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Playboy se rende aos NFTs e lança artes digitais colecionáveis inspiradas nos icônicos ensaios da revista

 


A Playboy foi mais uma a adentrar no mundo dos NFTs. A editora com foco no público masculino está lançando edições virtuais e colecionáveis que revisitam as fotos e nudes do seu extenso acervo, produzidas ao longo de 67 anos de história da revista. 

Realizado em parceria com a Nifty Gateaway, uma plataforma de leilão de arte digital online para arte no formato NFT, o projeto convida artistas a reinventarem os arquivos de acordo com seu próprio estilo. 



A primeira imagem a ganhar uma releitura foi do artista digital Mike Parisella. Confira o teaser:



Conhecido como Slimesunday, Parisella foi colaborador da Playboy e ficou famoso pelas colagens eróticas publicadas nas páginas da revista

A collab entre ele e Playboy, com 6 NFTs exclusivos, recebeu o nome de "Liquid Summer". 



Assista:



Além de se reinventar no meio digital via criptoartes baseadas no seu acervo, a Playboy está apoiando artistas "emergentes e não representados que estejam entrando na comunidade de arte com NFT" na criação de obras digitais originais.

Um dos nomes convidados é o de Blake Kathryn. A collab entre a artista 3D e a revista tem o orgulho LGBTQIA+ como tema.



"De Pablo Picasso e Salvador Dalí a Keith Haring e Andy Warhol, a Playboy serviu como uma incubadora criativa para alguns dos artistas mais lendários do planeta", escreve a companhia. "O programa de arte contemporânea da Playboy continua a construir em cima deste legado com foco em ajudar mais artistas femininas e vozes diversas", afirma.

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Viral 'Charlie bit my finger' é vendido como NFT por 4 milhões e dá adeus ao YouTube

 


Se você é fã de Cultura da Internet, vai gostar de saber que um dos virais mais famosos da web, "Charlie Bit My Finger" foi leiloado pela família Davies-Carr por 760.999 bidens ou 4 milhões de taokeys. O leilão realizado em maio de 2021, 14 anos após o vídeo estourar, teve vários lances, mas a disputa final ficou entre duas contas anônimas "3fmusic" e "mememaster", sendo que a primeira acabou dando o maior lance e garantindo o prêmio em forma de NFT, um token não fungível. O lado ruim é que, por conta disso, o viral foi removido do YouTube.

Com impressionantes quase 900 milhões de visualizações, o vídeo original mostra dois irmãos britânicos em uma cadeira quando Harry então com três anos coloca o dedo na boca de seu irmão menor de um ano várias vezes e leva uma mordida a cada vez. "Charlie me mordeu. E isso doeu muito", choraminga enquanto o caçula parece levar tudo como uma grande brincadeira. 


Origem e recordes

Sob o título "Charlie mordeu meu dedo - de novo", o vídeo de um minuto de duração foi publicado em 22 de maio 2007 pelo pai dos meninos, o consultor de vendas de TI britânico Howard Davies-Carr, em seu canal no YouTube. A gravação caseira, feita com o intuito de "capturar momentos aleatórios enquanto os meninos cresciam", segundo a família, viralizou rapidamente e tornou-se um fenômeno mundial gerando uma série de paródias, releituras e memes. Os irmãos ficaram famosos, apareceram em programas de TV e ganharam dinheiro com publicidade.

Após acumular centenas de milhões de visualizações, em outubro de 2009, o vídeo se tornou oficialmente o mais visto na história do YouTube. Recorde que ostentou por quase dois anos até 2011, quando vários videoclipes de artistas populares começaram a bombar na plataforma. Além disso, o vídeo também ganhou o título de o "mais favoritado" e o segundo vídeo "mais comentado" do YT no Reino Unido.

