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Itaú muda marca em celebração aos 100 anos. Novo logo divide opiniões

 


Os cem anos do Itaú Unibanco vêm aí. Dando início às comemorações, o banco redefine sua marca e aposta em um novo conceito institucional: "Feito de Futuro". Sob o novo posicionamento, desenvolvido em parceria com as agências Africa Creative e Galeria, o Itaú se prepara para os próximos desafios e convida as pessoas a refletir sobre o tempo, legado e longevidade.

A mudança é uma maneira de demonstrar a evolução da marca, de destacar seu legado e visão de futuro. Um modo de celebrar a trajetória do banco em evoluir com seus clientes, investindo em tecnologia e personalização de serviço. 

"Temos promovido uma intensa agenda de transformação no nosso negócio e na forma de entregar mais valor. Chegou o momento da nossa marca refletir tudo isso", afirma Eduardo Tracanella, diretor de Marketing do banco.

Cem anos até a nova marca

A história do Itaú Unibanco começou a ser contada em 1924, ano em que João Moreira Salles conquistou a patente de banco para a Casa Moreira Salles no estado de Minas Gerais. Pula para a São Paulo de 1943, quando Alfredo Egydio de Souza Aranha funda o Banco Central de Crédito, que se tornaria Itaú. Em 2008, essas duas instituições se fundiram e deram origem ao atual Itaú Unibanco, o maior banco e a marca mais valiosa do Brasil e da América Latina.

O rebranding buscou resgatar a essência da marca e para isso recorreu à origem do nome, do tupi-guarani, Itaú significa "pedra preta". A nova identidade respeita o legado da marca ao tempo que traz modernidade e quer reforçar não apenas a marca institucional, mas a expressão de todos os segmentos e perfis do banco.

Dessa forma, o laranja adquire mais protagonismo, os azuis agora mais intensos para identificar os segmentos Uniclass e Personnalité, já os tons escuros representam Itaú BBA e Private. O ícone quadrado, simbolizando a pedra, foi lapidado e assume uma forma mais orgânica e fluida.

Voilá, eis a nova marca:



Para desenvolver a nova identidade de marca foram 22 meses de trabalho, cerca de 100 estudos tipográficos, mais de 70 estudos de cores e outros tantos de logotipia, que reavaliaram forma, cor, fontes, grafismos, expressões.

Todo o processo de criação foi levado a cabo pela equipe interna de branding da empresa em parceria com especialistas, como a americana Pentagram, para consultoria estratégica sob condução do design Michael Bierut, e Fábio Haag com seu profundo conhecimento em tipografia.

Compare o antes e depois:



O desafio de criar a nova marca foi respeitar um legado tão sólido, mas sem perder a capacidade de ousar, analisa Clayton Caetano, superintendente de Design do Itaú.

"Nossa essência foi construída ao longo de décadas e com o brilhantismo de grandes nomes, como Aloízio Magalhães, nos anos 60; Francesc Petit, que introduziu a pedra ao logo do Itaú e o laranja na identidade, nos anos 70; e Alexandre Wollner, que destacou o laranja em nossas agências, nos anos 80, e sistematizou a marca com consistência e escala. Eles permaneceram como inspirações para que o novo projeto tornasse a marca mais humanizada, orgânica e contemporânea", revela Caetano.

Madonna, come to Brazil

Após a veiculação de um comercial com a nova marca do Itaú, na noite de quarta-feira, 6, começou a circular nas redes sociais uma imagem da cantora Madonna em uma cena que seria do filme de fim de ano da marca. 

A foto foi tirada em um evento interno realizado pelo banco para apresentar a nova marca aos funcionários.



A partir daí começou a viralizar o boato de que cantora viria para o Rock in Rio, uma vez que o Itaú é o patrocinador principal do evento. 





Após uma madrugada de especulações, a confirmação de Madonna como uma das celebridades da campanha de 100 anos do Itaú foi feita somente no dia seguinte, quinta-feira, 7, em evento realizado para a imprensa. Madonna estrela o comercial juntamente com um time de personalidades como Fernanda Montenegro, Ronaldo Nazário, Marta e Jorge Ben Jor.

O banco, porém, jogou um balde d'água fria na expectativa dos fãs e esclareceu que a participação de Madonna na campanha não tem a ver com um possível show da artista no RIR. 



Repercussão da nova marca nas redes

Tão logo a nova identidade foi divulgada pelo Itaú, uma discussão deu início nas timelines entre os que aprovaram e os que detonaram a mudança. 











