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Divertida Mente 2: primeiro trailer apresenta nova emoção, gera memes e bate recorde de mais visto

 


Segurem a ansiedade, família! A Disney-Pixar acabar de liberar a primeiríssima prévia de Divertida Mente 2, aguardada sequência da animação lançada em 2015. Por enquanto é apenas um teaser ― não revela quase nada da trama ― mas dá para dar uma ideia do que vem por aí.

As cenas divulgadas mostram as cinco emoções na cabeça da Riley, Raiva, Medo, Alegria, Tristeza e Nojinho, sendo pegas de surpresa por uma reforma radical na central de comando por motivos de chegada de uma nova e desconhecida emoção da garota que agora entra na adolescência e terá mais sentimentos para lidar.

Um metro de plástico bolha para quem adivinhar quem é ela... 

Tcharaaannn a primeiríssima a chegar, meus amigos, não poderia ser ninguém mais ninguém menos do que a Ansiedade.



Meu Deus, a mãozinha se segurando para não pegar nas coisas, o cabelo desgrenhado, o sorriso amarelo de quem se sente deslocada. A caracterização ficou perfeita.

Dublada na versão original pela atriz Maya Hawke [Stranger Things], a personagem faz jus ao nome. Agitada e cheia de expectativas sobre o que os outros vão achar dela, ela chegou antes do previsto com trocentas malinhas prontíssima para qualquer possibilidade que possa vir a ocorrer.



Ao se apresentar ao quinteto, a Ansiedade explica que assim como ela outros gostariam de "causar uma boa impressão". Embora o teaser trailer não revele quem ou quais, dá a entender que novas emoções marcarão presença na sequência.

O pôster oficial divulgado pela Disney acaba entregando o jogo ao mostrar que, além da Ansiedade, três outras típicas emoções da adolescência estarão na continuação: Vergonha, Inveja e Tédio.



Vale destacar outro detalhe no teaser: tão logo a equipe de operários executa uma "demolição surpresa para abrir espaço" na central de comando para as novas emoções, um deles diz "tudo pronto". Curiosamente, é quando o lugar fica totalmente destruído. O que deve refletir um estado de espírito mais anárquico e rebelde na Riley adolescente edition.

Outra novidade na sequência é a substituição confirmada pela Disney de alguns dubladores da versão original. Tony Hale [Veep] e Liza Lapira [The Equalizer] entraram no lugar de Bill Hader e Mindy Kaling como Medo e Nojinho, respectivamente. A versão brasileira manterá as mesmas vozes do primeiro filme, segundo sugere o teaser dublado em português.



Divertida Mente 2 foi anunciado durante a Disney’s D23 Expo, no ano passado, e promete repetir o sucesso de seu antecessor. A estreia está prevista para 13 de junho de 2024 no Brasil, exclusivamente nos cinemas.

O longa de animação é continuação de Divertida Mente, de 2015, um dos maiores sucessos recentes da Pixar, com um total de 858,8 milhões de bidens arrecadados mundialmente. O filme conta a história de Riley, uma menina de 11 anos que deixa Minnesota, uma pequena cidade no interior dos EUA, para se mudar para San Francisco e precisa lidar com situações como entrar em uma nova escola, fazer novos amigos e todos os sentimentos que essas mudanças provocam, enquanto as emoções no interior de sua cabeça, lideradas pela Alegria, tentam salvar o dia.



Divertida Mente levou o Oscar de Melhor Animação em 2016, além de inúmeros elogios de crítica e público, principalmente por ilustrar de forma lúdica questões psicológicas como a relação com sentimentos como a tristeza e a ativação de memórias mistas.

Assista ao teaser trailer original em inglês [oficial dublado aqui]:



Recorde de visualizações

Ora, ora, ora, alguém aí está ansioso para assistir ao filme?





Confira mais reações:















Os brasileiros não ativaram a fábrica de memes, não né?





