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Após 28 anos, criador de Calvin e Haroldo retorna com Graphic Novel sombria para adultos

 


O mundo dos quadrinhos nunca superou o fim das tirinhas de Calvin & Haroldo. Pois agora, 28 anos depois, Bill Watterson, o reclusivo criador das histórias do menino e seu tigre de pelúcia, retorna em uma nova obra totalmente diferente: uma graphic novel enigmática e sombria voltada para o público adulto.

Intitulada "The Mysteries", a obra que demorou mais de dez anos para ser finalizada não se trata de uma história em quadrinhos, mas de um livro com enredo de Watterson e arte de John Kascht. Foi definido por seu editor, Andrews McMeel, como "uma fábula enigmática e ricamente ilustrada que explora o desconhecido". 


A narrativa nos conduz a um reino medieval atormentado por eventos catastróficos e inexplicáveis cujo rei despacha seus cavaleiros para uma viagem surreal a fim de investigar e solucionar o mistério das calamidades, mas apenas um cavaleiro alquebrado retorna muitos anos depois.

Parceria inédita

The Mysteries conta com ilustrações em preto e branco numa fusão de pintura, desenho, fotografia e escultura. A obra é resultado de uma colaboração inédita entre Bill Watterson e John Kascht, artista gráfico e caricaturista de renome nos EUA que já trabalhou numa ampla gama de publicações, incluindo Mad, New York Times, Golf Digest. Algumas de suas pinturas estão em exibição no Smithsonian National Portrait Gallery. A parceria entre os dois artistas levou anos para se materializar, segundo conta Watterson à imprensa.



Os desafios enfrentados pela dupla para alinhar seus estilos e visões, que inicialmente pareciam incompatíveis, foram abordados no vídeo de lançamento de The Mysteries. A obra foi concebida por Watterson há dez anos como um projeto pessoal de pintura, mas ficou em sua mesa de trabalho por anos, revelou. Ele admite que ficou ''atônito ao perceber que não tinha visão clara das ilustrações que deveriam acompanhar seu texto".

Nesse momento, Kascht entra no projeto. "Estávamos em busca de criar imagens indefinidas para uma narrativa igualmente vaga, talvez o aspecto que mais me encantou na obra", diz Watterson. A colaboração, entretanto, não foi exatamente fácil, em especial pela resistência de Watterson em "dividir a criação" com outro artista, algo que sempre foi visto por ele como um desafio. O cartunista é conhecido pela rigidez em lidar com sua própria obra, especialmente quando se trata de licenciar produtos relacionados a Calvin and Hobbes.



De cara, o realismo detalhista de Kascht entrou em choque com a abordagem mais fluida e improvisada de Watterson. A dupla precisou de um longo percurso para aparar arestas e encontrar um caminho de entendimento. Eles trabalharam juntos na produção das ilustrações, por cinco anos, alinhando seus métodos e estilos tradicionais. "Resolver nossas diferenças em prol de um objetivo comum é quase um ato revolucionário hoje em dia; e estou tão orgulhoso disso quanto de qualquer outro aspecto da colaboração", conta o pai de Calvin & Haroldo.

Assista ao vídeo:



The Mysteries tem 72 páginas, capa dura e formato quadrado, 20,95 cm x 20, 95 cm. Por enquanto, a graphic novel lançada pela editora Andrews McMeel em 10 de outubro último está disponível apenas no exterior. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil, mas é possível adquirir pela Amazon.



Em tempo, as tirinhas de Calvin & Haroldo foram publicadas durante dez anos, de 1985 a 1995. Embora tenha recebido muitos pedidos em todos esses anos, Watterson jamais autorizou a produção de filmes com seus personagens.

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"Acabei de perceber que ficaria muito bem com um bigode", frase e arte do pintor e ilustrador nascido em Madri e radicado em Miami, Javier Mayoral [1961].

Sextou. Para mais conteúdos provocantes, penetre aqui.

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A clássica ilustração Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, uma das imagens mais conhecidas do mundo ocidental, em uma versão Rock'n Roll.

Na charge, a figura do corpo nu que representa o ideal de beleza e a harmonia das proporções toca guitarra e vem com a famosa cartola e cabeleira do Slash, guitarrista do Guns'n Roses e um dos maiores ícones da história do Rock.

Agora uma versão batera:



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Tweet bônus:


Pokémons brasileiros: ilustrador cria 151 monstrinhos inspirados na natureza e na cultura BR

 


Capivara, vira-lata caramelo, loira do banheiro, cachaça, filtro de barro e até feijão no pote de sorvete, o que acontece quando o puro suco da "brazilian culture" é batido tudo junto e misturado?