Houve até quem disse que faria melhor e em menos tempo.



Pegue uma pipoca e acompanhe a repercussão.

















Inter vs Itaú 

Houve comparações com a marca do banco Inter por conta do formato quadrado e da cor laranja. 

O próprio banco aproveitou o buzz e, um dia após a divulgação da nova identidade visual do Itaú, usou as redes sociais para sugerir que o novo logo do concorrente seria parecido com o seu. Lançando mão de um conhecido meme, fez uma provocação em uma publicação no X:



Ficou muito parecido, de fato.



A questão é: quem está copiando quem?

O Itaú respondeu por comunicado à imprensa que seu rebranding recorreu ao histórico do logo, que usa a cor laranja desde a década de 1970. 

Não mentiu.







A agência que executou o branding do Inter se manifestou, mas também foi rebatida.









Aí, depois, como tudo na internet made in brazil, virou zoeira e meme:







Por fim, com a palavra quem entende de design:





























Veja também:

As 100 marcas mais valiosas do mundo: Apple Top 1 e Airbnb melhor desempenho | Interbrand 2023

 


A Interbrand, consultoria global de marcas, divulgou recentemente seu tradicional ranking das Marcas Mais Valiosas do Mundo. O relatório Best Global Brands é um raio X poderoso do estado das marcas e do valor percebido no mercado global. A consultoria calcula o valor de marca com base no desempenho financeiro dos produtos/serviços que levam o nome da marca, na influência que ela exerce nas decisões de compra e lealdade do consumidor e, ainda, na força competitiva da marca em assegurar ganhos para empresa.

O novo levantamento traz a Apple na liderança [1º] pelo 11º ano consecutivo e a Airbnb como a marca que mais cresceu em relação ao último ano [22%]. Destaque também para o domínio das empresas de tecnologia no topo do ranking e para o setor automotivo ― o que mais cresceu em variação média de valor de marca. Somadas, as Top 100 marcas atingiram o valor total de US$ 3,26 trilhões.

Pé no freio

Porém, a edição 2023 aponta um período de estagnação com desaceleração geral no crescimento entre as maiores marcas do mundo. A taxa de crescimento no valor global das marcas diminuiu de maneira significativa, obtendo um aumento de apenas 5,7% em 2023. No ano anterior, o levantamento registrava elevação de 16%. 

Segundo a Interbrand, tal diminuição no ritmo pode ser atribuída a alguns fatores como falta de mentalidade de crescimento e previsões ruins do mercado. O cenário apresenta-se como tendência de longo prazo. Período em que, sinaliza o relatório, empresas que atuam exclusivamente em seus setores, sem ampliar e diversificar suas atividades, terão um crescimento mais lento no valor de marca.

Muito além do produto

"Depois de alguns anos de forte crescimento de marca, entramos em um período de estagnação, com a tabela deste ano mostrando um crescimento moderado no valor global da marca. Empresas que testemunharam um aumento, incluindo Airbnb [46º], Lego [59º] e Nike [9º], transcenderam as normas estabelecidas em suas categorias e desempenham um papel mais significativo na sociedade e na vida do consumidor", analisa o CEO global da Interbrand Gonzalo Brujó.

Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas de marca, os dados vêm demonstrando que aquelas que atendem a uma variedade mais ampla de demandas dos clientes se mantêm no topo do ranking e representam quase 50% do seu valor total. As análises mostram que empresas que operam em diferentes segmentos são mais estáveis, atingem um aumento de receita mais elevado, maiores lucros e têm maior crescimento. O foco na marca em vez de no produto é um diferencial para tais empresas na hora de tomar decisões de modo que conseguem suprir melhor as necessidades dos clientes para além das categorias.

"Na medida em que continuamos a navegar por ventos econômicos e ambientais adversos, há uma necessidade de cases de aprimoramento de negócios e melhor gestão de marca para impulsionar investimentos futuros e sustentar o crescimento, dentro e além dos setores tradicionais. Aqueles que podem alavancar com sucesso sua marca em novos públicos consumidores colherão os benefícios do forte crescimento", acrescenta Gonzalo.

A avaliação contínua por mais de duas décadas fornece enormes lições sobre o que marcas devem efetuar para se tornarem aliadas de seus consumidores à medida do tempo, garante o CEO da Interbrand no Brasil, Beto Guimarães de Almeida. "As estratégias que trouxeram crescimento superior neste ano foram das marcas que souberam se conectar mental e fisicamente com seus consumidores [Presença], criando uma conexão positiva para muito além da funcionalidade e se tornando indispensáveis [Afinidade]", analisa.