Claramente, a 5ª série marcou presença:











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'Monstros S.A', da Pixar, faz 20 anos e ganha curta em PB no estilo do cinema mudo


É hora de assustar comemorar! O divertido filme "Monstros S.A" está completando 20 anos de seu lançamento - acredite se quiser. Pegue sua pipoca e vem matar as saudades de Mike Wazowski e Sulley em um curta de animação no estilo do cinema mudo.

Em preto e branco, o curta de estilo retrô, com trilha sonora teatral alegre e intertítulos, típicos de clássicos como "O Vapor Willie" da Disney, é um presente para os fãs de animação que poderão assistir "Monstros S.A" como se desenhado à mão pelo próprio Walt Disney.

O curta de quatro minutos de duração produzido pela Pixar especialmente para a comemoração do vigéssimo aniversário é uma releitura do longa original, lançado em 14 de novembro de 2001. 



O curta faz parte da série Pixar Remix que traz perspectivas inéditas e revigorantes de clássicos do estúdio. Disponível no YouTube, a série de curtas experimenta outros estilos de animação diferentes do 3D, pelo qual a Pixar ficou conhecida. 

"Monstros  S.A" foi o terceiro filme em CGI [Computer Graphic Imagery] do estúdio, logos após os dois pioneiros de "Toy Story".

Curiosidade: inicialmente, os animadores consideraram dar tentáculos em vez de pernas a Sulley. No entanto, abandonaram a ideia pois acreditavam que o público se concentraria mais nos tentáculos do que no rosto do personagem. Eles também chegaram a cogitar um Mike sem braços, apenas com as pernas.

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Darlan Romani vira Sr. Incrível em campanha do Disney+

 


Sim, nós temos Sr. Incrível. O atleta olímpico de arremesso de peso Darlan Romani empresta seu porte e carisma ao personagem em uma campanha do Disney Plus.



Comparações entre Darlan e Beto Pêra, o Sr. Incrível, bombaram nas timelines, durante as Olimpíadas de Tóquio, por motivos de serem cara de um focinho do outro. Atento às conversas nas redes, o Disney+ resolveu tornar a tour real em um vídeo para divulgar o Pixar Fest.



O vídeo brinca com a semelhança entre eles. Darlan, que aparece com a roupa de trabalho de Beto Pêra, tenta convencer o narrador de que não é o super-herói. "Aham, entendi! Essa coisa de não revelar sua identidade secreta", responde a voz. 

Após mencionar as habilidades diferenciadas do atleta e lembrar mais uma vez como são parecidos, o narrador lança: "Então vai, Darlaaaan! Conta pra gente!". É a deixa para o atleta falar das atrações da Pixar disponíveis no catálogo do Disney Plus.

Assista:



Confira mais algumas reações:







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Pixar lança seu primeiro curta com protagonista gay



"Basta olhar nos olhos deles e dizer., mãe, pai, sou...", ensaia Greg com seu doguinho como revelar que namora um outro cara, Manuel, quando é surpreendido pela companhia da porta.

Eram seus pais.



Assim começa o trailer de "Out", o primeiro curta da Pixar com um personagem abertamente gay como protagonista. A animação faz parte da iniciativa Sparkshorts que dá espaço para jovens talentos explorarem novas narrativas em formato curta-metragem e cuja temática contribua para ampliar a representatividade das produções do estúdio.



Escrita e dirigida por Steven Clay Hunter que já trabalhou em Procurando Dory e Toy Story 4. "Out" é a sétima animação da série SparkShorts. A primeira foi "Purl", da diretora Kristen Lester, sobre um novelo de lã que enfrenta a falta de diversidade de gênero na empresa. "Smash and Grab" traz dois robôs que decidem lutar por sua liberdade e "Kitbull", indicado ao Oscar de melhor curta de animação em 2020, conta a história de amizade entre um gato e um cachorro.



Segundo presidente da estúdio, Jim Morris, no lançamento do projeto no ano passado, "Esses filmes são diferentes de tudo o que já fizemos na Pixar, oferecendo uma oportunidade para liberar o potencial de artistas individuais e suas abordagens inventivas em menor escala do que a nossa tarifa normal", explica.



