Se no Natal crianças aguardam ansiosas pela chegada do bom velhinho, os britânicos - e amantes da publicidade em todo o mundo - ficam na expectativa pela campanha de fim de ano da John Lewis. Os famosos comerciais natalinos da loja de departamentos são uma tradição no Reino Unido.
Pois dessa vez o filme quase não saiu, acredite. Em 2020, a marca vem passando por dificuldades devido à pandemia, apesar disso, conseguiu lançar a comunicação a tempo para o Natal.
A campanha "Give A Little Love", em parceria com a Waitrose e mais uma vez sob a batuta da Adam&Eve/DDB, mostra o impacto que as demonstrações de carinho no dia a dia podem provocar na vida das pessoas, especialmente em tempos de pandemia e distanciamento social.
Com dois minutos de duração, o filme lançado em novembro, 13, caminha por diferentes formatos, da animação stop motion, passando pelo CGI, ao live-action. Oito artistas participaram do projeto, nomes como Chris Hopewell e Sylvain Chomet, dirigidos por Oscar Hudson. As inúmeras trocas de estilo ajudam a ressaltar cada elo, cada trecho, cada realidade, na composição de toda a cadeia do bem.
Embora o filme tenha vários protagonistas, o poder da gentileza é o centro da trama - tudo isso ao som de "A Little Love', na voz de Celeste.
Campanha de doação: como ajudar
Esse ano, devido à vulnerabilidade provocada pela pandemia, a John Lewis e a Waitrose estão promovendo junto aos esforços de comunicação uma campanha de doações com a meta de arrecadar até 4 milhões de libras para as instituições de caridade FareShare e Home-Start, que dão suporte a famílias em risco social no Reino Unido. Para doar ou saber mais detalhes, assista ao filme de apoio neste link
Chuva de amor
Todo ano, os bichinhos fofos que protagonizam os comerciais da John Lewis rendem milhões para a marca com a venda de animais de pelúcia e merchandising. Esse ano é diferente. Alguns itens que aparecem no filme, como o adorável guarda-chuva em formato de coração, poderão ser adquiridos e todo o valor arrecadado com a venda será destinado às instituições de caridade.
Confira no início do post o aguardado comercial de Natal da John Lewis.
Embalado por uma deliciosa versão de "Forever Young" capaz de aquecer qualquer coração entristecido, o filme de Natal do McDonald's UK celebra a oportunidade que essa época nos traz de resgatarmos nossa criança interior.
"Inner child", criança interior, em livre tradução, é encantador. O comercial nos apresenta a Tom, um adolescente que trava uma luta interna entre a criança que foi um dia e o adulto que deseja ser. A mãe tenta engajar o garoto nos preparativos para o Natal, mas Tom rejeita os esforços resistindo a se deixar tocar pelo espírito natalino. Sua "criança interior", entretanto, revela uma outra reação.
Em campanha assinada pela Leo Burnett Londres, o filme em formato de animação dirigido por Againstallodds, da Passion Pictures, mostra o McDonald's como uma alternativa às ceias e rituais tradicionais comuns no período. Além do comercial que estreou em novembro, 15, a campanha é composta por peças para mídia digital e ações nas redes sociais.
Sem menções à pandemia, marca opta por campanha de doação
A rede de restaurantes fast food no Reino Unido optou por não mencionar a pandemia em sua campanha de fim de ano. Trazer como trilha sonora "Forever Young", cuja letra poderosa fala de se manter otimista e confiante mesmo em face de momentos difíceis, talvez seja a única referência à situação pandêmica.
Em contrapartida, O McDonald's UK vai doar 10 pence [centavos de euro] por cada play da canção para instituição de caridade FareShare - o cover da música da cantora e compositora britânica Becky Hill foi lançado em um single.
Após ameaças, processos e bombas, o Porta dos Fundos não se intimidou com os ataques do ano passado e lançou seu Especial de Natal: "Teocracia em Vertigem". Na edição 2020, Jesus gay cede a vez a um Cristo rapper e à crítica política e contra o extremismo.