Top 10 inalterado

Empresas de tecnologia, como Apple, Microsoft e Amazon, seguem dominando o topo da lista em valor geral de marca, ocupando as cinco primeiras posições. 

A Apple manteve o Top 1 de marca mais valiosa do mundo. A empresa da maça teve sua marca avaliada em US$ 502,6 bilhões, valor 4% superior ao levantamento do ano passado. Em 24 edições, essa é a 11ª vez consecutiva que a marca conquista a primeira posição.

Após a Apple, Microsoft, Amazon, Google e Samsung mantiveram-se na mesma posição do ranking de 2022, figurando nessa ordem do segundo ao quarto lugar. Entre as Top 5, o maior crescimento de valor de marca foi registrado pela Microsoft, com uma avaliação de US$ 316,6 bilhões, 14% a mais do que no ano passado.

Completam o Top 10 as marcas Toyota, Mercedes-Benz, Coca-Cola, Nike e BMW.


Automativas aceleradas

O executivo Beto Guimarães aponta o setor automotivo como um dos grandes destaques do ranking. O segmento foi o que mais cresceu em variação média de valor de marca [9%] ― uma evidência de que mobilidade no mundo real é tão importante quanto no digital. 

A BMW [10º] marcou presença pela primeira vez no Top 10. A marca alemã, a Toyota [6º] e a Mercedes-Benz [7º] são as representantes da categoria entre as 10 marcas mais valiosas do mundo. Além disso, Hyundai [32º], Porshe [47º] e Ferrari [70º] lograram taxas de crescimento de dois dígitos, cada uma, e garantiram três posições entre as cinco marcas de maior crescimento. Tesla manteve a posição [12º], embora a taxa de crescimento da empresa tenha sido a mais lenta entre as marcas automotivas, aumentando 4,0% em comparação a BMW e a Mercedes, que obtiveram crescimento de 10,4% e 9,5%, respectivamente.

Crescimento do Airbnb

Outro destaque do levantamento, o Airbnb é a marca de maior crescimento em 2023, com variação de 22% no valor de marca em comparação ao ano anterior. A empresa que estreou no ranking apenas no ano passado subiu oito posições, indo da 54ª para a 46ª. Tal aumento expressivo se deve em parte ao forte investimento em branding e a sólidas perspectivas financeiras

O Airbnb detém um valor de marca de US$ 16 bilhões.

Ladeira abaixo

De outro lado, marcas como Budweiser, Intel, Philips, Facebook e 3M viram seu valor de marca cair mais de 5%. Reações negativas do consumidor a parcerias de marketing e outras questões estratégicas estão entre os motivos que levaram ao desempenho aquém das expectativas.

Confira o Top 100:



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10.000 anos de Branding em 6 minutos: um plot twist sobre design e marcas



Ao contrário do que muita gente boa e sincera pode pensar, branding não é algo novo. Nossos antepassados o praticam há milhares de anos.

Design e símbolos [marca] são inerentemente parte da natureza humana. Servem como uma forma de mostrar aos outros, não verbalmente, quem somos, em que acreditamos e o que é importante para nós.

Houve um tempo em que os consumidores estavam interessados ​​exclusivamente nos produtos de uma empresa ― inovações, sabores diferentes, cores diferentes.

Mas hoje, os consumidores querem saber se as empresas das quais estão comprando são dignas do seu dinheiro. Elas atuam com ética? Que valores possuem? Isso é algo que realmente nunca vimos antes.

Branding não é mais apenas uma ferramenta do Capitalismo. Tornou-se uma manifestação profunda do espírito humano. As pessoas não estão apenas interessadas em produtos e novidades, elas estão olhando de forma mais crítica o que as organizações representam. E isso é algo entusiasmante.

Assista ao vídeo:


Veja também:

Van Gogh como você nunca viu | Anúncio impresso criativo

 


A rede francesa de óticas Keloptic contou com ninguém menos do que Van Gogh para atestar a qualidade de suas lentes. Uma pintura impressionista vista através de um óculos da marca "recuperou a nitidez" ― a imagem faz referência aos autorretratos pintados pelo artista holandês. 

Malandramente, o anúncio assinado pela Y&R Paris demonstra como os produtos da empresa são capazes de "desembaralhar" a vista.

A Keloptic apostou em trabalhar a imagem de marca em vez de concentrar esforços em um anúncio de produto. O texto na parte inferior reforça a mensagem e serve como chamada para a plataforma da rede de óticas: "Veja mais claramente por menos no site".

