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O espírito de Natal pode estar onde menos se espera



O Feliz Natal da Mercedes-Benz de um jeito sutil e singelo neste anúncio impresso

Sem conter uma palavra, a marca deu o recado utilizando apenas parte da funilaria de um de seus automóveis estrategicamente iluminada para se assemelhar a uma árvore de natal. O logo faz as vezes de estrela natalina, repare.

Nesta época do ano, representar o próprio produto como símbolos do Natal  é um dos recursos utilizados na publicidade para marcas se comunicarem e estabelecerem vínculos com seu público.

Veja também:

As 100 marcas mais valiosas do mundo: Apple Top 1 e Airbnb melhor desempenho | Interbrand 2023

 


A Interbrand, consultoria global de marcas, divulgou recentemente seu tradicional ranking das Marcas Mais Valiosas do Mundo. O relatório Best Global Brands é um raio X poderoso do estado das marcas e do valor percebido no mercado global. A consultoria calcula o valor de marca com base no desempenho financeiro dos produtos/serviços que levam o nome da marca, na influência que ela exerce nas decisões de compra e lealdade do consumidor e, ainda, na força competitiva da marca em assegurar ganhos para empresa.

O novo levantamento traz a Apple na liderança [1º] pelo 11º ano consecutivo e a Airbnb como a marca que mais cresceu em relação ao último ano [22%]. Destaque também para o domínio das empresas de tecnologia no topo do ranking e para o setor automotivo ― o que mais cresceu em variação média de valor de marca. Somadas, as Top 100 marcas atingiram o valor total de US$ 3,26 trilhões.

Pé no freio

Porém, a edição 2023 aponta um período de estagnação com desaceleração geral no crescimento entre as maiores marcas do mundo. A taxa de crescimento no valor global das marcas diminuiu de maneira significativa, obtendo um aumento de apenas 5,7% em 2023. No ano anterior, o levantamento registrava elevação de 16%. 

Segundo a Interbrand, tal diminuição no ritmo pode ser atribuída a alguns fatores como falta de mentalidade de crescimento e previsões ruins do mercado. O cenário apresenta-se como tendência de longo prazo. Período em que, sinaliza o relatório, empresas que atuam exclusivamente em seus setores, sem ampliar e diversificar suas atividades, terão um crescimento mais lento no valor de marca.

Muito além do produto

"Depois de alguns anos de forte crescimento de marca, entramos em um período de estagnação, com a tabela deste ano mostrando um crescimento moderado no valor global da marca. Empresas que testemunharam um aumento, incluindo Airbnb [46º], Lego [59º] e Nike [9º], transcenderam as normas estabelecidas em suas categorias e desempenham um papel mais significativo na sociedade e na vida do consumidor", analisa o CEO global da Interbrand Gonzalo Brujó.

Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas de marca, os dados vêm demonstrando que aquelas que atendem a uma variedade mais ampla de demandas dos clientes se mantêm no topo do ranking e representam quase 50% do seu valor total. As análises mostram que empresas que operam em diferentes segmentos são mais estáveis, atingem um aumento de receita mais elevado, maiores lucros e têm maior crescimento. O foco na marca em vez de no produto é um diferencial para tais empresas na hora de tomar decisões de modo que conseguem suprir melhor as necessidades dos clientes para além das categorias.

"Na medida em que continuamos a navegar por ventos econômicos e ambientais adversos, há uma necessidade de cases de aprimoramento de negócios e melhor gestão de marca para impulsionar investimentos futuros e sustentar o crescimento, dentro e além dos setores tradicionais. Aqueles que podem alavancar com sucesso sua marca em novos públicos consumidores colherão os benefícios do forte crescimento", acrescenta Gonzalo.

A avaliação contínua por mais de duas décadas fornece enormes lições sobre o que marcas devem efetuar para se tornarem aliadas de seus consumidores à medida do tempo, garante o CEO da Interbrand no Brasil, Beto Guimarães de Almeida. "As estratégias que trouxeram crescimento superior neste ano foram das marcas que souberam se conectar mental e fisicamente com seus consumidores [Presença], criando uma conexão positiva para muito além da funcionalidade e se tornando indispensáveis [Afinidade]", analisa.

