news.



Importante dizer que, ao contrário do que afirma a fabricante de veículos, as empresas têm sim como controlar em que sites seus anúncios aparecerão.

Um perfil chamado Gigantes Não Dormem, que se descreve como "Movimento Conservador Anti Boicote", plagiando o Sleeping Giants às avessas, tem abordado marcas para pedir que elas bloqueiem seus anúncios automáticos em páginas consideradas de esquerda.


O perfil já soma 23,8 mil seguidores, quantos deles devem ser robos?



Como se vê, o trabalho do Sleeping Giants Brasil está apenas começando. Segundo o administrador, há mais de 100 páginas e canais monitorados por causa de fake news que se mantêm por meio de receitas com mídias programáticas.

A estratégia do perfil, entretanto, é focar na exposição de um veículo por vez até que ele seja desmonetizado totalmente.



Vida longa ao Sleeping Giants Brasil.

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