A Pixar chegou a introduzir um personagem LGBTQ+ no recente "Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica". Porém, a forma como ele foi mostrado na produção gerou críticas, especialmente por ter sido um papel muito pequeno.

Pega a sinopse oficial de "Out": "em um dia normal, a vida de Greg está cheia de família, amor e um cachorrinho endiabrado; mas, apesar disso, Greg tem um segredo. Entretanto, hoje é diferente. Com a ajuda de seu cãozinho precoce e um pouco de magia, Greg poderia aprender que não tem nada a esconder".



O curta de animação estreou no Disney+ no dia 22 de maio e tem recebido uma maioria de críticas positivas até agora. Por enquanto a plataforma de streaming do grupo Disney não está disponível no Brasil.

Assista ao trailer no início do post.

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Dia da Toalha e Dia do Orgulho Nerd coronavírus edition: Disney vai lançar máscaras Star Wars, Marvel e Pixar


Pegue sua toalha e don't panic! Vem aí as máscaras Star Wars.

Pra marcar o Dia da Toalha e Dia do Orgulho Nerd em tempos de quarentena, o Claraboia traz uma linha de máscaras que será lançada pela Disney.com personagens de suas franquias. Confeccionadas em tecido, as máscaras são estampadas com temática Star Wars, Marvel e Pixar, além de personagens como Mickey, Stitch e as Princesas.


O kit com quatro unidades sai por 19,99 doletas no ecommerce da Disney. Os modelos podem ser adquiridos nos tamanhos P, M e G para atender a todas as idades, inclusive crianças.

A companhia ressalta que os itens são produzidos de acordo com "as mais recentes recomendações da FDA sobre máscaras faciais não cirúrgicas e não industriais".


Um milhão de máscaras, segundo a Disney, será doado a crianças e famílias de comunidades vulneráveis mais atingidas pela Covid-19 nos EUA . Além disso, a empresa também doará até US$ 1 milhão do lucro com a venda de máscaras no país a Medshare, ONG sediada em Atlanta que atua na coleta e distribuição de suprimentos e equipamentos médicos durante a pandemia do coronavírus


Já em pré-venda na Disney Store, as máscaras devem ser lançadas em 29 de junho.

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Pixar lança seu primeiro curta direto no YouTube. Assista 'Purl'



A Pixar acaba de estrear um novo canal de lançamento para os seus filmes. A partir de agora dá pra ver novos curtas-metragens da criadora de "Monstros S.A.", "Divertida Mente", "Procurando Nemo" e outros grandes sucessos diretamente no YouTube.

É pra glorificar de pé.

via GIPHY

O curta de estreia foi lançado no início do mês. "Purl" conta as bads de uma bola de lã que tenta se enturmar com os colegas da firma, após ser contratada por uma start-up de perfil arrojado e dominada por homens, apropriadamente chamada B.R.O.. A personagem irá precisar decidir até onde ela está disposta a ir para ser aceita e, no final, vale a pena?

Vem que no caminho te explico.


A Pixar sempre teve por estratégia lançar seus curtas no cinema. Eles são exibidos antes dos longas, logo após os trailers [às vezes, o estúdio aproveita o circuito de festivais de animação para a primeira exibição]. A iniciativa vem contribuindo para divulgar seus curtas-metragens, uma vez que os fãs de seus filmes também acabam por assisti-los.

Pois agora, a Pixar possui novos planos. A empresa criou a Sparkshorts, divisão focada na busca de talentos dentro da própria equipe. O objetivo é encontrar "novos contadores de histórias", resume Jim Morris, presidente da Pixar Animation Studios.


Aí, entra o YouTube. Utilizar a plataforma para o lançamento de curtas é forma de valorizar a criatividade e dar visibilidade aos projetos de seus funcionários.

