Chamem a Neosa!

Algumas marcas criam identificação com o público, outras não. As últimas tendem a sucumbir. Simples assim.

Neosaldina, medicamento do laboratório Nycomed, se enquadra no primeiro tipo. Tanto que recebeu um apelido criado pelo próprio consumidor, que foi adotado pela estratégia de comunicação da marca. Lembra da Neosa?



Para ler mais, clique aqui.

Beleza plástica e destrutiva 2

Imagens impressionantes provocadas pelo pior terremoto da história do Japão, seguido de tsunami. Há menos de um mês, fiz um post parecido. O mundo está tremendo e isto não é a continuação de um filme de ação.

[Clique nas imagens para ampliar]

Via G1.

Strip-tease

Conheça Sally, quanto mais forte [ou longo] forem seus argumentos, mais ousada ela é.

Calma, calma, trata-se apenas de uma personagem para estimular o uso de senhas mais seguras. Isso mesmo, a moça tira a roupa conforme a complexidade da senha. Criada em pixel art, Sally está ansiosa esperando por você, digo, seu código está pronto para ser usado em qualquer site. O Naked Password é gratuito, só clicar aqui.


Como criar uma senha segura

Especialistas em segurança da informação aconselham a não cair na tentação de utilizar combinações simples como 123456 ou datas de nascimento, nem frases populares como A vida é bela ou palavras comuns como Deus. Escolha sequências alfanuméricas, com letras e números, e que possuam ao menos oito caracteres.

Cadê você?

Fácil ver o cavalinho na imagem abaixo, não? Mais complicado é identificar a imagem da criança que o monta. O efeito branco sobre preto [ou seria preto sobre branco?] cria a ilusão de que ela desapareceu. Solução genial para o logo de uma associação americana de crianças desaparecidas, desenvolvido por Sibley/Peteet design. Incrível o que se pode criar com formas simples e apenas duas cores.

Li por aí

Obrigado àqueles que gostaram do post Descubra a vida selvagem. Tenha filhos. Em especial, à Marcela e à Joanna pelos comentários. Respondendo à pergunta, vi a frase que o entitula adesivada no vidro traseiro de um carro, tempos atrás. Há outra sobre filhos que também gosto muito, embora seja, ao contrário da anterior, bastante pessimista:

Não tive filhos. Não transmiti a nenhuma 
criatura o legado de nossa miséria.

Frase que encerra o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas [1881], de Machado de Assis. Para ilustrar este post, um anúncio fantasma da vodca Smirnoff.

O amor por estratégia: o bem-sucedido case de reposicionamento do Sazon



Nos idos anos 90, o Sazon, pré-tempero da Ajinomoto, não atingia bons desempenhos de venda pois era mal-interpretado pela dona de casa brasileira. A estratégia da marca seguia o padrão família feliz de anúncios de margarina, o que resultava numa comunicação inconsistente com categoria de produto pouco diferenciada. Ainda havia a concorrência de grandes competidores, como Nestlé e Arisco.

O público, composto por donas de casa das classes B, C e D, passava por um período de mudança de valores e possuía um conflito em especial. Equilibrar as responsabilidades de se trabalhar fora, 40% das mulheres já estava no mercado de trabalho, com os deveres do lar, entre eles, exercer o papel de mãe e cozinhar bem. Se por um lado, possuíam referenciais modernos, eram independentes e tinham auto-estima cada vez mais elevada, por outro, não abriam mão de preparar a refeição para a família, e aí o grande segredo estava no tempero, assim como faziam suas mães e avós.

Era preciso refletir essa nova realidade na comunicação da marca e oferecer um produto que de algum modo tirava da mulher a responsabilidade pelo resultado da comida, sem obviamente expor o segredo da dona de casa. A Loducca, agência que atendia a conta na época, decidiu pelo seu reposicionamento. O que fez com maestria. Para isso desenvolveu um novo conceito: Sazón. Quem ama, usa.

A marca resgatava, assim, o lado materno que estava sendo deixado com a entrada da mulher no mercado de trabalho, isentando-a da culpa de utilizar um produto para dar mais sabor à comida. Sazón passou a ser uma forma de religar essas mulheres às suas raízes. Muito mais que um simples pré-tempero.

Hit da época, a música É o amor, de Zezé di Camargo e Luciano, contribuiu para o sucesso do reposicionamento.

Dizer que a comida foi feita com amor contribuiu para um aumento de vendas do produto de 19 para 120 toneladas/mês, em apenas oito meses, atingindo 500 toneladas/mês ao final de cinco anos. Tamanha foi a força que a expressão caiu no gosto popular e virou mania nacional, usada até hoje.

Em 2009, o conceito foi repaginado e o amor volta a ser tema da comunicação da marca, agora com a conta na Dentsu. Veja um dos vídeos a seguir:

Feliz é cachorro que pode fazer xixi em qualquer poste



Marchinha do Xixi pede Carnaval sem xixi na rua

A frase que dá título ao post estampava a fantasia de um folião que seguia o Bola Preta, bloco tradicional do Rio de Janeiro, e não deixa de ser uma resposta bem-humorada à campanha do jornal O Globo. 


Fazer xixi na rua não é civilizado, de fato. Cabe ao poder público disponibilizar um número suficiente de banheiros químicos, coisa que não aconteceu neste carnaval.


[Irreverência carioca]