Top 10 inalterado

Empresas de tecnologia, como Apple, Microsoft e Amazon, seguem dominando o topo da lista em valor geral de marca, ocupando as cinco primeiras posições. 

A Apple manteve o Top 1 de marca mais valiosa do mundo. A empresa da maça teve sua marca avaliada em US$ 502,6 bilhões, valor 4% superior ao levantamento do ano passado. Em 24 edições, essa é a 11ª vez consecutiva que a marca conquista a primeira posição.

Após a Apple, Microsoft, Amazon, Google e Samsung mantiveram-se na mesma posição do ranking de 2022, figurando nessa ordem do segundo ao quarto lugar. Entre as Top 5, o maior crescimento de valor de marca foi registrado pela Microsoft, com uma avaliação de US$ 316,6 bilhões, 14% a mais do que no ano passado.

Completam o Top 10 as marcas Toyota, Mercedes-Benz, Coca-Cola, Nike e BMW.


Automativas aceleradas

O executivo Beto Guimarães aponta o setor automotivo como um dos grandes destaques do ranking. O segmento foi o que mais cresceu em variação média de valor de marca [9%] ― uma evidência de que mobilidade no mundo real é tão importante quanto no digital. 

A BMW [10º] marcou presença pela primeira vez no Top 10. A marca alemã, a Toyota [6º] e a Mercedes-Benz [7º] são as representantes da categoria entre as 10 marcas mais valiosas do mundo. Além disso, Hyundai [32º], Porshe [47º] e Ferrari [70º] lograram taxas de crescimento de dois dígitos, cada uma, e garantiram três posições entre as cinco marcas de maior crescimento. Tesla manteve a posição [12º], embora a taxa de crescimento da empresa tenha sido a mais lenta entre as marcas automotivas, aumentando 4,0% em comparação a BMW e a Mercedes, que obtiveram crescimento de 10,4% e 9,5%, respectivamente.

Crescimento do Airbnb

Outro destaque do levantamento, o Airbnb é a marca de maior crescimento em 2023, com variação de 22% no valor de marca em comparação ao ano anterior. A empresa que estreou no ranking apenas no ano passado subiu oito posições, indo da 54ª para a 46ª. Tal aumento expressivo se deve em parte ao forte investimento em branding e a sólidas perspectivas financeiras

O Airbnb detém um valor de marca de US$ 16 bilhões.

Ladeira abaixo

De outro lado, marcas como Budweiser, Intel, Philips, Facebook e 3M viram seu valor de marca cair mais de 5%. Reações negativas do consumidor a parcerias de marketing e outras questões estratégicas estão entre os motivos que levaram ao desempenho aquém das expectativas.

Confira o Top 100:



Veja também:

BMW faz 100 anos e ganha parabéns com direito a cutucada da Mercedes. A diferença entre uma provocação e concorrência desleal


No centenário da BMW, a Mercedes-Benz aproveitou pra tirar uma casquinhas dos holofotes.


A empresa publicou uma mensagem de aniversário num jornal alemão que dizia: "Parabéns pelos 100 anos de competência. Os 39 anos anteriores foram um pouco chatos".

Simplesmente brilhante. A Mercedes parabeniza o centenário da concorrente, reconhecendo suas qualidades e, de quebra, lembra que está no mercado há três décadas a mais que a BMW. Provoca a arquirrival sem ser ofensiva.

A peça foi divulgada pela Merceds-Benz Espanha no Twitter. Veja:




A provocação é um plus na competição das marcas pela preferência do cliente. Mas tem que ver direito isso aí para o feitiço não virar contra o feiticeiro e a estratégia dar fail.

Na hora de provocar a concorrência, a marca deve ser cautelosa quanto ao limite tênue que separa o provocativo da falta de bom senso.

O McDonald's e o Burger King são exemplos de arquirrivais que já renderam putas ações publicitárias. A publicidade agradece.


Enquanto isso, no Brasil...

O CONAR tende a classificar esse tipo de estratégia como publicidade abusiva e concorrência desleal, normalmente, proibindo a citação do concorrente.

Além disso, não é incomum o público tomar as dores daquele que foi zoado. O brasileiro tende a ficar com pena. Trouxe um exemplo com o eterno garoto Bombril que, lá no ano de de 1989, protagonizou a disputa entre os amaciantes rivais Comfort e Mon Bijou.