"Estes filmes são diferentes de tudo que já fizemos na Pixar, providenciando uma oportunidade para que possamos liberar o potencial de artistas individuais e suas abordagens de cinema inventivas em uma escala menor que nosso procedimento normal", escreveu Morris no anúncio da Sparkshorts.


O foco da Pixar em novos talentos não é aleatório. Recentemente, a empresa sofreu o afastamento e desligamento do fundador e diretor de criação John Lasseter devido a denúncias de assédio.

Além disso, o estúdio perdeu outro de seus nomes mais consagrados. Lee Unkrich, diretor de "Viva" e "Toy Story 3" pediu demissão no início desse ano. Após 25 anos dedicados ao estúdio, o executivo deixou a empresa para focar aos seus projetos.




A fuga de talentos por falta de oportunidades, de fato, tornou-se uma questão para a Pixel. A empresa viu o curta "Weekends", de um de seus funcionários, ser indicado ao Oscar de Animação deste ano. O diretor Trevor Jimenez desenvolveu o projeto em seus momentos de folga na empresa.

No Claraboia, já falamos de "Borrowed Time", excelente curta de animação criado nas mesmas condições por outro funcionário da Pixar.

Não por acaso, a vice-presidente de desenvolvimento Lindsey Collins afirme no anúncio que "diversidade e inclusão" são ativos fundamentais da Sparkshorts. "O programa foi criado para criar oportunidades a um vasto leque de artistas, cada um com algo único para dizer".


"Purl" estreou no YouTube na segunda, 4. Dirigido por Kristen Lester e produzido por Gillian Libbert-Duncan, o curta faz clara alusão às dificuldades encontradas por mulheres no ambiente corporativo.

A mensagem final, entretanto, é positiva. A diretora conta que a história é baseada em sua experiência na área de animação. "No meu 1º emprego, eu era a única mulher no escritório e, por isso, para fazer o que eu amava, de certa forma me tornei um dos caras. Então eu vim para a Pixar, e comecei a trabalhar em equipes com mulheres pela 1ª vez, isso me fez perceber quanto do meu aspecto feminino eu escondi e deixei para trás".


Kristen é animadora e já trabalhou em produções como "Reino Escondido", "A Nova Onda do Imperador" e "A Lenda de Oz".

Confira "Purl" no início do post e conheça a diretora e outros profissionais envolvidos na animação no player abaixo:



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Mickey Mouse ganhou novos amigos. Depois de semanas de negociações e especulações, Disney confirmou a compra de partes da Fox por aproximadamente 52,4 bilhões de doletas.

Com a aquisição, a companhia que tem uma puta fome pela diversificação de conteúdo concentra franquias bilionárias, incluindo estúdios de cinema e TV, além de participações no Hulu.


O impacto da compra da Fox pela Disney é gigantesco. Lança dúvidas sobre o futuro de filmes independentes e transforma a batalha do setor de streaming, entre outros reflexos ainda não delineados.

Diga olar para a mais nova dona e proprietária de X-Men, Avatar, Quarteto Fantástico, Deadpool, Percy Jackson e mais.

via GIPHY

Vem que no caminho te explico.

Pra se ter uma ideia da amplitude do negócio, "Avatar" [2009], a maior bilheteria de todos os tempos, do alto dos seus 2,78 bilhões de dólares arrecadados, é da Fox. Suas aguardadas sequências não serão.

James Cameron pretende lançar mais 4 filmes da franquia entre 2020 e 2025, todas levarão o selo Disney.


Acompanhe como rolou a negociação Disney-Fox [se quiser, pode pular para a parte dos filmes, séries e animações]

A tour começou em 2009 com a aquisição da Marvel. A empresa, outro gigante do conteúdo, fizera ao longo dos anos diversos acordos com parceiros como Fox e Sony pelo direito de personagens e franquias. Uma das mais rentáveis, "X-Men", era direito da Fox que, oito anos atrás, não tinha interesse em abrir mão dele.

