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O polêmico cartão de Natal de Banksy

 


Esqueça as decorações coloridas, os sinos retumbantes, os papais noeis sorridentes, esqueça. Os festivos símbolos do Natal cederam espaço a uma cena impactante no cartão acima.

Dura crítica a Israel pela perseguição aos palestinos, a imagem, conhecida por "cartão de Natal de Banksy", choca por atualizar a passagem bíblica que trata da fuga de José e Maria, com Jesus ainda no ventre, para Belém. 

Fosse nos dias de hoje, a família de refugiados não conseguiria fazer a travessia devido ao polêmico muro que o governo israelense vem construindo na fronteira com a Cisjordânia.

A autoria da obra é atribuída a Banksy, artista de rua britânico famoso por sua arte engajada e cuja real identidade ninguém sabe. Embora atual, a imagem não é nova, viralizou a primeira vez em 2005.

Em tempo: local do nascimento de Cristo, Belém atualmente faz parte do território palestino.

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Banksy perde direitos autorais de obra icônica após recusar revelar sua identidade em tribunal



O atirador de flores [The Flower Thrower] é um dos grafites mais icônicos de Banksy. Pois, o artista de rua britânico perdeu os direitos sobre ele após uma batalha legal de dois anos contra uma empresa de cartões comemorativos.

Infelizmente, o Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia decidiu que Banksy não poderia reivindicar a obra como uma marca registrada a menos que revelasse sua identidade. Para EUIPO, o anonimato significa que ele não pode ser identificado como proprietário intelectual. A decisão da entidade com sede na cidade espanhola de Alicante refere-se apenas a esta obra.

The Flower Throner apareceu a primeira vez em 2005, colado em um muro na Cisjordânia, em Jerusalém. Na obra, um manifestante de boca e nariz cobertos lança flores como se fossem coquetéis molotov.

Em 2014, o renomado artista cuja identidade é desconhecida obteve o registro da União Europeia para esta imagem. Há dois anos, no entanto, a empresa de cartões comemorativos Full Collor Black, na intenção de usar a imagem sem autorização, lançou uma batalha judicial alegando que a marca registrada foi obtida de má-fé, pois o artista nunca pretendeu usá-la aplica a bens ou serviços.

O resultado da disputa mostra que as autoridades europeias competentes em matéria de propriedade intelectual acataram a justificativa da empresa.

"É claro que quando [Banksy] solicitou a marca registrada da UE, ele não tinha intenção de usar o símbolo para comercializar bens ou fornecer serviços", reconheceu o EUIPO, acrescentando que o anonimato joga contra ele. E, ainda, que para proteger os direitos autorais, o artista "teria que perder o anonimato, o que o prejudicaria", diz a entidade - fala que chega a soar como irônica.

Segundo o escritório europeu, o anonimato significa que Banksy "não pode ser identificado como o dono inquestionável das referidas obras, pois sua identidade está oculta; além disso, não pode ser estabelecido sem dúvida que o artista detém quaisquer direitos autorais sobre [o] grafite".

Por fim, o grupo de juízes do Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia.decidiu que a marca registrada é inválida e ordenou ao artista e seu advogado que paguem os custos incorridos no processo pela empresa Full Color Black. A decisão pode ser apelada dentro de dois meses.

Anteriormente, Banksy abru uma loja em Croydon, região de Londres, a fim de cumprir suas obrigações de marca registrada.

Com informações do DesignTAXI.

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Banksy mostra enfermeiras como heroínas da vida real. Nova obra 'deixada' em hospital faz homenagem a profissionais de saúde


O confinamento anda aguçando a criatividade de Banksy.

Após criar uma arte no banheiro de casa, o genial artista britânico cuja identidade permanece desconhecida - ou quase - representou enfermeiras como super-heroínas em nova obra deixada, nesta quarta-feira, 6, no Hospital da Universidade de Southampton, no sul da Inglaterra.



No quadro de cerca de um metro quadrado intitulado "Game Changer", um menino brinca com a enfermeira heroína, enquanto os bonecos do Batman e do Homem-Aranha são deixados no cesto. Junto à imagem, foi encontrado um bilhete onde Banksy agradece aos profissionais do Serviço Nacional de Saúde [NHS], o "SUS" da Inglaterra, por sua ação durante a pandemia do coronavírus.

