Num cabaré frequentado por touros, raposas e outros bichos o clima de pegação rola solto até que as coisas começam a ferver quando gatos e cães resolvem passar a limpo suas diferenças. O que se vê daí em diante é um banho de sangue.
Com uma pegada pop underground, o clipe de animação dirigido por Double Ninja abusa da estética do sexo e da violência - mistura de Drive com um quê de Tarantino - sob as batidas de Lone Digger, da banda francesa Caravan Palace.
Os caras fazem um som meio Daft Punk meio jazz cigano, dançante e classudo.
Hackers versus terroristas. Diga adeus ao mundo como o conhecíamos.
O Anonymous declara guerra ao Estado Islâmico. "Vocês devem ficar sabendo que nós encontraremos vocês e não deixaremos vocês em paz. Lançaremos a maior operação já vista contra vocês”, afirma o porta-voz mascarado em francês.
Com integrantes espalhados pelo globo o grupo de hackers promete trabalhar unido numa ofensiva para derrubar o ISIS na web. "Esperem por ataques massivos. A guerra está declarada”, manda o papo reto. O Anonymous ainda diz que o povo francês é mais forte do que o EI e vai sair dessa atrocidade ainda mais fortalecido.
Tensooo.
Por outro lado, solidariedade na forma de traços e cores.
Osama Hajjaj
Cartunistas e ilustradores de todo o mundo homenagearam as vítimas dos atentados de Paris que matou cerca de 130 pessoas dias atrás, deixando centenas feridas e o planeta de luto.
Isso mesmo. A palavra do ano 2015 não é beeemm uma palavra.
Explico.
Todo fim de ano, o dicionário Oxford escolhe a palavra mais bambambam do ano que passou, aquela que melhor representa o estado de espírito, o comportamento e preocupações do período.
Para 2015, escolheram um emoji - o Rosto com Lágrimas de Alegria.
Pasmem, o zeitgeist de 2015 é .
Pela 1ª vez decidiram por um pictograma. Antes de torcer o nariz para a notícia, lembre-se, emojis são mais que carinhas para enfeitar conversas fúteis no Snapchat.
Simples, não simplistas, representam todo um universo de sentimentos, expressões e até reações complexas que podem ser entendidas por geral [ou quase] no planeta.
Esse ano, a Oxford Dictionaries fez uma parceria com a SwiftKey para mensurar a popularidade dos emojis. O foi o mais usado em todo o mundo.
A propósito, o uso da palavra emoji também bombou. Incorporada ao idioma inglês desde 1997, a palavra foi usada três vezes mais em 2015 do que no ano anterior.
A ~palavra~ do ano de 2015 indica uma evolução na forma como nós humanos vemos e nos comunicamos com o mundo. Um passo além na relação com a linguagem. Irado, né.
Curioso pra saber as outras palavras que concorreram com o "Chorando de Rir"? Entre elas, "bloqueador de anúncios", "refugiado" e "economia colaborativa".
Dá uma olhada no do shortlist da Oxford University Press:
O vídeo de apenas 15 segundos de uma briga de escola entre duas garotas começou a ser compartilhado nas redes sociais na manhã desta segunda-feira,16, e se espalhou pela webz, rendendo milhares de memes, paródias e releituras.
Seria apenas mais uma briga de colégio, não fosse a reação épica da perdedora que se levanta ao final do entrevero, faz pose "Turn Down For What" e manda a seguinte provocação pra adversária [claramente, vencedora]:
[Atualização: Jessica não foi páreo para as normas do YouTube, a plataforma está removendo tooodas as cópias. Corre pra ver!]
A treta ganhou, inclusive, perfil no Twitter:
Eu não sei quem é a menina que apanhou da Jessica mas posso dizer com toda a certeza que virei fã.
Muita gente está fazendo comparações com as provas da escola, os gols da Alemanha, a derrota da Ronda Rousey e a própria vida.
Como diria o lutador aposentado e pensador contemporâneo, Rocky Balboa, "Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha".
A treta foi parar no perfil da @jessica, gringa que não tem nada tem a ver com o amor dos brasileiros pelos memes. O Tweet dela perguntando quando a zoeira vai acabar já está com mais de mil compartilhamentos:
Pra outro olhar sobre o episódio, dessa vez nada condescendente e muito mais a ver com que o blogueiro de fato acredita, há esse Textão. Uma ~porrada~, cuidado vai doer.
Após ler o artigo da Nathalí Macedo, alguns me taxarão de incoerente. Eu responderei: - E daí, durmam com o barulho da minha humanidade!