Quase uma década depois, a Disney fatura bilhões com filmes de personagens Marvel, provando que manja dos paranauês de super-heróis tanto quanto de bichinhos falantes e princesas. Somando adaptações live-action de seus desenhos, animações da Pixar, filmes de Star Wars e de outras franquias mega bem sucedidas, o estúdio se consolidou na liderança de megablockbusters - especialmente pela tríade "Rogue One" [Star Wars], "Procurando Dory" [Pixar] e "Capitão América: Guerra Civil" [Marvel].

Em 2016, a Disney [ou Buena Vista] foi o estúdio mais lucrativo de Hollywood, faturando 3 bilhões de dólares nos EUA, ou 26,3% de todo o setor. A Fox foi 3º, com 1,4 bilhão [12,9%], atrás também da Warner, com 1,9 bilhão de dólares [16,7%]. Se já fosse dona da Fox, os estúdios somariam 39% das bilheterias. Isto quer dizer que a cada 10 ingressos comprados, 4 seriam Disney-Fox.

Em 2017, a Disney, com 1,8 bilhão de dólares arrecadados, ainda está atrás dos 2 bilhões da Warner. [isto deve mudar assim que "Star Wars: O Último Jedi" encerrar o primeiro fim de semana de exibição]. A Fox faturou 1,2 bilhão de dólares. Com a fusão, já podem se considerar na frente.




Ao longo desse tempo, Rupert Murdoch, o todo-poderoso dono da Fox, cansou de brincar de ser dono de estúdio, focando seu interesse no setor de notícias.

O flerte entre Fox e Disney começou por meio de intermediários. No início, a Disney tinha um concorrente também interessado na Fox, a Comcast. O mercado não acreditava que a Comcast fosse páreo para Disney, visto a sanha da dona do Mickey por agregar conteúdo diversificado.


As negociações seguiram até novembro quando estacionaram. No início de dezembro, a Comcast jogou a toalha. E nesta quinta-feira, 14, The Walt Disney Company e 21st Century Fox anunciaram por comunicado oficial a aquisição, realizada em troca de ações no valor de US$ 52,4 bilhões.




A compra abarca todos os bens de conteúdo. Bota aí: Twentieth Century Fox Film, Fox Searchlight Pictures, Fox 2000 e os estúdios de TV, junto com os canais regionais de variedades, como National Geographic e os negócios internacionais de TV a cabo.

Na parte de TV, a aquisição inclui a FX, FXX, Twentieth Century Fox Television e Fox21, abocanhando, inclusive, "Os Simpsons", "Modern Family", 'The American", "This is Us", etc.




Murdoch manteve os canais nacionais Fox Sports, Fox News, seus jornais impressos e leva, de quebra, o controle de 5% das ações da Disney. Parte do acordo, o estúdio também assume dívidas da Fox estimadas em US$ 13,7 bilhões [uma das principais motivações para Murdoch colocar a Fox pra jogo].

A fusão ainda não foi aprovada pelo governo norte-americano, o que pode se estender por meses. Após autorizada pelas autoridades, o CEO da Disney Robert Iger continuará na função até 2021.


Uma transformação histórica

A fusão representa um puta acontecimento no mercado do entretenimento. Historicamente, a Fox, criada em 1935, a partir de outra fusão, da Fox Film Corp., de William Fox com a 20th Century, de Joseph Schenck e Darryl F. Zanuck, e um dos seis grandes estúdios fundadores de Hollywood, deixa de existir.

Ainda é cedo pra avaliar o impacto desta negociação. Ela atinge o acesso e a distribuição de conteúdos importantes, como a maior parte do acervo cinematográfico de Carmen Miranda, pra citar algo que tem super a ver com os BRs.


Quanto ao negócio, toda fusão, invariavelmente, implica redução de custos, leia-se demissões. Dona de um dos mais eficientes departamentos de marketing e distribuição de Hollywood, a Disney deverá fazer cortes drásticos em pessoal na Fox.