"Obrigado por tudo que vocês estão fazendo. Espero que isso ilumine um pouco o local, apesar de ser em preto e branco", escreveu.

A confirmação da autoria veio quando Banksy postou o quadro em suas redes sociais. "Quem vira o jogo", diz a legenda em referência à dedicação dos profissionais de saúde.



"O fato de Banksy escolher o hospital para reconhecer a excelente contribuição que todos do NHS estão fazendo, em tempos sem precedentes, é uma grande honra", disse Paula Head, líder do hospital universitário, à rede britânica BBC. "Nossa família hospitalar foi diretamente impactada pela perda trágica de muitos membros", disse Paula em referência aos profissionais de saúde que morreram na luta contra a Covid-19.

Na Inglaterra, a nova obra de Banksy ficará exposta no hospital até o fim da quarentena, em seguida será leiloada para ajudar instituições de saúde do NHS.


Enquanto isso no Brasil, médicos, enfermeiras e auxiliares vem superando seus limites na linha de frente do combate ao coronavírus em jornadas de trabalho dobradas, grande parte sem os devidos equipamentos. Eles têm sido a categoria mais atingida pela pandemia. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem [Cofen], o país já perdeu mais profissionais de enfermagem do que Itália e Espanha juntas.

Confira algumas reações à nova obra de Bansky:















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Em quarentena como boa parte da humanidade, Banksy publicou seu último trabalho executado nada mais nada menos do que no banheiro do seu lar doce lar.

Na intervenção, os conhecidos ratinhos do artista de rua aparecem interagindo com o ambiente. Penduram-se na luminária, esparramam pasta de dente, correm no rolo de papel higiênico, marcam os dias de confinamento na parede e, acredite, até fazem xixi - uma completa bagunça.

A legenda que acompanha a imagem compartilhada nesta quarta-feira, 15, em seu perfil no Instagram faz jus ao peculiar senso de humor do artista britânico cuja identidade permanece secreta: "Minha esposa odeia quando eu trabalho em casa".

Boa saída! Banksy continua produzindo arte e, de quebra, respeitando o isolamento social.

Confira as imagens:





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"Love iI in  the Bin", uma das obras mais icônicas de Banksy, inspirou um vídeo que vem se espalhando pela internet e está fazendo a galera pirar o cabeção.

Dá o play:



Mano, como ele fez isso?

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Banksy: obra que se autodestruiu ganha novo nome e tem venda confirmada


Imagine tornar-se o mais novo proprietário de um stencil de Banksy para ver, ao bater do martelo, a obra de um 1,4 milhão de libras se autodestruir.

Isso é o que se pode chamar de ir da felicidade ao desespero em segundos.


O liquidificador de emoções da mulher que arrematou o quadro não para por aí.

A Pest Control, empresa que atua representando o artista de rua, mudou o nome da obra de "Girl with Balloon" para "Love is in the Bin" [O amor está no lixo, em livre tradução].

Por comunicado, a Sotheby's confirmou que a compradora pagará o preço final acordado antes de a peça ter "danificado a si própria". A casa de leilões também informou que a mulher, uma colecionadora europeia que prefere não se identificar, concordou que a obra fique em exibição antes de ela retirá-la.


"Quando o martelo foi batido e a obra fragmentada, eu fiquei em choque, mas gradualmente comecei a entender que eu acabaria ficando com o meu próprio pedaço de história da arte", declarou a mais nova dona e proprietária de uma obra do famoso grafiteiro.

"Banksy não destruiu uma obra de arte durante o leilão, ele criou uma. Depois da intervenção surpresa, temos o prazer de confirmar a venda da recém-intitulada 'Love is in the Bin', a primeira obra de arte criada ao vivo durante um leilão na história", celebrou Alex Branczik, diretor de Arte Contemporânea da Sotheby’s.

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Banksy: obra do artista se autodestrói após ser vendida por 1 milhão de libras



Parece coisa de filme, mas não é.

Bem na hora em que "Garota com Balão", um dos quadros mais famosos de Banksy, foi arrematado por 1,4 milhão de libras [R$ 5,05 milhões], a obra se autodestruiu por meio de um triturador de papel escondido na moldura.

O quê?!?!


A tela, que mostra uma menina tentando pegar um balão em forma de coração, foi a última obra a ser leiloada. No entanto, assim que o martelo foi batido, fuén-fuén-fuén.