Antes da censura:



Depois da censura:



Veja também:

Tá No Ar mitando com Carlos Alberto de Nóbrega na tela da Globo
McDonald's e Burger King arranjam treta e Giraffa's se mete no meio
Coral de funcionários da Microsoft surpreende ao desejar Feliz Natal aos colegas da Apple
O melhor momento da #apuraçãoRJ
Micos homéricos com fones de ouvidos para enfrentar gigantes
Logo de Pepsi escondido na latinha de Coca
Cálice vs Copo

Anúncio de oportunidade, juiz e o carro do Eike Batista


O rolezinho do juiz com carrão do Eike foi um dos assuntos mais polêmicos da semana. A 11:21 pegou carona no buxixo e criou para a Mercedes Benz o print acima.

O tal juiz errou feio, errou rude, mas a agência mandou benzão no anúncio de oportunidade.

O feito rendeu nas timelines e lá fora:


Jovem Hitler atropelado e morto por um Mercedes | Fake


Sob o conceito Evite perigos antes que eles apareçam, estudantes alemães de cinema criaram comercial falso em que o pequeno Adolf Hitler sobe para o telhado ao sofrer um acidente. Os caras usaram um modelo da Mercedes-Benz com a intenção de promover o sistema anti-colisão do carro.

A montadora está puta fula da vida, claro, e exigiu que o vídeo exibisse um aviso dizendo que se trata de um projeto independente. Os estudantes defenderam-se argumentando que queriam levantar a questão do uso da tecnologia, imaginando como seria se as máquinas tivessem almas. E aí, os fins justificam os meios?

Bem produzido e pra lá de polêmico, o filme está com mais de 1 milhão de views no YouTube. Dê o play:







BMW | Você esperava o quê? Um funk?

Dois dias de buzz [em que se falou mais mal do que bem sobre o uso do funk Lelek lek lek para divulgar o novo Classe A] foram suficientes para o perfil Universo BMW [ao que parece de um fã da marca] publicar no YouTube uma série de vídeos trollando a Mercedes-Benz.

Num deles, quatro jovens ricos e felizes rodam num modelo X1 por belas estradas e metrópoles, exibindo os diversos atrativos do carrão. Um house [bacaninha], som comum nas baladas frequentadas por jovens da elite brazuca, serve de trilha sonora. Ao final, a BMW faz a provocação em relação ao vídeo da concorrente.


A descrição do perfil no YouTube também é provocativa: "Até porquê alemães não sabem dançar funk". Confere aí:



Os vídeos fazem parte de uma trollagem onde as pessoas podem sugerir "músicas de melhor qualidade" que gostariam de ouvir em suas Mercedes através dos e-mails maniacosporbmw@gmail.com e fanaticosporbmw@gmail.com [não sei se verdadeiros ou fictícios]. O perfil é convincente, só depois você começa a perceber que se trata de uma piada pra tirar sarro da rival.





Atualizado em 11.04.13.

Classe A AAAAAA Lelek lek lek lek | O inacreditável viral da Mercedes

O que a classuda marca de luxo tem a ver com o Passinho do Volante, funk que tá bombando nas timelines e programas de TV? Aparentemente nada, não fosse o vídeo lançado ontem e que tá na boca do povo.



Todo mundo tentando entender WTF deu na Mercedes. Se o intuito era gerar buzz em torno do novo Classe A, conseguiu. Em menos de 24 horas, o vídeo passa dos 130 mil views.


Pudera, a fabricante de automóveis pouco investe em ações online no Brasil e estrear com Lek lek... Nada pessoal, mas a música não tem nada a ver com o posicionamento histórico da marca que, mesmo quando faz humor, é com inteligência e ironia.


Um fone de ouvido pra quem descobrir o cara que aprovou isso por lá e, mais ainda, qual é o verdadeiro intuito da marca. Pelo visto, há mais mistérios entre o Branding e o Funk do que sonha nossa vã filosofia.

Por curiosidade, e comparação, saca só a versão americana do comercial, com pouco mais de 70 mil visualizações, depois de sete meses publicado.



Atualização:
Para ver mais, clique aqui e aqui.