O que tem pra beber?

Por aí...

Saiu para levantar o Brasil e caiu de amores | Spotted Protestos


Entre balas de borracha e spray de pimenta, quem diria que você seria ferido pela flecha do cupido?

Se o título aí de cima serve direitinho pra você, trate de ler todo o post agora! Afinal, é 6ª feira e manifestante também é filho de Deus, né! :)

Hoje o Claraboia completa uma semana de postagens dedicadas às manifestações - exceção para Como matar um amor - além de ir às ruas, foi um jeito que encontrei de dar minha contribuição para um país mais bacana.

Olha que Cannes está bombando, prometo falar sobre o mais importante festival de publicidade do mundo em breve.


Conheça o Spotted Protestos RJ, lá você poderá deixar um recado criativo e bem-humorado para aquela gata superpolitizada que fez seu coração patriota bater mais rápido ou aquele cara de brado forte que lhe deixou as pernas bambas em meio à muvuca de manifestantes.

Tenta a sorte, quem sabe ela[e] lê e vocês não marcam de fazer a revolução juntos ;)

O Spotted Protestos RJ ainda tá começando, mas o Spotted: Manifestação Contra o Aumento Das Passagens RJ já conta com 1.580 curtidas. Dê uma moral para o cupido e entre nos dois hehe

Pra quem não sabe, Páginas Spotted são canais de cantadas que, no Brasil, surgiram inicialmente em universidades. Funcionam como um classificado, no qual seguidores podem publicar detalhes sobre quem procuram anonimamente no Facebook.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui.

Criatividade em cartaz: as marcas que mais bombaram nos protestos


Fiat, Coca-Cola, Facebook, Halls, Mentos, Johnny Walker são marcas que têm sido usadas em cartazes nas ruas e em imagens nas redes sociais para reverberar a voz dos manifestantes na luta por um Brasil mais justo.

Um cartaz no meio da multidão conta com apenas alguns segundos para ser lido. Usar nomes de marcas remete a um universo de significados já conhecidos e imediatamente compreendidos. Ponto para as marcas aí de cima que incutiram na cultura popular posicionamento e imagem claros a ponto de se tornarem referência.


A Fiat foi a primeira. A campanha Vem pra Rua virou bandeira para muitos manifestantes. A música foi usada como trilha sonora de um vídeo com imagens das manifestações [veja aqui] e a hashtag #vemprarua bomba nas redes sociais como porta-voz dos que se levantam contra o status quo.

Frases criativas como "A geração Coca-Cola acordou", clara referência à conhecida inércia da juventude dos anos 80 ou "Jogaram Mentos na geração Coca-Cola", alusão aos vídeos que bombaram há alguns anos onde a bebida jorrava longe quando jogavam uma pastilha dentro da garrafa, numa metáfora para a mobilização das pessoas, e ainda "Odeio bala de borracha. Joga um Halls" mostram que os verdadeiros donos das marcas não são as empresas, mas as pessoas.

A hashtag #ogiganteacordou também tem sido bastante usada. É herança da campanha Keep Walking Brazil de 2011, da Johnny Walker. Primeira peça local criada pela marca, o filme  mostrava o Pão de Açúcar se transformando num gigante, numa analogia ao progresso do país e ao trecho "gigante pela própria natureza" do hino nacional. Um baita conceito que hoje tem sido aproveitado na forma de vídeos, imagens e ilustrações pelos manifestantes para mostrar que o Brasil acordou.


As manifestações que invadiram as ruas nasceram no Facebook, a rede social é a principal plataforma de comunicação dos manifestantes. Por outro lado, a marca tem sido usada como símbolo de inércia e passividade. Frases como "Saímos do Facebook" simbolizam o despertar de toda uma geração.

Das principais marcas presentes nas manifestações, quem se deu mal foi a Rede Globo. A líder em audiência no país, desde sempre associada à elite dominante foi parar na boca do povo acusada de noticiar versões deturpadas dos acontecimentos. A marca tornou-se símbolo da grande mídia que esconde informações importantes da população. Globo #fail.








Jogaram Mentos na Geração Coca-Cola | Os melhores cartazes das manifestações

O Brasil está tomado e não só por indignação, a criatividade dá o tom nos cartazes levantados pelas ruas. Além do título que abre esse post há outros como: "Odeio bala de borracha - joga um Halls", "Seu gás de recalque bate no meu vinagre e volta" e "The jiripoca is going to pewpew". Tem muito mais, Dá um confere na lista com os Top 23 selecionados pelo Não Salvo.









Via

Como matar um amor


De todas as coisas que já matei, a mais doída, sem dúvida, é matar um amor. Porque um amor nunca morre sozinho. Com ele morrem sonhos, morre uma história e morre um pedacim de nós dois.

Há muitas formas de se matar um amor.

Às vezes uso um punhal, outras sufoco pouco e lentamente com o travesseiro que antes fazíamos amor... mas, não importa o modo, sou eu quem sai ferido no final.

Ferido, mas vivo. Cicatrizes secam.

Morto, aquele [des]amor me faz mais forte. Alguns assassinos ficam mais duros também. Eu nunca.

Posso matar amores, mas nunca mato O Amor.

Na parede: o pôster aí de cima dá pra comprar aqui

[Atualizado em 22.06.2013]

Procurei à exaustão pela trilha sonora perfeita para o crime. Não encontrei. Surpreendentemente, a música chegou até mim pela inocência - através das mãos de um anjo cujas asas se abrem para o recomeço:



Se prefere emoções mais fortes como eu, fique com a versão produzida por Peter Rauhofen.

A importância da praça pública nas manifestações populares

Google lança vídeo onde exalta o espaço público e o direito à manifestação. Não, o vídeo não tem nada a ver com os acontecimentos Brasil afora, mas é uma feliz coincidência.

O objetivo da empresa é promover a ferramenta Hangouts On Air, mostrando como a internet e as redes sociais assumiram o status virtual das antigas praças e se tornaram palco de manifestações. O recurso de Hangout possui transmissão ao vivo e pode ser usado para reivindicações, discursos e diálogos com autoridades.

Em tempos em que o Gigante acorda e vai pra rua, nada mais apropriado. Aperte o play:






Vem pra rua


Música da campanha Vem pra rua da Fiat embala vídeo com imagens das manifestações:



A gente está acostumado a ver a publicidade se utilizar dos acontecimentos. Neste caso, o caminho foi inverso. Curti!

Veja o filme original:



A adoção do jingle e do slogan como palavra de ordem tem rendido visibilidade à campanha, se isso será positivo ou não para a marca só dá pra saber quando toda essa história chegar ao fim.

Página da web com notícias e fotos sobre as manifestações e, logo acima, banner da Fiat: mera coincidência?