O especial é inspirado em "Democracia em Vertigem", documentário de Petra Costa indicado ao Oscar e conta com a participação especial de Emicida, Teresa Cristina e da própria Petra. O Porta dos Fundos falou sobre a atração, do processo de criação aos medos de retaliação em uma coletiva de imprensa com Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Antônio Tabet [Kibe], João Vicente, o diretor Rodrigo Vander, e o CEO Christian Rôças [Crocas].
Com "Teocracia em Vertigem", o Porta enfrentou o desafio de fazer uma produção digna de alcançar a qualidade de Emmy - prêmio conquistado por "A Primeira Tentação de Cristo", de 2019, - e de modo remoto por motivos de coronavírus.
Além disso, após a repercussão de seu último especial, o grupo precisou superar os ataques nas redes, tentativas de censura por deputados, processos de igrejas e pastores e até um perigoso ataque de coquetéis molotov em sua sede, no Rio de Janeiro. O ataque terrorista aconteceu na madrugada da véspera do Natal de 2019, o local estava vazio e, por sorte, ninguém se feriu.
Um dos suspeitos, Eduardo Fauzi, foi preso na Rússia, extraditado, virou réu e teve a prisão preventiva decretada em setembro de 2020. Tenho certeza que só estamos vivos porque Jesus era só gay… Se fosse gay e preto, seriam seis bombas, brincou Tabet.
A trupe esclarece, porém, não ter ficado abalada pelo acontecido. "Nos sentimos mais tristes do que sentimos medo,” contou João. Nem por um segundo, no entanto, eles pensaram em desistir de continuar com o próximo especiais. Era algo sabido e acertado: ele existiria.
Processo de criação e pandemia
Os especiais de Natal já são uma tradição do Porta. "É o nosso Super Bowl. As pessoas esperam por isso o ano todo", brincou Crocas. Por isso, são bem planejados. O processo de criação começa no início do ano, perto de março, e se estende até outubro, aproximadamente.
Este ano foi igual, mas eles tiveram de se adaptar por conta da covid. Eles precisaram desenvolver o projeto de modo a não criar aglomerações - um desafio e tanto, Jesus tinha 12 seguidores, isso já é multidão.
Tacale reuniões de brainstoming até que Gabriel Estevez, roteirista, lançou a braba: um documentário. Assim, raramente seria preciso mais de uma pessoa por cena, afinal eram na maioria entrevistas individuais. Também na hora, Estevez sugeriu o tema, uma paródia do doc de Petra Costa sobre a fase do PT na política brasileira.
Para se preparar, a fim de que o especial saísse bem feito e com base, nível Grammy, Porchat resolveu ler o Novo Testamento. Além da fidelidade à Bíblia, outra preocupação foi que o especial não fosse desrespeitoso aos cristãos. Porchat entregou o roteiro pronto para pastores lerem. Eles adoraram, deram risada e até sugestões de piadas. Emicida no papel de Simão, inclusive, foi dica de um pastor, afinal, o apóstolo era negro.
"Nossa ideia nunca foi destruir os valores cristãos, ao contrário disso, o especial é cristão. É sempre um resgate do Cristo vivo, tornamos ele vivo quando fazemos o especial", pontua Duvivier.
A política veio como tema de forma natural, além do assunto estar em voga é algo presente na vida das pessoas. "Só se fala em política. Todo assunto termina em Bolsonaro - criança fala de política, o vírus é política, futebol é política. Então, por que não colocar no especial?", questiona Porchat.
Filmagens e elenco
Para superar a dificuldade de fazer audições e testes sem contato direto em meio à quarentena para a escalação dos atores, o Porta optou por priorizar atores próprios e chamar quem já conhecem. Já as filmagens, algumas foram externas, em locais amplos de Vargem Grande [SP], outras em estúdio, ventilado, limpo constantemente e cheio de máscara e afins. Não houve um só caso de contaminação por coronavírus durante a produção.
Curiosidade: a produção contou com apenas um figurante que se revezava em vários papéis para evitar muitas pessoas juntas no estúdio. Porchat, que acompanhou todo o processo das filmagens, também fez figuração.