Sem necessidade de título, a peça gabaritou em quatro de cinco características que ajudam a tornar um anúncio impresso poderoso. São elas: título que chama a atenção; texto objetivo e de interesse do público; visual que se destaca; bom aproveitamento do formato; e, por fim, uma chamada para a ação precisa. Como pode ver, pequeno gafanhoto, um bom print não precisa conter necessariamente todas as características.

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Cannes Lions: no penúltimo dia, BR leva 14 Leões e vai a 59 - Africa e AKQA somam 29. Seis categorias entregam 9 GPs

 


A caça aos Leões chegou ao quarto e penúltimo dia em Cannes. O Brasil ganhou 14 Leões e vai a 59 no total - incluindo dois prêmios máximos. Duas agências se destacam: África e AKQA. Com 18 e 11 troféus, respectivamente, elas somam metade das conquistas brasileiras na edição 2021 do Festival Mundial de Criatividade.

Sete categorias anunciaram campeões nesta quinta-feira, 24: Mobile, Radio & Audio, Creative Business Transformation, Creative E-Commerce, Brand Experience & Activation, Innovation e Creative Effectiveness. Chega-se, assim, a 24 áreas com vencedores divulgados, de 28 que compõem o evento.

Das sete categorias, seis delas concederam nove Grand Prix

Vai, Brasil!

Até o momento, o Brasil abocanhou 59 Leões [2 GPs, 12 Ouros, 17 Pratas, 28 Bronzes]. O país estreou na segunda, 21, com 16 Leões [2 Ouros, 6 Pratas e 8 Bronzes]. Na terça, 22, conquistou mais 15 Leões [3 Ouros, 4 Pratas e 8 Bronzes], já na quarta, 23, foram 14 Leões [2 GPs, 2 Ouros, 3 Pratas e 7 Bronzes].

Nesta quinta-feira, 24, BR ganhou outros 14 Leões [5 Ouros, 4 Pratas, 5 Bronzes]. São eles: 5 Leões em Mobile [3 Ouros, 1 de Prata e 1 Bronze], 3 Leões em Radio & Audio [1 Ouro, 1 Prata e 1 Bronze], 1 Leão em Creative Business Transformation [Bronze], 1 Leão em Creative E-Commerce [Bronze] e 4 Leões em Brand Experience & Activation [1 Ouro, 2 Prata, 1 Bronze]. Nas categorias Innovation e Creative Effectiveness, deu ruim, ficamos sem Leões. 

O destaque do 4º dia de premiação foi mais uma vez a AKQA que abiscoitou cinco dos Leões brasileiros, 2 Ouros, 1 Prata e 1 Bronze em Mobile, além de Ouro e Prata em Radio & Audio.

Leões por categoria

MOBILE - 5 Leões para o Brasil [3 Ouro, 1 Prata, 1 Bronze]

O trabalho "Feed Parade", da GUT para o Mercado Livre, conquistou 1 Ouro. "Code of Conscience", da AKQA para o Instituto Raoni, ganhou 1 Ouro [Activation by Location] e 1 Bronze [Innovative Use of Tchnology] e "Stranger Antenna" [veja aqui], da AKQA para Netfllix, levou 1 Ouro [Innovative Use of Tchnology] e 1 Leão de Prata [Brand-led Mobile Apps].





RABIO & AUDIO - 3 Leões para o Brasil [1 Ouro, 1 Prata e 1 Bronze]

O Ouro e a Prata da área foi para o case "Beck’s Frenquenci", da AKQA para a Beck's Beer. Já o case "Alexa`s Burnout", da Africa para Associação Brasileira de Psiquiatria, garantiu o Bronze. A campanha chama atenção para um dos distúrbios que mais afetou os brasileiros nos últimos tempos: burnout. 




CREATIVE BUSINESS TRANSFORMATION - 1 Leão de Bronze para o Brasil

"Santander Ela", da VMLY&R para o banco Santander, único case brasileiro finalista na categoria, converteu em Leão. 


Com o objetivo de falar sobre crédito programado para mulheres que desejam empreender, a campanha parte de pesquisas históricas de grandes mulheres que realizaram importantes feitos, mas não obtiveram o reconhecimento merecido.



CREATIVE E-COMMERCE - 1 Leão de Bronze para o Brasil

O único Leão concedido na categoria a uma agência brasileira foi para o trabalho "Shopping Inside", da Ogilvy para Magazine Luiza Musical Instrumental. A campanha, realizada em parceria com a Deezer, criou o Decifrei para a venda de instrumentos dentro da plataforma de streaming de música.