Um artista brasileiro vem se dedicando ao trampo de criar um "Pokedex" completo e original, com criaturas inspiradas na natureza e na cultura do nosso país. Após oito meses de muita pesquisa e muito desenho, Bág, como é conhecido o ilustrador Wagner Janelli, acaba de lançar a primeira geração de seu Bágdex, com 151 Pokémons brasileiros, os Bágmons.

Chamado "Bágdex: Jornada Brasil", o projeto que deu um jeitinho brasileiro a um dos jogos mais famosos do mundo está fazendo sucesso nas redes. Um dos monstrinhos que mais repercutiram foi o Benjamuitos, evolução do Benjamais, que por sua vez evoluiu do Benja, inspirado no popular adaptador de tomada benjamin.



Outros três que agradaram bastante o público foram o Colote, Cajaça e Véiguerrero. Como podem ver, semelhança com as bebidas alcoólicas Corote, Cachaça e Velho Barreiro não é mera coincidência.


Grande parte das criaturas são baseadas na fauna e flora nacionais, mas estão longe de ser a única fonte de inspiração do artista. Lendas do folclore brasileiro, times de futebol, comidas, personalidades e até memes serviram de tema para a criação dos Bágmons.

Ícones da culinária BR, como Café e Coxinha, e famosos, como Xuxa, Mamonas Assassinas e Juliette, também foram homenageados. Nem mesmo personagens, como o Zé Gotinha, deixaram de ser lembrados. Enquanto o Sansão da Turma da Mônica vem de Sansoelho, tem Loira do Banheiro virando Banloira, Capivara se tornando Capilorde e Cachorro Caramelo se transformando em Viramelo.

Por que nenhum nome oficial da franquia está no projeto? 

"De todos os projetos feitos por fãs que a Nintendo derrubou, 100% deles usavam algo oficial dela pra se promover. Seja o próprio nome "Pokémon", bases de seus próprios jogos [rom's] ou até mesmo personagens existentes e protegidos por direitos autorais, é por isso que não vai ter e não incentivo nenhuma hackrom da Bágdex. Estamos criando um universo livre de amarras com qualquer coisa oficial. Queremos expandir, e por isso estamos criando nossas próprias coisinhas aos poucos", explica Bág.

Universo em expansão

O ilustrador revelou em seu perfil no Twitter que já está trampando em novos Bágmons para expandir ainda mais a Bágdex. Vem uma nova geração com mais 200 monstrinhos por aí. 

Além disso, Bág está desenvolvendo um app do universo, com descrições completas das criaturas e até mesmo narração; um cardgame, "se tudo der certo, teremos a versão física [do jogo]"; tazos; história em quadrinhos e muito mais novidades. Ele afirmou que não irá ter hackrom. "Não quero processo da tia Nintendo", brinca.

Em resposta a um usuário do Twitter, o ilustrador disse não temer um processinho da empresa japonesa, famosa pela rigidez na proteção de suas IPs, inclusive em relação a versões e homenagens de fãs, pois o objetivo de seu trabalho é "representar a cultura do nosso país e não ser fiel à franquia oficial".

O tweet abaixo dá início ao longo fio com todos os 151 pokémons brasileiros publicados por Wagner Janelli. É só clicar nele para ver a lista completa diretamente Twitter. 



Mais informações e detalhes sobre os Bágmons podem ser conferidos no Instagram e no TikTok do artista.



Além disso, você pode apreciar a imagem abaixo com todos os Bágmons reunidos.



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Cartazes criativos minimalistas 'Não beba e dirija': cerveja, maconha e whisky

 


Prints minimalistas e ilustrados apostam em metáforas visuais para reforçar a mensagem: Não use álcool/drogas e dirija. 

São eles: "Bed" [cama], "Cab" [táxi] e "Bus" [ônibus].



No primeiro, acima, a cama na forma de uma tulipa de chopp chama atenção. "Se você beber, durma durante a noite", diz o título do anúncio. 



O segundo cartaz traz um simpático carrinho amarelo pegando uma estrada à noite. O percurso é formado pela fumaça liberada por um cigarro de maconha, aka boldo. Repararam? 

"Se você apertar um, pegue um táxi", diz o pôster, em livre tradução.



Já a terceira e última peça da campanha impressa traz uma pessoa sentada na janela de um ônibus. As janelinhas do busão são compostas por uma série de copos de whisky e a pedra de gelo faz as vezes de poltrona/travesseiro. Notaram?

As ilustras são ambientadas à noite, quando o número de acidentes de trânsito provocados pelo consumo de álcool e drogas costuma aumentar.