Campanha de divulgação
O mote da estratégia de lançamento foi todo em cima da ação perpetrada pelos haters contra o Porta dos Fundos nos acontecimentos do ano passado. A hashtag #NãoAssista foi lançada com um pedido irônico para as pessoas evitarem o novo especial..
Polêmicas, traições, muitas convicções e poucas provas. O messias virou mito. É hora de ir fundo na história que polarizou a Galileia: Jesus sofreu golpe ou não? #NãoAssista#EspecialdeNataldoPorta
"Teocracia em Vertigem" foi lançada no dia 10 de dezembro, no YouTube, ao invés da Netflix ,como ocorreu nos dos dois últimos anos. Aí vi vantagem, agora todo mundo pode assistir.
No YT, o vídeo está com restrição de idade e pode ser assistido diretamente na plataforma de vídeos, neste link, ou na Pluto TV.
Confira algumas reações a seguir:
caralhoo, a perspicácia na abordagem, a ousadia satírica, a crítica socio-política, isso sim faz o humor inteligente. esse especial de natal, 'teocracia em vertigem' do @portadosfundos, tá impecável.
Não assistam! Tá uma merda. Tive que assistir TRÊS vezes pra ver como é ruim. E já mandei para outras pessoas o link, para que não vejam. Vou até, assistir mais uma vez, só pra passar raiva.
Gente, NÃO ASSISTAM TEOCRACIA EM VERTIGEM do @portadosfundos. Muita reflexão disfarçada de humor e altas doses de realidade jogadas na cara, vcs não vão gostar. Lembrando que qualquer coincidência política é mera semelhança.
#TeocraciaEmVertigem Aí a galera fala os roteiristas do Porta dos fundos são ótimos. Sim são ótimos mesmos . Mas não há roteiro de piada melhor as política brasileira : pic.twitter.com/L72m6XIF8y
Da parceria nasceu a suingada "Jingle Bell e Natal Rock", versão BR de "Jingle Bell Rock". Na música, a cantora mistura inglês com português, rima lobo-guará com guaraná e, por incrível que pareça, fica uma delícia. Além da canção que cola no ouvido feito chiclete, a campanha de fim de ano da marca de refrigerantes, intitulada "Natal Coisa Nossa", conta com a participação de influenciadores queridos da internet, como Pequena Lô, em uma celebração ao jeito de ser brasileiro.
O filme faz referência a coisas do Brasil raiz como as samambaias das vozinhas, piada do pavê do tiozão, amigo-secreto nas confraternizações de fim de ano, treta da uva-passa...
E até um vira-lata caramelo fazendo as vezes de lobo-guará, no lugar do urso polar, em clara cutucada à concorrente, Coca-Cola.
"Guaraná tem como essência abraçar a brasilidade e não poderíamos deixar de colocar o país no centro da conversa de Natal. A ideia da campanha é convidar o consumidor a deixar de lado o conceito internacional e celebrar a data de um jeito mais brasileiro. Neste ano, com tudo o que estamos vivendo, esse filme vem como uma homenagem a todos nós que vamos precisar comemorar a data de um jeito diferente, talvez sem a família reunida, e enaltecer tudo aquilo que faz dessa festa única e muito Coisa Nossa, como Guaraná Antarctica!”, diz Alexandre Lemos, gerente de marketing de Guaraná Antarctica.
Além das coisas do Brasil, o comercial traz referências cinematográficas, o objetivo é engajar o público - quem resiste a uma boa safra de easter eggs? - e ampliar o número visualizações do vídeo. "Aproveitamos para adicionar alguns easter eggs com o propósito de engajar os nossos fans e garantir boas risadas depois que eles forem descobertos", conta Alexandre.
Com criação da Soko e Draftline, inhouse da Ambev, o filme possui duas versões, uma mais longa que está disponível nos canais da marca e uma outra, de um minuto, que está sendo veiculado no digital e TV aberta.
Confira no player do início do post e veja mais conteúdo relacionado abaixo.
Nada de comemorar o aniversário com os amigos, casamento adiado... entre tantas bads, a pandemia interrompeu muitos planos e fez a gente esquecer outros tantos. Diante de um período tão difícil, que tal olhar para o futuro de forma positiva, vislumbrando um mundo cheio de possibilidades?
