Se você não estava preso no
túnel do tempo já deve ter ouvido falar desse tal de "cringe".
No último mês, a internet que pariu expressões como "o pai tá on", "Deus me free" e "biscoiteiro" nos brindou com uma
palavra que deixou muita gente intrigada.
Muita gente mesmo, não é,
Mônica?
Vamos lá, "cringe" tem origem de um verbo do inglês, sem uma tradução literal, para situações desconfortantes e constrangedoras e virou sinônimo para descrever atitudes embaraçosas de outras pessoas. Enfim, algo que causa "vergonha alheia", em tradução livre.
Novinhos da
Geração Z utilizam a gíria de diversas formas e em diferentes momentos, referindo-se a figuras públicas, filmes, músicas etc, mas o termo hitou mesmo ao se tornar centro de uma discussão entre eles e os Milennials, nascidos entre 1980 e 1994.
Quem trouxe?
No Google Trends, plataforma de monitoramento de buscas na redes, "cringe" vem bombando entre os termos mais procurados com um aumento de 500%. As expressões associadas "Geração Z" e "Millennials" também dispararam, com aumento de 700% e 740%, respectivamente.
O hype teve início no dia 18 de junho, quando "cringe" entrou para o Trending Topics do Twitter após a publicação da publicitária e produtora de conteúdo Carol Rocha viralizar.
Pega algumas respostas:
Enfim:
Cringe, a treta
Os jovens muito
jovens, mega sagazes, com a pretensão de deter todos os gostos e conhecimentos superiores, a Geração Z, pessoas nascidas de 1995 a 2010, têm se referido a hábitos, gostos e símbolos dos Millennials como ultrapassados, em bom português: bregas, cafonas.
Redes sociais foram recheadas de mensagens utilizando a palavra queridinha da vez e de
memes, ora
debochando do que é considerado cringe, ora ironizando o termo [quem gosta de ser tachado de fora de moda?], ora assumindo a própria cringice.
Em meio à
treta, é comum se deparar com
listas de atitudes e costumes que passaram a ser considerados micos - falar "mico", aliás, também é cringe - e testes para determinar de que lado você está [
faça aqui].
E assim caminha a humanidade
Tamanho buzz é reflexo do bom e velho conflito de gerações, das diferenças de pensamento e valores entre Millennials e Geração Z.
Millennials, a geração que até então dava as cartas nas timelines, não estão gostando nada de ver seus referenciais "descolados" vistos como ultrapassados pela Geração Z, uma nova leva de pessoas que nasceram num ambiente completamente digital, estão totalmente conectadas às redes e que não só pensam diferente dos Millenials, como os deixam de lado.
Nada muito diferente do que Millenials fizeram com a Geração X, anterior a eles, convenhamos.
Relaxem, meus amigos, tirando os excessos da coisa virar um bullying geracional, é desafiando os padrões e modelos que descobrimos novas formas de ver o mundo. Daqui alguns anos, o pessoal da Geração Z enfrentará o mesmo dilema com a molecada da Geração Alpha, nascidos a partir de 2010. Afinal, um dia todo mundo vai ser "tiozinho da Sukita" e daqui a pouco vira cringe falar "cringe".
Chama no glossário:
Geração X: compreende os nascidos entre 1960 e 1980. Pessoas que viram o advento da internet, chegaram quando
tudo isso aqui era mato.
Geração Y: também conhecida como Millennials, composta pelos nascidos entre o início da
década de 1980 e o meio da década de 1990 - atualmente com 26 a 40 anos.
Geração Z: também conhecida como GenZ ou pós-millennials, equivale aos nascidos entre o meio da
década de 1990 e a primeira década dos anos 2000 - atualmente com 10 a 25 anos.
Geração Alpha: a mais recente. São os nascidos a partir de 2010, atualmente com até 10 anos.
Sério, dá pra comprar blusinha
aqui e
aqui.
Marcas aproveitam
Veja também:
Tweet bônus