Sobre Nissim Ourfali, a alemã "feia" da Copa e o direito de não virar meme


Lembra do Nissim? O garoto com nome de miojo que gosta de ir pra Baleia [aqui] ficou famoso depois do vídeo bizarro nonsense do seu Bar Mitzvah bombar na webz. A família Ourfali não gostou nada e meteu o Google no pau, pedindo a remoção de todooos os vídeos do moleque da internet.

Sabe de nada, inocente! Quanto mais apelaram para censura, mais o vídeo se espalhou pela rede mundial de computadores [clichêzinho ultrapassado].

O tempo passa, o tempo voa e, dois anos depois, acaba de sair o resultado do imbróglio: deu ruim para o Nissim [rimou haha]. O juiz Arthus Fucci Wady [que nome é esse!], da 1ª Vara Cível de São Paulo deu ganho de causa ao Google. Segundo o Sr. Fucci Wady é impossível fazer que todo o conteúdo seja retirado sem a indicação das páginas onde está hospedado. Além do vídeo original, paródias e releituras se espalharam pelos quatro cantos da webz.

"Para espanto do autor, a circulação do vídeo tomou proporções inimagináveis, à medida que o vídeo postado alcançou a impressionante marca de 3 milhões de visualizações", diz o Dr. Wally Wady. Além de engolir a viralização, os Ourfali terão de bancar os custos do processo, aceitaaa família!


Mas o que a alemã "feia" tem a ver com tudo isso?

Primeiro, deixe-me apresentá-la. A imagem bombou durante o jogo da final da Copa, geral deu risada e compartilhou. Pois a moça é de família e tem nome, Ulrike Neumann, uma comissária de bordo apaixonada por futebol e pelo Brasil, tanto que fala português: "Estragou a Copa para mim. Eu fiquei chorando durante dois dias. Não fui comemorar o título tão desejado da minha seleção porque já começaram a me reconhecer e fazer piadas ainda no estádio, me mostrando a foto, querendo tirar fotos comigo. Aí em vez de ir pra festa eu fui pra casa sozinha". Ai, que dó! Deu ou não deu pena da Ulrike?

A história de Nissim e da alemã comprovam o poder para o bem e para o mal da internet. Sou a favor da livre circulação de informações, mas não dá para dar de ombros, lavar as mãos e cagar para o impacto que ela provoca na vida das pessoas que viram meme sem querer, principalmente quando geral tá rindo às custas delas.

E se fosse você? Imagine três milhões de pessoas tirando um sarro da sua cara. Que consequências esse tremendo bullying tem para um garoto de 13 anos? Alguns dirão: a família de Nissim sofreu as consequências de postar o vídeo publicamente no YT, mas e a alemã que culpa tem? Só em uma das imagens que viralizaram no Face, foram mais de 10 mil compartilhamentos.

Cada vez mais pessoas se expõem por aí. Smartphones e planos 3G mais baratos tornaram todo mundo potenciais papparazzi e, ao mesmo tempo, vítima do próximo meme a bombar na webz. Você está preparado para ver sua imagem ser usada indevidamente, virar a bola da vez sem querer e até sem saber?

E aí, caro Manolo, caiu na rede é peixe? O direito de não virar meme é legítimo ou censura?

Rio 2016 e lá vamos nós | O Amanhã Começa Agora - Nike


A Copa 2014 foi escolhida a melhor de todos os tempos ever, mas o Brasil saiu do Mundial com o gosto amargo do 7 x 1. O jeito é superar a ressaca e bola pra frente. A Nike aposta nesta capacidade de superação dos brasileiros e foca nas Olimpíadas de 2016, lembrando que O Amanhã Começa Agora em mais um filme da campanha Ouse Ser Brasileiro.

Belas imagens revelam as emoções dos atletas antes, durante e depois de uma competição, sem narração, acompanhadas apenas pela trilha de Andy Quin. O filme conta com a participação de Leandrinho, Anderson Varejão, Ana Claudia Lemos, Yane Marques, Maria Clara e Carol Salgado. Dê o play:



Criação da Wieden+Kennedy São Paulo, com produção da PBA Cinema.

Em tempo, a campanha Ouse Ser Brasileiro foi lançada pela Nike bem no início da Copa do Mundo quando geral acreditava que não ia ter Copa ou que o evento ia dar ruim por aqui. No filme de estreia, palavras deixadas por Ayrton Senna, incentivavam os brasileiros a seguir em frente, porque um dia, e de alguma maneira, chegaríamos lá. Belíssima mensagem, reveja:

Ícones da cultura pop recriados com fita cassete em imagens espetaculares


Do lixo à arte. Velhas fitas K7 ganham novos sentidos através do talento de Erika Iris Simmons. A norte-americana recria bambas da cultura pop como Jimi Hendrix, Audrey Hepburn e Marilyn Monroe a partir dos rolos de fita magnética.