Eis o convite de Johnnie Walker. A marca de whisky da Diageo, líder mundial em bebidas alcoólicas premium, celebra 200 anos de jornada reafirmando sua mensagem de resiliência e otimismo.
Em sua nova campanha "Os próximos 200 anos anos estão apenas começando. Keep Walking", criada pela AlmapBBDO, Johnnie Walker apresenta os filmes "O Casamento" e "O Aniversário". Cada um deles com um minuto de duração, os comerciais "são celebrações que representam o início de um novo ciclo, cheio de possibilidades. Tem muito do espírito Keep Walking tão necessário nesse momento”, conta Juliana Ballarin, head do portfólio de scotch whisky da Diageo.
A inspiração para os dois filmes veio das redes sociais, após a marca abrir uma conversa com seus seguidores para entender os planos adiados em 2020. "A campanha é uma resposta, mostrando as diversas possibilidades que temos para realizar nossos planos e seguir em frente com otimismo", finaliza Juliana.
“O Casamento” conta a história real de Jessica e Gabriel que foram obrigados a adiar a festa mesmo com os convites já prontos. A ideia da celebração era ter um cenário bonito. Uma ajudinha de Johnnie Walker e os dois puderam finalmente se casar em um salto de paraquedas e com um visual perfeito, adaptado aos planos iniciais.
Assista:
Marcela todos os anos brinda seu aniversário acompanhada dos amigos em um caraoquê, até que veio 2020. Para que ela não deixasse de celebrar a nova idade Johnnie Walker a surpreendeu com uma comemoração em grande estilo. Aproveitando as ruas vazias por conta da pandemia, a marca projetou as músicas em um prédio em frente ao apartamento dela. Foi uma grande surpresa e emoção para jovem poder cantar com os amigos mesmo à distância.
Confira:
Parte das ações que comemoram os 200 anos de história de Johnnie Walker, a campanha assinada pela AlmapBBDO, foi desenvolvida para os meios digitais e está disponível nas redes da marca.
Amigo-secreto da firma, especial do Roberto Carlos, "Então é Natal" da Simone tocando, etc. estão para os brasileiros assim como a tradicional lista de Barack Obama está para os norte-americanos. Todo fim de ano, o ex-presidente dos EUA publica uma relação de filmes, séries e músicas que o marcaram no período e que ele indica.
Em 2020, a listinha de Obama, divulgada nesta sexta, 18, traz "Bacurau" entre os favs.
Pega o tweet:
Like everyone else, we were stuck inside a lot this year, and with streaming further blurring the lines between theatrical movies and television features, I’ve expanded the list to include visual storytelling that I’ve enjoyed this year, regardless of format. pic.twitter.com/a8BS8jDkSs
"Como todo mundo, nós ficamos muito presos em casa neste ano e, com o streaming borrando ainda mais os limites entre filmes teatrais e filmes de televisão, ampliei a lista para incluir narrativas visuais de que gostei este ano, independentemente do formato”, tuitou Obama, que já ostentou o título de dono e proprietário do tweet mais curtido da história.
"Bacurau", do pernambucano Keber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, manda o papo reto contra o imperialismo gringo no Brasil. O diretor compartilhou a listagem e aproveitou para enviar um salve para o pessoal do vilarejo escolhido como locação para as filmagens.
Um grande abraço para todo mundo no Povoado da Barra, a 24kms de Parelhas, sertão do Seridó, RN. ✌🏼 pic.twitter.com/klhZrDz1t2
Além do longa brasileiro, a seleção dos Top Filmes de Obama inclui "Boys", "Mank" e "Uma Mulher Alta". A listagem é encabeçada pelo último filme de Chadwick Boseman,
No ranking de séries figuram, por sua vez, "The Boys", "The Good Place", "A última Dança", série documental sobre a jornada de Michael Jordan, e, sim, o democrata foi um dos milhares de espectadores que se renderam a "O Gambito da Rainha", atual hit da Netflix.
Quanto às músicas, a playlist de 2020 de Barack Obama ainda será divulgada.