O sindicato dos roteiristas já se posicionou contra "mais um movimento de coerção da competição". Duas horas após o anúncio da aquisição, divulgou nota onde afirma: "Os seis grandes estúdios sempre se esforçaram para controlar o mercado de trabalho da indústria do entretenimento, frequentemente às custas do trabalho dos criadores, que são a força motora da televisão e do cinema". E conclui, "Esta recente aquisição vai apenas tornar ainda mais grave este quadro."


O impacto no cinema independente

De fato, a fusão complica o setor de produtores independentes, incluindo a Fox Searchlight. A divisão de cinema independente da Fox é de um tempo em que todos os estúdios, Disney inclusive, mantinham um modelo de negócios que possuía múltiplas formas de conteúdo, com diferentes metas e custos de mercado.

Este modelo se esvaziou após a crise financeira de 2008. A fim de otimizar recursos, estúdios priorizaram o modelo "mega-blockbuster ou nada", cuja liderança agora é da Disney, dificultando a vida para projetos independentes.


Líder do setor, a Fox Searchlight tem uma história de sucesso, cheia de boas bilheterias e prêmios. "Juno", "Cisne Negro", "Quem Quer Ser um Milionário", "12 Anos de Escravidão", "O Grande Hotel Budapeste" e o esperado "A Forma da Água", que será lançado este ano, fazem parte do seu cardápio.


O futuro da Fox Searchlight é duvidoso. E, sem ela, o próprio cinema independente norte-americano corre risco. Isto gera consequências ainda maiores sobre a história e estética do cinema nos EUA, o que pode repercutir em todo o mundo.

Ainda sobre o mercado do entretenimento, um aspecto positivo é a liberdade que a Disney dá as marcas que adquiriu, Pixar, Lucasfilm e Marvel. Este modelo de negócio favorece o projeto de ser forte, em outras palavras altíssimo retorno do investimento, nos quatro perfis de público: homem jovem, mulher jovem, homem adulto, mulher adulta.

Projetos considerados fortes interessam a todos na indústria do cinema, incluindo salas de exibição em todo o mundo. O que, por si só, já é uma definição estética.

Como tudo, há sempre um outro ponto de vista:




O impacto no setor de streaming

A aquisição possibilitará, segundo a Disney, a criação de mais conteúdo, possivelmente para seu serviço de streaming cujo lançamento está previsto para 2019. É bom a Netflix ir botando as barbas de molho porque Mickey está faminto.


"A aquisição dessa estelar coleção da 21st Century Fox reflete o aumento da demanda dos consumidores por uma rica diversidade de experiências de entretenimento, que são mais convincentes, acessíveis e convenientes do que nunca", afirmou Robert A. Iger, chefe executivo da Disney.

Analistas, entretanto, ainda não se decidiram se a fusão trará impactos positivos ou negativos para o setor de streaming.


A Fox era dona de 30% do canal Hulu, humilde 3º lugar atrás da Netflix e Amazon Prime Video. O serviço tem pouquíssimo material original e está começando a bombar só agora, por conta do sucesso da série "The Handmaid’s Tale". A Disney, que já era sócia do Hulu, com a fusão será a controladora do canal com 60% das ações. Os outros 40% pertencem a Comcast e a Time Warner, 30 e 10% respectivamente.

De olho no streaming, a área mais aquecida do entretenimento, a Disney está mostrando a que veio desde que retirou seus títulos da Netflix, com clara intenção de se tornar uma opção competitiva.




Apostar no Hulu pode ser um caminho. Mas para os analistas, questões como a capacidade da Disney de entender a necessidade de diversidade e de segmentação para se dar bem nesse setor ainda precisam ser respondidas. Será que a empresa vai saber operar em uma escala menor, mais ágil e que não depende de retornos imediatos?

O lado bom é a expectativa de que com a entrada da Disney no setor, a concorrência ampliará seus catálogos a fim de se garantirem. Movimento que pode levar Netflix e Amazon a cobrir, quem sabe, furos de histórias e narrativas negligenciadas pela presença quase onipresente dos blockbusters no cinema.