Assista ao comercial da campanha:


Assista ao videocase apresentado aos jurados do Festival:



BRAND EXPERIENCE & ACTIVATION - 4 Leões para o Brasil [1 Ouro, 2 Prata, 1 Bronze]

BR representou com quatro troféus na categoria. Destaque para o trabalho #GOEQUAL, da Africa para a Go Equal Movement, que garantiu o Ouro. A campanha lançou um movimento de combate a desigualdade de gênero a fim de que todas as pessoas sejam reconhecidas e incentivadas desde a infância à prática de esportes



O case também ganhou Prata na área, Leão que divide com I am Starbucks, da VMLY&R.




Já o Bronze foi para o trabalho "She Can", da Africa para o Guaraná Antártica.



CREATIVE E FFECTIVENESS - 0 Leões para o Brasil

INNOVATION - 0 Leões para  Brasil


9 GPs em 6 categorias

No penúltimo dia do evento, Cannes Lions entregou nove prêmios máximos distribuídos em seis categorias das sete anunciadas: Creative Effectiveness, Creative E-commerce, Creative Business Transformation, Brand Experience, Radio & Audio e Mobile.

Campanhas premiadas foram as dos clientes Nike, Abinbev, Burger King e Carrefour. Confira os GPs por categorias.

CREATIVE EFFECTIVENESS

"Nike Crazy Dreams", da W+K Portland para Nike



CREATIVE ECOMMERCE - 2 GPs

"Tienda Cerca", da Draftline, Colômbia, para Abinbev



"Raising Profiles", da FCB Londres para The Big Issue e LinkedIn



CREATIVE BUSINESS TRANSFORMATION

"Act for Food", da Marcel Paris para Carrefour



BRAND EXPERIENCE - 2 GPs

"Stevenage Challenge", da David Miami e David Madrid para Burger King


"True Name", da McCann Nova York para Mastercard



RADIO & AUDIO

"Sick Beats", da Area 23 para Woojer



MOBILE

"Naming the Invisible by Digital Birth Registration", da Telenor Paquistão e Ogilvy Paquistão para Telenor 4.0



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Band-Aid vai lançar versão para pele escura


Pode uma marca centenária mostrar-se antenada e atuante?

Os famosos curativos Band-Aid foram inventados em 1920 por Earle Dickson, funcionário da Johnson & Johnson. Um século depois, a marca que virou sinônimo da categoria planeja lançar versões para diferentes tons de pele..

J&J pretende, dessa forma, contemplar a diversidade racial. A decisão foi influenciada pelo movimento Black Lives Matter e a série de protestos antirracistas que se espalharam pelos EUA e reverberaram em outros países, como Inglaterra, França e Brasil.


"Nós ouvimos vocês. Estamos escutando vocês. Somos solidários aos nossos colegas, colaboradores e à comunidade negra na luta contra o racismo, a violência e injustiça. Estamos comprometidos a tomar medidas para criar mudanças tangíveis para nossa comunidade negra. Estamos comprometidos em lançar uma gama de curativos claros, médios e mais escuros para peles com tons preto e marrom, para abraçar a beleza da diversidade de peles", escreveu a marca em seu perfil oficial no Instagram.

Além das novas versões, Band-Aid também anunciou uma doação ao movimento BLM, mas não revelou valores. "Prometemos que este é apenas o primeiro entre muitos passos juntos na luta contra o racismo sistêmico. Podemos, devemos e faremos melhor", afirmou.



A publicação recebeu muitos comentários de pessoas questionando a marca o motivo de ela ter levado tanto tempo para lançar um curativo em diferentes tonalidades de pele - Band-Aid completou 100 anos em junho último.

Essa não é a primeira vez, no entanto, que a marca investe em algo do tipo . Em 2005, ela já havia lançado no mercado a linha Perfect Blend, com bandagens de diferentes tons, mas o produto acabou sendo descontinuado pela baixa demanda dos consumidores. "Estamos animados em trazer de volta um produto similar, com mais conforto e flexibilidade, disse por e-mail uma executiva da companhia a Advertising Age.

A porta-voz lembrou ainda que a marca já comercializa a versão Clear Strips, com curativos transparentes que podem ser usados por pessoas de diferentes tons de pele, além de um pack familiar, com 120 unidades, que incluem curativos em tons claros e escuros.

Segundo disse a executiva ao Ad Age, a Johnson & Johnson pretende lançar os pacotes com Band-Aids em tons claros, médios e escuros em 2021.

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