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Você se orgulha do seu trabalho?


"People only take pride in jobs they love". Junte uma frase poderosa, mas meio clichê, e sinergia entre criação e mídia e você terá o outdoor aí de cima.

Repare, a peça para promover os cursos de pós-graduação de uma instituição de ensino traz folhas mal aplicadas, intencionalmente desalinhadas e descolando do suporte, para mostrar que "pessoas sentem orgulho apenas de empregos que amam". Sensacional.

Para mais mídia criativa, clique aqui. Pra mais frases e pensamentos inspiradores, aqui e aqui.

Boa semana ;)

Charge ironiza corte de verbas na educação


Nos traços do Benett, a crise na educação provocada pelo drástico corte no orçamento das universidades. Saiu na Folha do dia 2 de maio.




Enquanto isso:










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Bolsista da PUC-SP, filha de empregada doméstica, faz discurso de formatura poderoso e emociona a internet: 'Resistência'



Ela seria apenas mais uma entre os milhares de jovens brasileiros sem oportunidades, sem perspectivas, sem futuro. Talvez se tornasse empregada doméstica como a mãe, mas Michele Batista Alves ousou fazer diferente.

Era quinta-feira, 15 de fevereiro. O auditório do Citibank Hall, enorme casa de eventos da capital paulista, estava lotado para a cerimônia de formatura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a jovem de 23 anos subiu ao palco e fez um discurso contundente que vem comovendo a web.


"Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica". A aluna de Direito falava em nome dos bolsistas da PUC-SP, um dos cursos mais tradicionais [leia-se elitistas] do país, com mensalidades de 3.130 reais.

"Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública", enumerou Michele. "Me dedico à resistência daqueles que cresceram sem privilégios, sem conforto e sem garantia de um futuro promissor, daqueles que foram silenciados na universidade quando pediram voz e que carregaram, desde cedo, o fardo do não pertencimento às classes dominantes", continuou.


Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a migrante baiana contava brevemente sua trajetória de luta, da conscientização de se identificar como parte dos excluídos, das dificuldades do convívio com alunos e professores de outra classe social.

"Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais."

Palavras que escancaram as dificuldades dos esquecidos, denunciam as desigualdades, expõem a falácia da meritocracia e deixam claro a importância dos programas sociais para a criação de oportunidades.


O discurso de Michele lava a alma e ajuda a resgatar a dignidade de um povo acostumado a resistir. Foi aplaudida de pé.

Ela era só uma estudante bolsista, mas descobriu que pode inspirar muitas pessoas. Diante da repercussão, a agora advogada conta como está se sentindo. "É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim".

No Facebook, o post original de Michele está com 218,8 mil visualizações 6,6 mil reações, entre curtidas, amei e uau, e 5,4 mil compartilhamentos até o momento.

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Boa semana ;)

"We Can Do It": campanha foge de clichês e comove com mensagem inspiradora



Nunca é tarde para se reinventar.

É o que nos mostra o inspirador "We Can Do It". O comercial conta as desventuras de uma mãe com filhos pequenos que enfrenta as bads da dupla jornada de trabalho e o desafio de recomeçar do zero após ser despedida de uma fábrica por causa da automação.


Em vez de chorar as pitangas, ela levanta, sacode a poeira e decide cursar TI [Tecnologia da Informação], atualizando seu currículo e tornando-se mais relevante para as demandas do mercado de trabalho.


Ao som de uma versão de Dream, do Cranberries, nossa heroína é motivada pelo famoso pôster de Rosie, a Rebitadeira.


A icônica ilustração de J. Howard Miller com a frase "We Can Do It!" [Nós Podemos Fazer Isso!] representa as minas que trabalharam em estaleiros e fábricas dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial.


O interessante é que a campanha aplicou em si o conceito de se reinventar.

Em forma de animação, o filme foge dos clichês da categoria - normalmente, os comerciais de universidade são muito parecidos, com jovens sorridentes e blá-blá-blá de um locutor ou celebridade sobre excelência do ensino. Ao mesmo tempo, a campanha humaniza a reinserção no mercado de trabalho.


Criação fora da caixa da 180 L.A para a Universidade de Phoenix, no Arizona, Estados Unidos.

Inspire-se e boa semana!

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Escolas ocupadas: estudantes e sua visão além do alcance


O cartunista Odyr publicou em seu Facebook uma bela charge sobre a ocupação das escolas em São Paulo sob ameaça de serem fechadas pelo governador Geraldo Alckmin.

No texto que acompanha a imagem, Odyr conta que a charge sairia no Caderno Ilustríssima da Folha, mas o editor preferiu não publicar. Em apoio aos alunos, coube a ele soltá-la para o mundo.

A Folha não publicou mas a gente publica. De quebra, dois vídeos para ajudar você a formar sua opinião sobre a reação dos estudantes.

No 1º, a estudante Elena sem H esclarece ao repórter da Globo que não é invasão é ocupação. Dá o confere:



Nesse outro, um garoto enfrenta a PM em uma escola ocupada:



Por último, veja o que uma especialista em educação tem a dizer sobre a ocupação bem aqui.

Depoimento da 1ª jovem a se formar em uma família viraliza nas redes sociais | Formatura em Família - Estácio



Era uma vez uma jovem humilde, cheia de planos e uma família unida que acreditava nos sonhos. Eles se privavam de muitas coisas, assim a moça poderia ser a primeira entre os familiares a concluir os estudos.

Esta é a história real de Alzira, sua mãe Berenice, o esposo e a irmã. Os percalços enfrentados pela família são parecidos com os de milhares de brasileiros que lutam para [sobre]viver. Difícil não se comover.

Com alto potencial de engajamento, o enredo digno de cinema virou um minidocumentário que está bombando nas redes sociais.

Criação e produção da Artplan. Aperte o play lá em cima e saiba mais a seguir.


E aí, curtiu?

Diplomas para todos os familiares é uma boa sacada. Formatura em Família tinha tudo para ser um puta storytelling, mas se perde no excesso de sentimentalismo.

A história é emocionante o suficiente, precisava apelar para uma musiquinha tão piegas?

Os certificados entregues aos parentes não deixam de ser bacaninhas - modelos parecidos podem ser encontrados no hotsite. Por lá, além do filme, há espaço para outros estudantes da universidade compartilharem suas histórias.

Até que ponto, entretanto, a campanha fica só nisso?

A iniciativa é embasada por uma postura institucional que inclui programas de apoio a famílias carentes, como bolsas de estudo e acesso ao primeiro emprego, ou resume-se a videozinho para o Facebook?

Garota do Exorcista estrela comercial de shampoo

Encontrar a verdadeira vocação não é das tarefas mais simples pra um jovem. Se não tá fácil pra ninguém, imagina pra garota do Exorcista. A mina anda um tanto insatisfeita com os convites profissionais que tem recebido.


Embora o comercial se chame Terror, você vai morrer de rir, dá o plei:



Sob a assinatura Se você nasceu para uma coisa, não adianta fazer outra, o objetivo do filme é estimular as pessoas a se darem conta e apostarem em seus talentos. Além de TV, ele poderá ser visto nas redes sociais da Panamericana Escola de Arte e Design.

Criação divertida da AlmapBBDO, curti, mas tenho pra mim que rolou uma inspirada forte no recente comercial de shampoo da Ogilvy para a Dove, clique aqui.

Moleque sem educação

Brincando de Deus

Argumento herege e criativo pra promover o curso de Photoshop do Senac Rio.


A criação é da Grey 141, de São Paulo.


Via