Afinal, o que muda no mundo do entretenimento?

Quanto a filmes, séries e animações, que é o que interessa pra muita gente, tooodos os super-heróis da Marvel agora podem habitar o mesmo universo cinematográfico. Além disso, com a compra, Disney leva animações e séries para públicos de adultos e jovens adultos.

A empresa disse no comunicado oficial que possui agora produções picas renomadas da Fox. Inclusive aquelas que estão em produção ou prestes a ser lançadas. Duas adaptações de quadrinhos, por exemplo.


"Deadpool", 2ª maior bilheteria de um filme com censura rated [a maior nos EUA], com 363 milhões de dólares, tem a sequência prevista para estrear em junho de 2018. Já a franquia "X-Men" conta com dois filmes a caminho: "Os Novos Mutantes" e "X-Men: Fênix Negra".

No lançamento de "Logan" no início deste ano, Hugh Jackman brincou que Wolverine poderia deixar a aposentadoria se fosse para fazer um filme com os Vingadores. Com a compra, o mix dos personagens se torna possível.


Líder no setor de animações com os filmes da Pixar, a Disney inclui no portfólio as produções da Blue Sky, braço animado da Fox que tem o brasileiro Carlos Saldanha como um dos nomes mais importantes.

Após o sucesso de "A Era do Gelo" e "Rio", a Blue Sky lançará "O Touro Ferdinando", de Saldanha, em 4 de janeiro.


Tá tudo muito bem, tá tudo muito bom, mas o que muda para o público? 

Talvez essa seja a melhor parte. Com a compra, a Disney reúne toda a "família Marvel", incluindo X-Men, Quarteto Fantástico e Deadpool. De agora em diante, TODOS os super-heróis da Marvel podem interagir em filmes, séries e animações.


Imagine as histórias e aventuras que prometem surgir. O blogueiro já quer um filme do herói boca suja com Homem-Aranha.




Olha, tá de parabéns, Disney.


Confira os mais novos integrantes da Turma do Mickey

Avatar
Com 2,78 bilhões, filme de James Cameron é a maior bilheteria da história do cinema. Tem quatro continuações para serem lançadas entre 2020 e 2025.

Deadpool
Segunda maior bilheteria de um filme com censura máxima nos EUA, o filme de 2016 tem sequência prevista para 1º de junho do próximo ano.

X-Men
A franquia volta aos cinemas com "Os Novos Mutantes" [e Alice Braga], em abril, e "X-Men: Fênix Negra", em novembro.

Planeta dos Macacos
O filme original fez sucesso no fim dos anos 1960 e início dos 1970. Resgatado pela Fox, a franquia voltou às tela em 2001 com direção de Tim Burton. Depois ganhou mais três sequências nos últimos seis anos. O mais recente, lançado este ano, teve fraco desempenho nos EUA, apenas 147 milhões de dólares, mas arrecadou 344 milhões no mercado internacional.

Animações
Não chega a ser uma Pixar, mas a Fox não faz feio. "A Era do Gelo" e "Rio" integram o portfólio do estúdio. "O Touro Ferdinando", de Carlos Saldanha, estreia em 4 de janeiro.

Todas essas produções e personagens agora são da Disney.







Veja as Top franquias do estúdio

Star Wars
"Despertar da Força" e "Rogue One" foram as maiores bilheterias de 2015 e 2016. Seguindo os passos dos filmes anteriores, "O Último Jedi" é aposta para repetir o feito em 2017

Pixar
"Procurando Nemo", "Frozen" e outros títulos rendem milhões em bilheteria. Os próximos lançamentos são "Viva: A Vida é uma Festa", em janeiro, e "Os Incríveis 2" em junho.

Marvel
A Disney tem os direitos da editora de quadrinhos. No cinema, os filmes com heróis Marvel derrotam as produções com personagens da rival DC cujos direitos foram adquiridos pela Warner. Vingadores ostenta a quinta maior bilheteria mundial.

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