"Going, going, gone..." [indo, indo, foi], brinca a legenda da foto postada por Banksy no Instagram. A expressão em inglês é comumente usada no momento em que uma obra é arrematada em leilão. Equivale ao nosso "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido".







Uma publicação compartilhada por Banksy (@banksy) em


Morgan Long, um consultor de arte presente no leilão da Sotheby's, realizado em Londres, na sexta-feira, 5, contou ao NYT que primeiro ouviu-se um alarme. Daí, todos se viraram e viram a tela escorregando para além da moldura. Um homem foi retirado à força pelos seguranças. Segundo o jornal, o dispositivo foi acionado por controle-remoto.

A versão de "Girl With Balloon" parcialmente destruída é uma pintura em spray stêncil de 2006, que alcançou valor três vezes maior do que o esperado, batendo o recorde de venda de obras assinadas pelo grafiteiro.


"Parece que fomos Banksyficados", disse à BBC Alex Branczik, diretor sênior da Sotheby's e diretor de arte contemporânea na Europa.

"O episódio inesperado tornou-se instantaneamente parte do folclore do mundo da arte e é, certamente, a primeira vez na história dos leilões em que uma obra de arte é automaticamente destruída assim que o martelo assinala a venda", escreveu a prestigiada casa de leilões em seu site.

Em nota divulgada no jornal "Financial Times", a Sotheby’s informou que o comprador se surpreendeu pelo acontecimento e que eles estão discutindo os próximos passos.




Ah, esse Banksy! Conhecido pelas obras que manifestam contundentes críticas sociais e políticas, o aclamado artista de rua cuja identidade se mantém anônima [ou não] surpreendeu o mundo mais uma vez.

Curioso é que enquanto Banksy cumpre a missão de alertar as pessoas para os excessos do capitalismo, suas obras tornam-se ainda mais valiosas.


Em 2017, "Girl With Balloon", que originalmente apareceu em uma parede na Great Eastern Street, em Londres, foi eleita a obra de arte favorita dos britânicos.

Alguém dúvida que "Menina" picotada vale muito mais agora?




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O 'anúncio Coca-Cola' contra a Publicidade


Banky, um dos grafiteiros mais polêmicos do mundo, se apoderou da imagem da Coca-Cola pra criar um manifesto de alerta sobre os excessos do capitalismo e o seu canto da sereia: a Publicidade.

Malandramente, o contorno do texto remete à clássica garrafa da marca de refrigerantes.

"Qualquer anúncio em espaço público, que não dê a você a opção de vê-lo ou não vê-lo, lhe pertence. É todo seu, para pegar, reorganizar e reutilizar", afirma o misterioso artista. Os capitalistas piram.

Confira a tradução, por Kika Serra e Francisco Côrrea:

"Há pessoas tirando onda com sua cara diariamente. Elas se metem na sua vida, dão um golpe baixo e logo desaparecem. Elas te espreitam de cima de edifícios altos, fazendo com que você se sinta pequeno. Elas te provocam de dentro do ônibus, insinuando que você não é suficientemente sexy, e que toda diversão está rolando em outro lugar. Elas estão na televisão, fazendo sua namorada se sentir insegura com suas imperfeições. Elas têm acesso à mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu, e te intimidam com isso. São elas os “Anunciantes”, e estão rindo de você.
Você, contudo, é proibido de tocá-las. Marcas registradas, direitos de propriedade intelectual e leis de copyright significam que anunciantes maldosos podem dizer o que quiserem, onde quiserem, com total impunidade.
Que se fodam. Qualquer anúncio em espaço público, que não dê a você a opção de vê-lo ou não vê-lo, lhe pertence. É todo seu, para pegar, reorganizar e reutilizar. Você pode fazer o que quiser com ele. Pedir permissão é como pedir para guardar uma pedra que alguém acabou de jogar na sua cabeça.
Você não deve nada às empresas. Deve menos do que nada; em especial, vocês não lhes deve gentileza alguma. Elas devem a você. Elas reorganizaram o mundo para se colocarem na sua frente. Nunca lhe pediram permissão; nem pense em lhes pedir a sua."

- LP, você não é publicitário?
- Sou, por quê?
- Tá falando mal da publicidade?
- Não, mas tudo em excesso faz mal. Até a publicidade ;)

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