As imagens incríveis da artista, mais conhecida como Erika iri5 nas redes sociais, chamaram atenção do diretor Ethan Lader, que a convidou para ilustrar o clipe do cantor Bruno Mars, Just the Way You Are, com mais de 425 milhões de views no YT.

Veja o clipe e em seguida uma mostra dos quadros de iri5:



Alfred Hitchcock

Marilyn Monroe

Michael Jackson

Beatles

Pulp Fiction

Audrey Hepburn
Bob Marley

John Lennon

Jimmi Hendrix

Led Zeppelin

Madonna

Bob Dylan

Debbie Harry

Miles Davis

Santana

Cocôs prisioneiros em anúncio para o laxante Dulcolax

Clique na imagem para ver ampliado.

Tosco, nonsense, bizarro, chame do que quiser. Impossível ficar indiferente ao print aí de cima. Um dos mais perturbadores anúncios do ano, segundo o Ads, mostra cocôs [Eca!] como se fossem presos para uma campanha do laxante Dulcolax e vem causando na webz.

Será que é isso mesmo?, a primeira impressão é logo substituída. Sim, uns mais altos, outros mais gordos e até um que parece anão, mas todos cocôs [Eca! Eca!]. Cabisbaixos, entendiados, desesperados por se verem livres.

A arte de Danny Li, Band Bai e QinQian chama atenção pela riqueza de detalhes, um dos cocôs [Eca! Eca! Eca!] personagens, inclusive, marca o tempo, dias, talvez semanas, na parede. O texto confirma: "Só você pode libertá-los" e um balãozinho mostra a imagem do laxante.

Os criativos levaram a expressão "prisão de ventre" ao pé da letra, o buraquinho no centro do anúncio é isso mesmo que você está pensando. Tensoooo ;)

Criação da McCann Healthcare Worldwide.

Curtiu? Então, clique aqui para ver uma bunda pedindo silêncio. Pra mais soluções criativas para vender remédios aqui.

Fã imita voz de 21 personagens da Disney e Pixar em cover de Let it Go e bomba no YouTube


"Quem canta os males espanta", o dito cai como uma luva para desanuviar o climão da 2ª feira e parece ter inspirado o americano Brian Hull a postar um vídeo que tá empolgando os fãs de animações. O cara de 22 anos imita as vozes de personagens da Disney e da Pixar ao som de Let it Go, de Frozen [Oscar de melhor animação e melhor canção original].

Aperte o play e solte a voz ao lado de bambas como o javali Pumba, o suricato Timão e o leão Scar, de O Rei Leão, os cachorros Dug e Alpha, de Up e o capitão Jack Sparrow, de Piratas do Caribe, além de Mickey, Minnie, Pateta e muitos outros:



Hull teve a ideia de fazer do mashup que está bombando na webz para participar de um concurso da Disney e concorrer a um vale-presente de 100 doletas em compras na Disney Store. Sua voz potente deu vida aos personagens no estúdio da Dallas Baptist University, onde estuda. Ele sonha ser um grande cantor e, pelo visto, talento não falta.

Confira a versão original do filme da Disney:



Publicidade fail: quando a propaganda fica na bad

Acaso, ângulo, coincidência, falta de planejamento, tudo isso e mais um pouco… veja uma lista de situações em que a publicidade deu [muito] ruim.


























Teve Copa à beça: 2 vídeos de despedida da melhor Copa do Mundo de todos os tempos ever



"Belos gols, cor, moda, atmosfera, resultados chocantes e uma mordida fizeram de Brasil 2014 a melhor Copa do Mundo" de todos os tempos. Não sou eu que digo, mas a BBC. O Claraboia espana a saudade do Mundial com dois vídeos incríveis. O 1º aí em cima, do Twitter, sem dúvida uma das retrospectivas mais phoddásticas da Copa, e o vídeo de despedida da emissora britânica. Aperte o play e que venham as Olimpíadas ;)



A BBC perguntou a seus leitores na web qual foi o melhor Mundial . O Brasil foi campeão com 39% dos votos :) Em 2º, a Itália 1990, depois a Copa de 1996, na Inglaterra e, em seguida, as de 1998 e de 2006, na França e na Alemanha.



Até Maradona se rendeu à simpatia e carisma dos brasileiros, não sem alfinetar o 7 x 1. Para ele, a Copa ajudou a desconstruir a exagerada imagem de violência do país. "Fora o resultado esportivo, o Brasil ganhou como país. Não se teve esse medo que nos colocavam antes de vir ao Brasil", disse num programa de TV do canal argentino TeleSur [aqui]. "Antes de vir ao Brasil, eu estava em Dubai e falavam como se estivesse indo à Síria. Mas isso é coisa de gente que não sabe que aqui tem gente boa e que sabe respeitar. O brasileiro quer bem ao turista, ele respeita e valoriza muito o turista. Na Argentina isso não acontece. Por que não podemos ser assim?", completou.