O curioso da história é que Howard inicialmente ia compartilhar o vídeo com os parentes que moravam nos EUA por e-mail, mas o tamanho do arquivo era muito grande para ser anexado, então ele decidiu compartilhar de modo privado no YouTube. Conforme o vídeo circulava em sua rede pessoal, ele mudou a visibilidade para o modo público por uma questão de conveniência. Mal sabia o pai dos meninos que involuntariamente estava dando origem a um dos maiores virais da internet.

A família ainda não disse publicamente como planeja usar o dinheiro. Relembre o meme a seguir.



NFT, um negócio de bilhões

A despretensão e inocência dos primórdios da web deram lugar a um mercado lucrativo e com tendência de crescimento que movimentou em agosto 2 bilhões de dólares. NFTs funcionam como um certificado digital que garantem que versões originais de vídeos virais, memes, imagens e até tweets possam ser vendidos como se fosse arte. 

Agora com 17 e 15 anos, Harry e Charlie testemunham a próxima evolução da internet. Recentemente, o meme "Doge", de um doguinho com olhar apreensivo, foi vendido por 20 milhões de reais e se tornou o meme mais caro da história. Poucos meses antes, "Disaster Girl", a famosa foto de uma menina sorrindo com uma casa em chamas ao fundo, foi negociada como um NFT por 473 mil doletas, algo em torno de 2.503.967 reais. Já o meme Nyan Cat, a imagem de um gato ilustrado em Pop Art que deixa uma linha de arco-íris por onde passa foi vendido em criptomoeda por meio milhão de bidens, ou mais de 3 milhões de taokeys.

Tchau, meme!

Proprietários de NFTs não compram os direitos autorais em si - isso significa que o conteúdo que o NFT representa ainda pode ser exibido onde quer que o criador original escolha. Assim, a atitude de excluir o vídeo do YouTube, como no caso de "Charlie bit my finger", é pouco comum.

O vídeo original foi limado da internet, mas cópias publicadas por outros perfis ainda estão disponíveis. Corra para assistir enquanto ainda dá tempo:


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'Doge' é vendido por 20 milhões e se torna o meme mais caro da história

 


Quem diria, meus amigos, o que começou como zoeira quando a internet era mato, "coisa de quem não tinha o que fazer", hoje pauta a TV e o jornal e, além disso, tornou-se um negócio de milhões de dólares. Memes venceram na vida, eles sabem que venceram.

"Doge", o meme do doguinho Shiba Inu, foi vendido em um leilão por 4 milhões de bidens, cerca de 20 milhões de taokeys, de acordo com a NBC News. Uma transação milionária que chocou a internet em meados de junho. O comprador pagou essa bolada em 1.696,9 ethereums, uma criptomoeda, para adquirir a imagem como um NFT, sigla em inglês para token não-fungível, certificação de propriedade digital exclusiva e insubstituível registrada em blockchain para a comercialização de ativos digitais, que garante a autenticidade e originalidade do meme.

A foto do cachorro de olhar arregalado tornou-se, assim, o meme mais caro de todos os tempos ever. "Estamos muito felizes em fazer parte deste marco na história da internet", disse Don Caldwell, editor-chefe do Know Your Meme, plataforma que em 2019 concedeu a "Doge" o título de "Meme da Década".

"Doge", aliás, superou oito vezes o valor pago a outro icônico meme do fantástico mundo da web, "Disaster Girl". O NFT da garotinha que olha com cara de peralta enquanto uma casa ao fundo pega fogo foi vendido em abril, também em um leilão, por 473 mil bidens, cerca de 2,5 milhões de taokeys.



"Doge" foi levado à leilão por sua própria dona, a professora japonesa Atsuko Sato [serasse parente da Sabrina Sato?]. A mais nova milionária do Japão que um dia disse ter ficado espantada com a repercussão de seu catioro. "Fiquei assustada com a ideia de que uma foto que postei casualmente em meu blog pudesse se espalhar pelo mundo", disse em uma publicação em suas redes sociais.

Segundo a NBC News, parte do valor pago pelo meme será doada a instituições de caridade.

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