Criação da agência Lg2 para a Société de l'assurance automóvel du Québec, a campanha de utilidade pública foi veiculada no Canadá em dezembro de 2020, período das férias de fim de ano em que o movimento nas estradas se torna mais intenso.
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Sextou se os animais falassem edition



Sexta-feira, família! Quem aí desperta seu espírito animal

A distopia acima é cria de Cecília Ramos, ilustradora, quadrinista do Rio de Janeiro e o nome por trás da marca Cartumante

Apostando em tirinhas reflexivas e de zoeira não convencional, Cecília atua na cena independente de quadrinhos desde 2016. Trampou com Telecine, Megapix, Sesc, Faber-Castell e já expôs em grandes eventos como Comic Con e Game Xp. A mina tem um quadrinho publicado de forma independente chamado "Memes São a Salvação". "Faço cartuns, vendo arte, gosto de humor nonsense e cores quentinhas", diz em seu perfil no Twitter.

Confira algumas reações à tirinha:





Chamem os especialistas:















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Bom find

Pequeno Dicionário Ilustrado para o Dia da Mulher e todos os outros

 

"Machista? Eu?"

No Dia Internacional da Mulher, o Claraboia traz um "Pequeno Dicionário Ilustrado" de situações que expõem as diferenças de tratamento em relação a mulheres e homens por motivos de dois pesos duas medidas.

As ilustrações são um convite a repensarmos o machismo estrutural, aquele enraizado em nossa sociedade e em nossos comportamentos de tal forma que muitas vezes sequer nos damos conta.


Flores e homenagens, por mais lindas e bem-intencionadas que sejam, serão desprovidas de sentido se restringidas a uma data e não acompanhadas de uma mudança de postura de todos nós. Não é mesmo?


Arte: Ilustra Clementina, de Aline Corteletti. Artista de Salvador, Bahia.








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Mirou no Robert Pattinson e acertou no Supla: BRs adotam artista gringo após 'falha' em ilustração



O que Robert Pattinson, Supla e um ilustrador gringo têm em comum? Um dos rolês mais divertidos que brotou na internet nos últimos tempos.

Tudo começou quando a ilustração de um artista armênio em homenagem ao ator que vive Bruce Wayne em "The Batman", novo filme do herói de Gottam City, chamou atenção dos brasileiros por motivos de ficou a cara do Supla. 

Zoeiros que são, os BRs flodaram a publicação de piadas. "Robert Supla", comentou um seguidor. "Meu Deus é o Supla mesmo", escreveu outro usuário. 

Acompanhe a tour.



De início, Arthur Shahverdvan ficou pistola com a trollagem dos brasileiros, pois precisava terminar seus trampos. 



Mas diante das centenas de comentários, o ilustrador armênio que nunca tinha ouvido falar do roqueiro paulista de 55 anos quis saber: "Quem é Supla?". 



Arthur logo acabou entrando na zoeira: "correção: não é o Robert Pattinson", brincou referindo-se à arte que deu início ao rolê.



"Desculpe por não admitir no começo que eu desenhei você", brincou o ilustrador em outro tweet, dessa vez marcando Supla.



Empolgado, Arthur também ilustrou o Papito.  



Os brasileiros:











Os BRs não foram na publicação comentar que o Supla era o Robert Pattinson, não né?





Três dias depois, o próprio Supla entrou na conversa e se apresentou ao desenhista e aos seus seguidores: "Sou eu, crianças!"



O cantor, inclusive, compartilhou a arte nos stories do Instagram. 



Em outra ocasião, Supla respondeu a um fã sobre o que achava das comparações. "Acho que tem um cabelo branco que parece mas é só isso mesmo. Talvez um bracelete de metal, alguma coisa assim", disse através da caixinha de perguntas do Insta.



A internet:



Esse dia foi loko:





No final das contas, Arthur agradeceu o carinho dos brasileiros.



O artista trabalha com ilustrações digitais inspiradas em personalidades da cultura pop e possui como referência Robert McGinnis e René Gruau.

Dá para comprar a arte dedicada ao roqueiro brasileiro na loja virtual do ilustrador.



Quem disse que o rolê acaba por aqui?



O gringo segue curtindo o gostinho de ter sido adotado pelos brasileiros.



Inclusive, passou a chamar os brasileiros de "primos" e ganhou um apelido carinhoso:



Também mudou sua bio no Twitter: "Armênio adotado pelo Brasil"



Ele não para, olha quem mais ganhou uma ilustração:



O artista mal acreditou quando a Rainha dos Memes retuitou seu sketch agradecendo o carinho. "Gretchen viu minha arte? Gritando!", comemorou empolgado. 



A referência para a arte, inclusive, saiu de um dos memes mais famosos da Gretchen:



Como não amar Tutu, não é mesmo?



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